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Mostrando postagens de Julho 31, 2011

Man at Work

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Não sei se alguém notou, mas este blog não foi atualizado nem quinta, nem sexta-feira. O motivo é que voltei a trabalhar fora de casa -- isto é, com carteira assinada, salário, essas coisas. Passei a fazer parte da equipe (de três) que edita a revista Ensino Superior Unicamp e o website Inovação Unicamp . O lado positivo disso é que minha vida financeira volta a ter alguma previsibilidade; e que, por não ser a Unicamp um gigante da mídia desesperado para atrair audiência a qualquer custo, serei poupado de roubadas como ter de correr atrás da última declaração de Geisy Arruda ou outras besteiras. O negativo é que o tempo e a energia disponíveis para este blog serão diluídos entre outras tarefas. (Supondo, claro, que alguém realmente ache que ter menos de minhas opiniões não-solicitadas flutuando por aí seja mesmo algo "negativo".) O blog continua vivo, mas de uma forma mais errática. O que é uma pena, porque havia rompido a "barreira" dos 10.000 acessos pela s

Laputa fica em lua de Marte

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Leitores das Viagens de Gulliver , de Jonathan Swift, provavelmente se lembram de Laputa, uma ilha que flutuava na atmosfera da Terra, movida a energia magnética, e cujos habitantes haviam descoberto duas luas em Marte -- sendo que o livro foi escrito 150 anos da descoberta real das luas, Fobos e Deimos. Bem, finalmente os "descobridores" originais das luas ganharam uma homenagem: uma área da superfícia de Fobos foi batizada de Laputa Regio (Região Laputa). Um novo mapa de Fobos aparece na imagem abaixo (clique nela para ampliar!). Compare com o mapa da Laputa ficcional: Fobos é o alvo da missão Phobos-Grunt, um ambicioso projeto russo -- que prevê, entre outras coisas, o recolhimento de amostras da lua para serem analisadas aqui na Terra -- cujo lançamento já foi adiado algumas vezes, mas que agora deve sair entre o fim deste ano e o início do próximo. De "carona" da Phobos-Grunt vão a primeira sonda marciana chinesa, e um experimento biológico da Planet

Veja Vesta girando!

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Vídeo da rotação do asteroide Vesta , feito com base em imagens de alta resolução produzidas pela sonda Dawn, da Nasa: Uma análise detalhada das imagens você pode ler aqui . Mas, por favor, só depois de se maravilhar com o espetáculo: esta bola cinzenta aí em cima é uma rocha de 500 km de diâmetro, localizada no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

Ciência e religião: acertando o Ramadã

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O mundo muçulmano entrou no mês sagrado de Ramadã nesta segunda-feira, dia 1° de agosto. A fixação do momento exato do início do Ramadã é, se não exatamente complexa, certamente aberta a alguma controvérsia -- pelo tradicional calendário lunar islâmico, os meses começam com a primeira observação da lua crescente. O instante, portanto, pode variar tanto com a posição geográfica do observador, como com o tipo de equipamento usado para resolver a primeira réstia de luz no canto do disco lunar -- o olho nu sendo, compreensivelmente, capaz de uma resolução menos precisa que um binóculo ou telescópio. (Há um bom artigo sobre o calendário muçulmano, aqui .) O assunto do início do Ramadã, um mês de jejum e orações, é levado muito a sério nos países islâmicos. Os sauditas, por exemplo, foram autorizados a usar telescópios para fazer a determinação apenas em 2009 . Há alguns dias, a suprema corte do país emitiu ordem para que todos os que observassem a lua crescente registrassem o avistam

O preço do laicismo é a eterna vigilância

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Em termos ideais, um Estado laico é um Estado onde considerações de natureza religiosa são, essencialmente, irrelevantes para a administração do governo e a definição de políticas públicas. Ou, nas palavras imortais de John F. Kennedy (que, espero, um dia algum político brasileiro terá cojones -- ou ovários -- para reafirmar):  Eu acredito em um país onde a separação entre Igreja e Estado é absoluta, onde nenhum prelado católico dirá ao presidente (se este for católico) como agir, e nenhum ministro protestante dirá a seus fiéis como votar; onde nenhuma igreja ou escola religiosa receberá verbas públicas ou favores políticos; e onde nenhum homem será rejeitado para um cargo público apenas porque sua religião difere da do presidente que poderia nomeá-lo, ou da do povo que poderia elegê-lo. Eu acredito em um país que não é, oficialmente, nem católico, nem protestante, nem judeu; onde nenhuma autoridade pública pede ou acata instruções sobre políticas públicas do papa, do Conselho Naci