Mulheres jovens são as principais vítimas das falsas "curas" do câncer




Mulheres jovens, de ato nível educacional e alta faixa de renda são as principias usuárias de terapias alternativas contra o câncer, e quem faz a opção por essas terapias, em substituição a tratamentos convencionais como radioterapia e químio, tem até dez vezes mais chance de morrer por causa doença. No caso específico de câncer de mama, o risco de vida médio, para quem opta por tratamentos alternativos, é mais de três vezes maior do que o de quem escolhe a via convencional.

Esses dados aparecem no estudo Use of Alternative Medicine for Cancer and Its Impact on Survival, publicado no periódico "Journal of the National Cancer Institute". O trabalho comparou  281 pacientes, que optaram por abrir mão de tratamentos convencionais e abraçar terapias alternativas, a 560 pacientes que seguiram a medicina tradicional. Foram arrolados pacientes com câncer de pulmão, próstata e mama. Pacientes dos dois grupos, tratamento alternativo ou convencional, foram associados de acordo com características de raça, idade, tipo de câncer, estágio da doença, tipo de plano de saúde e data do diagnóstico.

Os autores têm o cuidado de distinguir entre terapias "complementares" ou "integrativas" -- técnicas, muitas vezes sem base científica, usadas em paralelo ao tratamento convencional -- e tratamentos alternativos, que além de não ter suporte científico são usados no lugar da terapia recomendada pela ciência. Eles apontam, no entanto, tanto as práticas integrativas e complementares quanto as alternativas parecem ter um apelo mais forte para o mesmo grupo da população: "idade jovem, câncer de mama, alto nível educacional e de renda, região do Pacífico e estágio mais avançado". "Região do Pacífico" refere-se à Costa Oeste dos Estados Unidos.

A conclusão do estudo é apresentada de forma direta: "pacientes de câncer que inicialmente optam por medicina alternativa, sem tratamento convencional, têm maior chance de morrer".

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