De partidos e escolas

Essa conversa toda sobre “Escola Sem Partido”, que acabou virando uma gritaria em que um lado berra “doutrinação!” e o outro, “pensamento crítico!”, me trouxe algumas lembranças. A escola do SESI em que fiz o primário – creio que é o que hoje chamam de “fundamental” – tinha um partido claro: o catolicismo romano. A data da Primeira Missa no Brasil era quase tão importante quando a do descobrimento, José de Anchieta tinha sido um herói civilizador e a dilatação da fé estivera entre os mais nobres empreendimentos do Império Português. Havia festa de São João. Mas a subversão evangélica já estava começando: certa vez, um professor de Matemática interrompeu a aula para que seu irmão, membro dos Gideões Internacionais, pudesse falar com a turma e distribuir bíblias de bolso. Criança de família católica, tudo era perfeitamente normal, até que meio transparente, para mim: aquele negócio do peixe que não se dá conta de que vive na água, etc. Que eu saiba, havia um menino mórmon e um te...