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Mostrando postagens de Fevereiro 28, 2016

Críticas, linchamentos e taurascática

Eu não pretendia, mesmo, entrar nessa refrega sobre linchamentos retóricos e celebridades contritas, mas um argumento que venho encontrando nas redes sociais merece tratamento à parte: o de que o linchamento simbólico é apenas mais uma aplicação da máxima "ouvir o que não se quer é o preço de dizer o que se quer". O que realmente não é o caso. Por quê? Vamos lá.

Quem conhece este blog há mais tempo sabe que tenho uma posição absolutista, alguns diriam até quixotesca, em defesa da liberdade de expressão (exemplos aqui, aqui e aqui, bem como este material no Amálgama). Então, antes que me perguntem, não, eu não acho que linchamentos virtuais devam ser proibidos ou punidos legalmente, a menos que causem danos mensuráveis (como alguém perder o emprego porque foi difamado no Facebook), ou que redundem em linchamentos reais.

Porque, sim, existe uma (enorme) diferença entre uma coisa e outra. Uma das táticas mais comuns dos linchamentos virtuais é a tentativa de borrar a distinção,…

Por que existe vergonha?

Uma série de experimentos envolvendo centenas de voluntários de três cenas culturais diversas – Estados Unidos, Índia e Israel – indica que, em cada cultura, os comportamentos que mais levam uma pessoa a ser mal vista pelo grupo são, também, os que causam mais vergonha em quem os pratica. “Por hipótese, vergonha é um programa neurocomputacional moldado pela seleção natural”, escrevem os autores, dos EUA, Israel e Holanda. “Aqui, testamos a hipótese de que a vergonha, embora desagradável (como a dor) serve à função adaptativa de defesa contra a desvalorização social que resulta da informação negativa que chega a terceiros”. Leia a íntegra da nota, e mais novidades da ciência, no Telescópio do Jornal da Unicamp, que volta depois das férias!