2011, o ano em que decidiremos o destino da varíola
A primeira epidemia de varíola de que há conhecimento ocorreu em 1350 AEC. Cicatrizes causadas pela doença aparecem na múmia do faraó Ramsés V. Os colapsos do Império Romano e dos Impérios Asteca e Inca podem ter sido apressados pela doença, que durante o século XVIII matava cerca de meio milhão de pessoas ao ano, somente na Europa. Reis e imperadores, entre eles Pedro II da Rússia, Luís XV da França e Higashiyama do Japão sucumbiram ao vírus da Variola vera . A doença em si pode ser descrita como o material de que pesadelos são feitos: começando com fortes dores de cabeça e crises de ansiedade, ela evolui para feridas que se espalham pela pele, e que podem causar sangramento a partir dos olhos, das gengivas, dos ouvidos e do nariz. Conforme a doença progride, as feridas acabam cobertas de bolhas que se vão enchendo de pus, esticando-se até um ponto em que chega a se tornar impossível reconhecer o doente por baixo da camada de pústulas. Então as bolhas estouram. O cheiro que eman...