Nos tempos do óleo de cobra

Quem tem alguma familiaridade com westerns conhece a figura do vendedor de óleo de cobra: um tratante que vai de cidade em cidade, a bordo de uma carroça vistosa e colorida, vendendo preparados de composição misteriosa e duvidosa salubridade, com a promessa de curas milagrosas. Os "óleos de cobra" dos Estados Unidos representaram um desdobramento dos chamados "remédios de patente" britânicos, que originalmente deviam o nome ao fato de terem recebido cartas-patente de figuras ilustres (por exemplo, membros da família real) autorizando o uso do nome da celebridade em material publicitário. Depois, a expressão passou a ser aplicada a qualquer gororoba que tivesse um nome ou marca registrado. Os primeiros remédios de patente, datados do século XVIII, eram "elixires", soluções de ervas amargas "medicinais" em álcool. Muitos sobrevivem até hoje, mas agora vendidos cono licores, bitters ou cordiais. No lado não-alcoólico do espectro, a coca-col...