Debates científicos: quanto é o bastante?

Um cacoete bastante comum no mundo das pseudociências é o apelo à prova final que está logo ali na esquina -- mais um experimento, mais uma bolsa do CNPq, mais uma análise estatística e o mundo cairá aos nossos pés (ou, melhor dizendo, aos pés lá deles). Se ao menos esses céticos pentelhos não ficassem sabotando... Duas variações populares do tema são a da conversão iminente -- já temos provas suficientes e o consenso da comunidade científica está prestes a se transformar, espere só mais um bocadinho -- e a da novidade redentora : vocês vão ver como, daqui a pouco, a física quântica (ou a teoria do caos, ou a lógica paraconsistente, ou qualquer que seja o novo craque em campo) vai provar que nosso Mestre estava certo o tempo todo! Não há nada de essencialmente errado nesse tipo de alegação, é bom reconhecer. Às vezes acontece de aparecer um visionário anunciando uma revolução científica iminente e, pimba!, a revolução vem. O problema é: quanto tempo é o bastante? Qual a hora ...