Quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo deste ano, minha reação foi um misto de resignação e mau-humor. Que é exatamente como me sinto hoje, no dia da abertura do torneio. Resignação com o que eu sabia que viria por aí: gastos desbragados, obras inacabadas ou finalizadas nas coxas e pelo triplo do preço, a tal da "soberania nacional" tão cara aos posers de sempre vergada, sem a menor cerimônia, sob as exigências da Fifa.
Já o mau-humor era um pouco mais difícil de explicar. Em parte, era por causa das complicações -- transporte, horário, agenda -- que o evento inevitavelmente traria para a minha vida, logo eu que não dou a mínima para futebol. Mas só em parte.
Não se tratava também, exatamente, da questão de prioridades: investimento público em esporte e lazer pode ser legítimo, afinal. Dizer que há "coisas mais importantes a fazer" é um truísmo, sempre, não importa o que se esteja fazendo: eu, por exemplo, estou aqui, blogando, em vez de ir para …