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Mostrando postagens de Outubro 9, 2011

Bactéria da Peste Negra não era tão má assim

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Parece a sinopse de um filme estrelado por Vincent Price, mas é um artigo publicado na Nature: cientistas conseguiram reconstituir o genoma da cepa original da bactéria Yersinia pestis, responsável pela Peste Negra do século XIV, a partir de quatro esqueletos de vítimas da epidemia desenterrados em Londres.

Se algum vilão maluco resolver usar esse genoma para criar bactérias letais e se vingar que um mundo que não o compreende e o despreza, no entanto, seu sucesso será, na melhor das hipóteses, limitado: a comparação do genoma da bactéria medieval com o da versão atual indica que "o aumento de virulência percebido durante a peste negra" não parece relacionado à conformação genética do micróbio: outros fatores, como o ambiente e a suscetibilidade das vítimas, foram mais importantes.

Agora, vamos dar uma olhada no que isso significa: uma praga que, ao longo de apenas cinco anos, eliminou de 30% a 50% da população da Europa não foi causada por um supermicróbio. A Yersinia pest…

Crime e castigo no campo de futebol

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Jogadores de futebol cavam mais faltas quanto mais perto estão do gol do time adversário; faltas cavadas são mais comuns quando o jogo está empatado; e árbitros são péssimos em detectar faltas cavadas, o que estimula o uso da tática.

Não, não se trata de uma estatística da ESPN, mas dos resultados de um estudo de biologia sobre a evolução da enganação, realizado por pesquisadores baseados na Austrália e publicado online no periódico PLoS ONE. Os cientistas usaram o futebol como um modelo para testar algumas previsões tiradas da teoria da evolução a respeito da prevalência do comportamento desonesto.

Entre essas previsões, há a de que a desonestidade deve ser mais rara quando é mais "cara" (confirmada pela constatação de que os jogadores cavam menos faltas quando perto do próprio gol); mais comum quando os benefícios potenciais são altos (confirmada pelo fato de que mais faltas são cavadas perto da área do time adversário); quando o benefício potencial é mais valioso (confirm…

O "deus dos teólogos" e o "deus dos ateus"

 O “Deus dos teólogos”, ri-se Eagleton, não tem nada a ver com a caricatura grosseira que os “novos ateus” tanto atacam. Essa é uma crítica tão recorrente que, à moda de Goebbels, já começa a ser levada a sério até mesmo entre pessoas que deveriam estar mais bem informadas. Por isso, peço licença para me deter um pouco nela. Vejamos como Eagleton define esse “Deus dos teólogos”. Esse Deus é “absoluta e gloriosamente inútil”; é a “condição e possibilidade de toda e qualquer entidade, não sendo ele próprio uma entidade”; se o mundo é o melhor que Deus pode fazer, sentencia nosso pio autor, “seu talento, cá entre nós, deixa muito a desejar”. Por fim, Eagleton considera simplória e risível a presunção de que “ter fé neste Deus significa acima de tudo aderir à proposta de que ele existe” (...)
Para ler a íntegra de meu artigo sobre as críticas de Terry Eagleton a Richard Dawkins e Chrisptopher Hitchens, visite o site Amálgama!