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Astronautas antigos e dinossauros contemporâneos

Imagino que pouca gente ainda se lembre dos “Monstros de Acámbaro”. São pequenas miniaturas de cerâmica, com formatos que lembram dinossauros, “descobertas” no México em 1944. Durante décadas, fundamentalistas religiosos citaram-nas – alguns ainda as citam, na verdade – como prova de que homens pré-históricos conviveram com os grandes sáurios. ( Leia o texto completo no blog da Revista Galileu )

Retrospectiva pessoal: 2013

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Não sou de fazer retrospectivas autobiográficas, mas este ano foi tão excepcional que não resisti à tentação de tirar a foto acima -- que reúne, digamos, o "resíduo material" dos avanços de 2013. Começando no sentido horário, o primeiro, acima e à esquerda, é o volume Tales of the Wold Newton Universe , antologia-tributo a Philip José Farmer, publicada pela editora britânica Titan e nque incui meu conto, escrito em parceria com Octavio Aragão , The Last of the Guaranys . O segundo é o Prêmio Argos de ficção científica curta de 2012, concedido ao meu conto No Vácuo, Você Pode Ouvir o Espaço Gritar , publicado pela editora Draco como parte da antologia Space Opera 2 , de Hugo Vera e Larissa Caruso,  e relançado como e-book solo. O terceiro, abaixo e à direita, é Pura Picaretagem , meu segundo livro de não-ficção e o primeiro escrito em parceria, com o físico carioca Daniel Bezerra . Dos mais de 30 livros em que, segundo o Skoob , tenho alguma participação, como autor ou co...

Efeito de manada na ciência

O processo de revisão pelos pares, no qual especialistas independentes avaliam os resultados de pesquisas científicas para determinar seus méritos, é vulnerável a “efeitos de manada” que podem fazer com que a comunidade científica não consiga detectar e corrigir seus erros, escrevem os autores de trabalho publicado na revista Nature . ( Leia mais sobre esse assunto, e outros, na coluna Telescópio do Jornal da Unicamp )

Óvnis existem. E daí?

Outro dia vi na televisão um debate sobre óvnis onde, pela milésima vez, um fã dos discos voadores levantou o seguinte argumento: “Mas você acha mesmo que estamos sozinhos no universo?” E, pela milésima vez, fiquei decepcionado ao ver que nenhum dos outros debatedores, em vez de balançar a cabeça diante da gravidade da pergunta, dava a resposta lógica: “E daí?” ( Leia o restante da postagem no Olhar Cético da Revista Galileu , e aproveite para conhecer o novo lay-out lindão! )

Violência, não violência, mudança social

Mal foi dada a notícia de sua morte, começou a disputa pelo cadáver de Nelson Mandela . Nas redes sociais, parece que todo e qualquer revolucionário de sofá com uma estratégia favorita sobre como provocar mudanças sociais -- seja por meio de passeatas, terrorismo, resistência pacífica -- passou a peneirar a biografia do líder sul-africano em busca de exemplos para defender sua tese; e todo conservador retinto, que teme qualquer mudança, não importa qual ou de onde venha, também passou a caçar exemplos de que Mandela, o "revolucionário boa-praça", na verdade não passava de um lobo em pele de cordeiro. Não me parece possível sintetizar a vida de um homem de 95 anos, que passou quase três décadas encarcerado e que se propôs a reconstruir um país inteiro, de modo tão simplista. O argumento, no fim, é menos sobre a identidade de Mandela -- que pode ser explorada em ensaios e biografias mas que, como a identidade de cada um de nós, no fim se reduz a um mistério -- e mais sobre es...

Debate sobre astrologia: vídeo

No início de novembro, eu e as astróloga Vera Facciollo participamos de um debate sobre a validade da astrologia, em particular -- e das previsões de ano novo, em geral -- promovido pelo iG . Foi um debate curto, de cerca de 15 minutos, então não houve tempo de expandir a argumentação. A chamada final, feita pela moderadora, para que o público visite o site de previsões esotéricas do próprio iG foi, ao menos para mim, meio que um anticlímax, mas não posso me queixar nem da condução do debate, nem da neutralidade demonstrada pela moderadora durante todo o período a troca de ideias. E por falar em ideias, foi a conversa pré-debate que me levou a pensar na postagem sobre Michel de Gauquelin que publiquei alguns dias atrás, então o efeito de inspiração já valeu a viagem. Não gosto muito de me ver em vídeo -- sempre tenho a impressão de que estou fazendo careta. Mas, se o leitor caridoso achar que vale a pena, o debate está "embedado" aí embaixo.  Bem, na verdade, estava, ...

Papai Noel existe?

A pergunta não é tão tola quanto parece. Afinal, todos os anos Papai Noel é avistado por milhões de crianças e adultos de todo o mundo, e muitas dessas testemunhas, principalmente as crianças, são inocentes e não têm motivo para mentir. Mesmo que muitos dos Noéis avistados sejam impostores, ninguém nunca conseguiu provar que todos são. ( Leia a conclusão desse intrigante argumento na coluna Olhar Cético , na revista Galileu )