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Mostrando postagens com o rótulo espaço

Veja Vesta girando!

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Vídeo da rotação do asteroide Vesta , feito com base em imagens de alta resolução produzidas pela sonda Dawn, da Nasa: Uma análise detalhada das imagens você pode ler aqui . Mas, por favor, só depois de se maravilhar com o espetáculo: esta bola cinzenta aí em cima é uma rocha de 500 km de diâmetro, localizada no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

Exploração do espaço: homem ou máquina?

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Muita coisa se escreveu sobre o fim da era dos ônibus espaciais, mas -- talvez seguindo a linha de que dos mortos não se fala mal -- poucos comentaristas se esforçaram em pôr os frutos da exploração espacial tripulada em contraste com os resultados das sondas robóticas. Eu resolvi, então, elaborar um breve ranking : Maior distância viajada Astronautas: Missão Apollo 13, que chegou 254 km de altitude sobre o lado oculto da Lua, ou 400.171 km da Terra. Sondas: Voyager 1, que está a mais de 17 bilhões de km da Terra. Corpos celestes visitados Astronautas: Lua. Sondas:  Todos os planetas do Sistema Solar, incluindo diversos pousos bem-sucedidos na Lua, em Marte e em Vênus, o Sol, asteroides e cometas. Descobertas científicas   Astronautas: rochas lunares; várias descobertas sobre o funcionamento do corpo humano, principalmente em condições de microgravidade; "spin-offs" tecnológicos para a Medicina e os esportes, derivados dos trajes espaciais e dos sistemas de ...

O último pouso do Endeavour

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O ônibus espacial Endeavour tocou a pista do Centro Espacial Kennedy na madrugada desta quarta-feira, encerrando sua derradeira missão. Agora, ele será parcialmente desmantelado e enviado para um museu na Califórnia. O Endeavour é a mais jovem nave da frota, tendo sido construído como substituto do Challenger, destruído em 1986. Ao mesmo tempo em que o Endeavour encerrava sua carreira, o Atlantis era posicionado na plataforma de lançamento para o voo final dos ônibus espaciais, com partida prevista para 8 de julho. Depois do retorno do Atlantis à Terra, os EUA entrarão em um hiato no qual o país não terá capacidade de levar seres humanos ao  espaço. A esperança do governo Obama é de que esse hiato se encerre antes do fim da década, com a certificação de naves projetadas, construídas e operadas por empresas priviadas. O modelo mais promissor, até agora, parece ser a cápsula espacial Dragon, criada pela companhia SpaceX. A atual administração federal americana também mudou o f...

No espaço, ninguém pode ouvir sua galáxia gritar

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Imagine um vento forte o bastante para desbastar todo o solo de uma região, deixando para trás apenas o leito rochoso estéril. O Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA), encontrou uma tempestade semelhante no espaço, e em escala galáctica: fluxps de moléculas deslocando-se a mais de 100 km por segundo, a partir no núcleo de galáxias em processo de fusão. De acordo com nota divulgada pela ESA, esses vemntos são intensos o bastante para eliminar todo o suprimento de gás e poeira, levando à interrupção dos processos de formação de estrelas e de crescimento do buraco negro central de cada galáxia. Como a pressão responsável pelos ventos é gerada, exatamente, pela explosão de estrelas e pelo crescimento do buraco negro, o processo todo opera como um ciclo de feedback, onde a atividade galáctica intensa contribui parao próprio fim. A imagem acima é uma ilustração dos fluxos de gás e poeira partindo de uma galáxia.

Na superfície de Encélado..

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Imagem feita pela sonda Cassini mostra detalhes da superfície gelada de Encélado, com os anéis de Saturno ao fundo. Dados levantados pela sonda nos últimos anos sugerem que Encélado pode ter grandes massas de água em estado líquido sob a superfície. Matéria orgânica já foi  detectada nas plumas produzidas por gêiseres que irrompem do polo sul dessa lua, que tem 500 km de diâmetro e reflete de volta ao espaço praticamente 100% de toda a luz solar que recebe.

E a ISS ficou pronta... sem o Brasil

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Com a abertura, nesta semana, do módulo europeu Leonardo, a construção da Estação Espacial Internacional (ISS) está, finalmente e após 12 longos anos, completa. As próximas duas -- últimas -- missões de ônibus espaciais previstas levarão instrumentos científicos e peças de reposição à ISS, mas o Leonardo é a última adição de espaço habitável a ser feita ao posto orbital. Uma vez completada a montagem, a estação deve ter uma vida útil, em sua configuração plena, de dez anos. O presidente dos EUA, Barack Obama, abandonou a diretriz de derrubar a ISS em 2015 -- como previsto pelo governo Bush -- e optou por mantê-la operacional até 2020. Se isso por um lado parece ser uma boa ideia (não há muito sentido passar 12 anos construindo algo que só vai ser usado plenamente por cinco), por outro amarra recursos que poderiam estar sendo usados para levar astronautas a  Marte. É por essas e outras que muita gente (eu inclusive) se refere à órbita da Terra como um "atoleiro": gastam-se...

Retrato de família: Reia, anéis e Dione

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No primeiro plano da imagem acima o que se vê é o polo sul de Reia, a segunda maior lua de Saturno (com 1.500 km de diâmetro, fica atrás apenas de Titã, mais de três vezes maior). Reia foi descoberta por Giovanni Cassini em 1672, e batizada com o nome da esposa do titã Saturno. Abaixo do polo sul de Reia vemos Dione, também descoberta por Cassini, batizada com o nome de uma sobrinha de Saturno, filha de Tétis e mãe de Afrodite. Dione tem 1.100 km de diâmetro. As luas Dione e Reia são muito parecidas entre si, com rotação travada pela gravidade do planeta e temperaturas extremamente baixas para os nossos padrões (máxima de -174º C). As duas luas também também parecem ser formadas principalmente de água congelada, que nessa faixa de temperatura se comporta como se fosse rocha -- apresentando montanhas, planícies e crateras. Abaixo das duas luas, os famosos anéis de Saturno. A foto foi feita pela sonda Cassini, batizada em homenagem ao descobridor das irmãs fotografadas.

Que tal trazer um pedaço de asteroide para a Terra?

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A Agência Espacial Europeia anunciou nesta sexta-feira quarto candidatos para uma missão que será lançada no período de 2020 a 2022. Essas quatro são as finalistas de uma lista original de 47, e apenas uma será efetivamente implantada. Há algum tempo, vinha sendo feito um lobby em defesa de uma missão para os gigantes gelados do sistema solar (Netuno e Urano), mas nenhuma das quatro tem esse perfil. Parafraseando Newton, como espécie ainda somos crianças colecionando conchinhas nas praias do Desconhecido. O problema é que agora temos uma boa ideia de onde as melhores conchas devem estar – mas não temos dinheiro para ir buscá-las todas. As missões finalistas são: Observatório de Caracterização de Exoplanetas : projeto dedicado a caracterizar a atmosfera de planetas localizados fora do sistema solar, incluindo a determinação de sua capacidade de suportar vida. Esse observatório ficaria no ponto L2, uma zona de estabilidade gravitacional localizada a 1,5 milhão de quilômetros da T...

And so it ends...

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O ônibus espacial Discovery decola em sua última missão. Já tratei do fiasco geral que foi o programa  de ônibus espaciais da Nasa em outra postagem , então aqui deixo apenas uma  questão: por que a humanidade tem uma relação tão ambígua com os voos espaciais tripulados? Por um lado, as principais lideranças mundiais não parecem realmente ser capazes de levar a empreitada a sério. Por outro, também não parecem dispostas a simplesmente tirar a coisa da tomada de vez. Isso me lembra um dos paradoxos de Mr. Pond, um dos vários detetives-filósofos criados por G.K. Chesterton: "Uma coisa que vale a pena fazer merece ser malfeita". É o paradoxo que define a exploração do espaço.

Há 50 anos: o primeiro chimpanzé espacial

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O mundo está se preparando para a celebração, em abril deste ano, dos 50 anos da viagem de Yuri Gagarin ao espaço, mas hoje festejamos o primeiro primata a deixar a Terra (ainda que não tenha chegado a entrar em órbita): Ham, o chimpanzé espacial. Em 31 de janeiro de 1961, um macaco de quatro anos chamado Ham foi lançado num voo suborbital na missão Mercury-Redstone 2, que voou por 16 minutos, seis dos quais em microgravidade. Ham demonstrou que era possível trabalhar durante um voo espacial -- ele puxou alavancas instaladas na cápsula, como havia sido treinado para fazer, e sem perda de eficiência em comparação com os exercícios realizados em terra. Ham foi submetido a uma aceleração equivalente a 14 gravidades terrestres (os astronautas dos ônibus espaciais passam por uma aceleração máxima de 3 gravidades; um autódromo nos EUA foi retirado de um campeonato de automobilismo porque os pilotos chegavam a experimentar 5 gravidades nas curvas). O chimpanzé espacial voltou à Terra ...

Veja lua de Marte em 3D!

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A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou imagens feitas por sua sonda Mars Express durante uma passagem próxima a Fobos, uma das duas luas de Marte. Uma das imagens é um anaglifo, uma sobreposição das cores azul e vermelho que permite uma visão em 3D da lua, desde que se tenha os óculos adequados, com celofane vermelho sobre o olho esquerdo e azul no direito. Esses óculos vêm de brinde em gibis 3D (como a HQ Superman: Last Son , do Super-Homem), e a Nasa oferece um tutorial para quem quiser fazer um par em casa (que você encontra aqui ). Aliás, a Nasa também ensina a fazer imagens 3D com uma câmera digital comum . O efeito 3D funciona porque as cores sobrepostas da imagem, filtradas pelos celofanes de cores diferentes, garantem que um olho registre uma imagem ligeiramente diferente da que está sendo captada pelo outro -- exatamente o mesmo efeito que gera a visão tridimensional normal. Uma teoria sobre a origem de Fobos (cujo nome signifca "Medo", em grego) propõe qu...

O planeta habitável que talvez não esteja lá

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No ano passado, em plena corrida eleitoral, escrevi uma matéria que, durante algumas horas, foi a mais lida de todo o estadão.com.br, superando até mesmo o circo Serra/Dilma: tratava-se da descrição da descoberta de Gliese 581g , um planeta com cerca de 4 vezes a massa da Terra e que é potencialmente habitável. Mas, como dizem os latinistas, sic transit gloria mundi : algum tempo depois, a existência do planeta foi posta em dúvida por outra equipe de astrônomos (o que também noticiei dilgentemente ). Vários meses mais tarde, análise estatística feita por um terceiro astrônomo, não envolvido com nenhuma das duas equipes anteriores, sugere que a chance de Gliese 581g realmente existir é de parcos 0,002%. Situação que deve deixar muita gente coçando a cabeça. Digo, como é possível não ter certeza de se um planeta existe? Essas coisas são enormes, e Gliese 581g é maior que a Terra , ora bolas. Uma coisa é não saber onde estão as chaves de casa, outra é perder uma massa equivalente a...

'Sucata' soviética vira plataforma de turismo espacial

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O ex-astronauta da Nasa Leroy Chiao -- um veterano de três voos de ônibus espacial e que comandou a Estação Espacial Internacional (ISS) entre outubro de 2004 e abril de 2005 -- encontrou uma forma de reduzir drasticamente os custos de pesquisa, desenvolvimento e testes de veículos para turismo espacial: comprar material já testado e usado pelo programa espacial soviético. A empresa de turismo espacial de Chiao, a Excalibur Almaz , adquiriu cápsulas e módulos da tecnologia Almaz ("Diamante") desenvolvida pela União Soviética para missões militares de observação da Terra. Uma espécie de satélites espiões tripulados, três estações do programa Almaz chegaram a ser usadas, sob a cobertura do programa civil Salyut. Integraram "secretamente" o Almaz as Salyuts 2, 3 e 5 -- a foto acima é da Salyut 3. Do material comprado por Chiao, fazem parte dois módulos de estação espacial que jamais tiveram  a oportunidade de sair da Terra e quatro cápsulas para astronautas, uma ...