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China lança sua primeira mulher astronauta

A cápsula espacial chinesa Shenzhou 9 atingiu órbita pouco antes das 8h desta manhã, com três tripulantes a bordo -- entre eles, a primeira chinesa no espaço, Liu Yang. A Shenzhou deverá atracar-se ao módulo espacial Tiangong-1 na segunda-feira, estabelecendo a primeira estação espacial chinesa. Nada que se compare à ISS, de fato, mas ainda assim um grande passo para um esforço executado por um só país. O programa espacial chinês não se restringe apenas aos esforços tripulados -- que poderiam ser vistos como meras manobras de propaganda -- mas também tem objetivos científicos ambiciosos. A China já enviou duas sondas orbitais à Lua, as Chang'e 1 e 2, e em 2013 a Chang'e 3, composta por um jipe-robô, deverá pousar no satélite natural da Terra. A Índia também já enviou sua sonda orbital à Lua, a Chandrayaan 1, e também planeja um jipe-robô para 2013, em parceria com a Rússia. Enquanto isso, o Brasil continua a esperar que a parceria espacial com a Ucrânia dê frutos -- um ato...

Será o 'Novo Ateísmo' funcionando?

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Nunca antes na história daquele país (os Estados Unidos) tantos jovens duvidaram da existência de Deus, diz nova Pesquisa Pew : Esses mesmo jovens veem menos valor nas orações: E, também, não põem lá muita fé na história de um Juízo Final: Uma análise do resultado, feita pelo site de política TPM ( sigla de "Talking Points Memo", ou "memorando de assuntos para conversar", não dessa outra coisa em que você está pensando) levanta a hipótese de o declínio ter sido causado pelo ativismo de Dawkins, Hitchens e amigos: "Os resultados sugerem que um novo movimento de pensamento ateu e agnóstico, durante a última década -- encabeçado por autores famosos como Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris -- está desviando os jovens das crenças tradicionais de seus pais." Se a hipótese estiver correta, ela representa uma validação, no campo tático (ainda que não, necessariamente, na esfera ética, ou na filosófica, etc.) da retórica linha-du...

Meu primeiro curso à distância

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Concluí, no fim da semana passada, o curso de Introdução à Lógica da Coursera , composto por vídeos e atividades interativas, oferecido por dois professores de Stanford. Além de me capacitar a produzir provas usando indução linear e por contradição, dentro do cálculo lógico de Fitch , permitir-me demonstrar cabalmente que ~(a&b) equivale a (~a|~b) e me ensinar a manipular quantificadores ("qualquer que seja X ...", "existe X , tal que...") como um malabarista jogando laranjas para o alto, o curso foi muito útil e interessante sob o aspecto de uma  experiência pura e simples. Foi, afinal, meu primeiro contato "mãos na massa" com educação à distância e, mais especificamente, com a nova onda dos MOOCs, ou Massive Open Online Courses ,  tendência que, segundo alguns analistas , pode representar, para as universidades tradicionais, o mesmo que a Amazon.com representou para as cadeias de livrarias dos Estados Unidos, ou que o noticiário online está rep...

Jesus & Mo. Classic.

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Mais da fantástica dupla, você encontra aqui .

Escrevendo fantasia

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Finalmente, saiu: minha novela de fantasia oriental As Dez Torres de Sangue já está à venda, online, para entrega a partir do fim do mês (edição em papel) ou imediata (edição digital, incluindo para Kindle ). Este é apenas mais um dos lançamentos literários envolvendo minha pessoa neste ano  e, ao lado do meu conto Antropomaquia , que aparece na antologia Fantasias Urbanas , é o único trabalho de ficção que escrevi, a sair em 2012, que não envolve ciência em nenhum aspecto fundamental (embora Antropomaquia seja um híbrido estranho de fc e fantasia, na verdade, mas deixo o juízo final para os leitores). O que me traz à perene questão das fronteiras entre ficção científica e fantasia. Por um lado, os gêneros são próximos o bastante para serem representados por uma mesma organização profissional no mundo de língua inglesa, a SF&F Writers of America . Ambos os gêneros também apelam para uma base de fãs percebida como largamente comum -- para ter uma ideia de até onde vai es...

'Mais de um modo de queimar um livro', a lição de Bradbury

Morreu Ray Bradbury. Tinha 91 anos, quatro filhas, era viúvo de uma mulher com quem viveu por mais cinco décadas, ganhou a vida fazendo o que amava e era muito bom no que fazia. É o tipo de morte que se lamenta mais por nós mesmos, que continuamos vivos, mas radicalmente empobrecidos, do que pelo morto. Ao partir, Bradbury não "perdeu" a vida. A vida é que o perdeu. Exemplares de três de seus livros -- O País de Outubro , As Crônicas Marcianas , Os Frutos Dourados do Sol -- desmancharam-se em minhas mãos, de tão lidos, e isso há uns 20 anos. Confesso que, de meados da década de 90 para cá, a obra de Bradbury vem representando uma parcela cada vez menor de minha dieta literária. Muda-se de idade, mudam-se os gostos: a ingenuidade poética que tanto encanta seus leitores mais fiéis a mim passou a soar, cada vez mais, como uma espécie de despropósito. Passei a valorizar e a buscar em minhas leituras  uma prosa mais seca, um tipo de enredo mais enxuto, uma narrativa mais obje...

Quem, afinal, cria tecnologia no Brasil?

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Semana passada, passei praticamente uma manhã inteira conversando com o professor Ennio Peres da Silva, responsável pelo Laboratório de Hidrogênio (ou "LH2", como também é conhecido) da Unicamp. Criado durante o choque do petróleo da década de 70, o laboratório nasceu como parte do esforço realizado pelo Brasil, na época, para se libertar da dependência do óleo importado. O raciocínio, explicou-me o professor, era o seguinte: o Brasil da época tinha escassez de petróleo, mas eletricidade abundante. Haveria, então, como transformar a eletricidade em combustível? Uma opção seria usar energia elétrica para separar o hidrogênio da água e, então, usá-lo para mover veículos. Os carros elétricos Vega, movidos a célula de combustível  de hidrogênio, são uma das criações do LH2. Não seria difícil olhar para o LH2 como uma espécie de relíquia dos anos de nacionalismo e estatismo megalomaníacos da ditadura, e aos carros Vega como uma espécie de elefante branco, mas o laboratório ...