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Zika Vírus mutante, origem dos planetas, ondas gravitacionais, percevejos

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Satanistas e pastafarianos, uni-vos!

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Já escrevi tanto sobre laicismoe ateísmo militante (por exemplo, nesta postagem do blog, nesta outra e neste artigo para a Folha de S. Paulo [atrás de um payall, sorry]), que a preguiça quase me impede de volar ao assunto. Mas, fazer o quê, né? Repetindo o que escrevi há mais de seis (seis!) anos:

Sei que muita gente torce o nariz para esse ateísmo, digamos, "in your face", exibicionista, loquaz -- estridente, diriam alguns. Amigos cuja opinião respeito queixam-se de que esse "novo ateísmo", ou "ateísmo afirmativo", acaba sendo tão chato, inoportuno, pentelho, etc., quanto o proselitismo religioso. Será que as pessoas não seriam mais felizes se, simplesmente, parássemos de encher o saco uns dos outros com metafísica?

Por mais que eu possa simpatizar com a opinião expressa no parágrafo acima, ela deixa de levar em conta dois fatores -- talvez os fatores -- fundamentais: primeiro, a religião é estruturalmente incapaz de respeitar uma trégua do tipo; el…

Sarek e Teoria dos Jogos

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Gostei dos dois primeiros episódios de Star Trek Discovery. Não que sejam perfeitos (spoilers começam aqui) -- por exemplo, o fato de a nave  Shenzhou não ter uma sonda não-tripulada disponível ainda me soa estranho -- mas, no geral, os episódios são boa ficção científica, dentro dos padrões de um espetáculo de massa, e boa Star Trek.

A ver se o nível se mantém ou melhora nos próximos episódios, claro.

Sei que muita gente vai discordar da última afirmação do primeiro parágrafo, então aqui vou eu defendê-la contra a ideia de que a série é Trek "apenas em forma, não em espírito". Evidências pró: temos  a missão que abre o primeiro episódio, salvar uma espécie alienígena de uma seca; o maravilhamento da protagonista com o fenômeno cósmico que estuda em seguida, seu sobrevoo quase reverente da misteriosa estrutura klingon, que por alguns instantes faz lembrar Arthur C. Clarke; temos linhas e mais linhas de diálogo ("A Frota Estelar nunca atira primeiro", "Somos e…

"Cura Gay" é o "Design Inteligente" da saúde mental

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"Design Inteligente" (DI) é um movimento de marketing político-religioso, disfarçado de ciência, que tenta contrabandear o criacionismo -- a ideia de que a vida na Terra é, demonstravelmente, o produto da ação deliberada de um ser mitológico adorado por tribos semitas da Era do Bronze -- para as salas de aula. Intelectualmente, trata-se de uma realização da falácia de petitio principii, ou presumir a conclusão: já que a Bíblia está certa, a ciência tem de demonstrar isso, e a evolução não pode ser verdade.

Sua expansão no Brasil coincidiu com a conquista de força política e penetração popular por denominações cristãs de forte inspiração norte-americana. Os Estados Unidos são o berço do design inteligente, que é promovido, principalmente, pelo think-tank cristão Discovery Institute.

A chamada "Terapia de Reorientação Sexual", ou "cura gay", não é lá muito diferente disso. Ela também tem seu think-tank gringo, sua aceitação também depende muito mais de con…

100 anos do "Último Adeus"

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Vamos fechar a semana tratando de coisas agradáveis? Hoje faz cem anos que o conto O Último Adeus de Sherlock Holmes (His Last Bow) foi publicado na revista americanaCollier's. Esta história não foi, de fato, o "último adeus" do personagem -- Conan Doyle continuaria publicando novas histórias de Holmes por mais dez anos -- mas ela traz uma série de peculiaridades: é o único conto concebido e escrito em terceira pessoa (o texto de A Pedra Mazarino, que também usa esse tipo de narração, havia sido planejado como peça de teatro), é o mais adiantado na cronologia do personagem (passa-se em 1914) e, claro, trata da atuação de Sherlock Holmes na contraespionagem inglesa às vésperas da I Guerra Mundial.

Segundo Owen Dudley Edwards, editor da coleção de Sherlock Holmes publicada pela Universidade Oxford, o conto parece ter sido inspirado por uma visita de Arthur Conan Doyle ao front francês em 1916, quando o general George-Louis Humbert perguntou ao escritor se Sherlock Holmes …

Estreia da newsletter!

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Um pouco mais cedo, hoje, disparei a primeira edição da newsletter do blog, um e-mail contendo notas que resumem algumas das descobertas científicas mais importantes ou interessantes (em minha opinião, claro) da semana. O cabeçalho foi este:


A manchete trata dos resultados mais recentes da Colaboração Pierre Auger, anunciados na Science.Mais lá pra baixo há outras notas (nesta semana foram sete, ao todo), e concluindo com estas:


(Essa dos dinossauros prossegue, aí só tem o lide)

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Todo mundo está errado

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Todo mundo acredita em bobagens. Cada um dos leitores deste artigo. E eu também, claro. É óbvio: o ser humano é falível. Qualquer pessoa mentalmente sã deve ser capaz de admitir que, em algum canto do cérebro, haverá pelo menos uma crença falsa, uma convicção inválida, uma opinião que não corresponde aos fatos. Uma bobagem.

Isso, em teoria. Mas, e na prática? Quando analisamos criticamente o conteúdo de nossas mentes e verificamos as crenças que temos, uma a uma, é raro conseguirmos achar algo de errado: mesmo quando nossos amigos ou adversários nos oferecem argumentos que contrariam nossas opiniões, caímos muito facilmente num diagnóstico do tipo “eu sou racional, meu amigo é teimoso, meu adversário é um idiota”. (Leia o restante deste ensaio na Revista Amálgama)