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Mostrando postagens de Novembro 13, 2016

Astrologia, Atlântida e as pirâmides do Egito

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Dia desses, fazendo uma leitura meio diagonal da linha do tempo do Facebook, encontrei uma referência meio que de segunda mão a uma palestra sobre "o significado astrológico das pirâmides do Egito". Isso me deixou intrigado: a astrologia, inventada na Mesopotâmia, só chegou ao Egito após a conquista da Dádiva do Nilo por Alexandre, lá por volta de 332 AEC. O mais famoso monumento egípcio s retratar temas astrológicos, o zodíaco de Dendera (hoje preservado no Louvre) data do primeiro século antes da Era Comum.

Já os monumentos de Gizé -- as três pirâmides principais e a Esfinge -- datam de cerca de 2.500 AEC. Seria curioso saber como a astrologia poderia ter influenciado a construção de monumentos egípcios mais de 2 mil anos antes de o povo egípcio ter contato com ela. No tempo das pirâmides, os egípcios sequer tinham constelações compatíveis com as do tradicional zodíaco astrológico.

Claro, isso não quer dizer que não haja influências astronômicas discerníveis nas pirâmides…

Uma mentira de pernas longas

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Imagine uma fraude jornalística tão descarada que seu autor preferiu assinar o texto como "S. Ellmore", um trocadilho farsesco da expressão "sell more" -- "vende mais" -- no caso, mais exemplares do jornal onde a mentira foi publicada. Imagine que essa fraude descreve uma violação tão cabal das leis da física e do mero bom senso que todos os especialistas no assunto são unânimes em declarar que o evento relatado é impossível. Imagine, ainda, que o próprio autor da fraude acabe vindo a público parta oferecer um desmentido.

Imagine agora que, a despeito disso tudo, o acontecimento descrito na fraude siga sendo considerado real por décadas, por multidões, por filósofos e cientistas, por pesquisadores e historiadores, que o desmentido que deveria ter posto fim a tudo seja desacreditado e que setores e líderes do povo citado -- falsamente -- como criador do evento -- inexistente -- não só passem a reivindicar a proeza, mas também a tratá-la como parte da essê…