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Antes do Big Bang?

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A ideia de um multiverso -- isto é, de que o que chamamos de "Universo observável", tudo que existe entre nós e o horizonte da radiação de fundo deixada pelo Big Bang, é apenas um exemplar dentre muitos (possivelmente infinitos) outros -- anda me perseguindo, ultimamente. Confesso que fui eu quem começou a persegui-la, quando peguei para ler, no início do ano, o mais recente livro de Brian Greene, The Hidden Reality: Parallel Universes and the Deep Laws of the Cosmos , que já mencionei anteriormente . Mas o conceito reapareceu, um tanto quanto inesperadamente, em The Fallacy of Fine Tunning , de Victor Stenger (que comentei aqui ). Stenger diz que Universos paralelos não são necessários para explicar o aparente "ajuste fino" das leis da natureza que permitem a existência de vida como a conhecemos, mas também não vê razão para rejeitá-los a priori . Avaliação que me veio à mente por conta de um debate que está rolando no site em inglês da Scientific American , ...

Stephen Hawking, Deus e realidades paralelas

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Terminei de ler há pouco tempo The Grand Design , de Leonard Mlodinow e Stephen Hawking, e estou mais ou menos no meio de The Hidden Reality , de Brian  Greene (o defensor e popularizador da Teoria das Cordas, que ficou famoso no Brasil por O Universo Elegante ). O livro da dupla Hawking-Mlodinow causou furor ao ser lançado no ano passado, por conta do alto perfil de mídia atingido pelas declarações de Hawking sobre a não-necessidade de um criador divino para o Universo. Confesso que, na época, a repercussão me surpreendeu: a ideia de que a ciência física "não requer essa hipótese" (i.e., um criador consciente) para dar conta do Universo está por aí desde os tempos de Napoleão Bonaparte, e nunca chegou a ser seriamente desafiada pelas teorias físicas que se seguiram desde então. O que ocorreu, durante o século XX, foi um acúmulo de insinuações de que talvez, quem sabe, a hipótese não fosse tão desnecessária assim. (Parêntese: muitos cientistas e filósofos da ciência ...

Novo recorde: avistada galáxia apenas 480 milhões de anos após o Big Bang

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Análise de uma imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble revela a presença de uma galáxia 480 milhões de anos após o Big Bang, quando o Universo tinha apenas 4% de sua idade atual. Esta galáxia torna-se o mais antigo objeto conhecido pelo homem. Um retrato dela aparece abaixo, devidamente localizado dentro da imagem de campo ultra profundo do Hubble (o "HUDF" do título em azul dentro do quadro significa exatamente "Hubble Ultra Deep Field"): A preponderância da evidência sugere que o que chamamos de "Universo" teve início há 13,7 bilhões de anos, quando o tempo e o espaço começaram a crescer a partir de um ponto único. (A ideia de que a expansão do Universo implica uma expansão do próprio espaço  não é exatamente uma das mais fáceis de assimilar. Muita gente ainda imagina que o Big Bang representou simplesmente o nascimento da matéria dentro de um espaço previamente vazio.) Cientistas fazem uma boa ideia -- ou, ao menos, têm uma teoria razoavel...