terça-feira, 25 de novembro de 2014

Honestidade em teste

Três economistas da Universidade de Zurique publicam, na revista Nature, um experimento realizado para testar a hipótese de que os grandes bancos internacionais fomentam, entre seus funcionários, uma “cultura de desonestidade” que teria sido uma das causas da grave crise econômica desencadeada em 2008, e descobriram que os bancários de uma grande firma internacional não são mais desonestos que a população em geral – exceto quando se lembram de que são bancários. Leia a nota completa no Telescópio.

Para que serve "água alcalina"?

Há algum tempo, houve uma certa movimentação nas redes sociais aqui no Brasil para promover os supostos benefícios para a saúde humana da chamada “água alcalina”, o que mais uma vez vem a mostrar que basta uma moda de estilo de vida começar a ser desacreditada lá fora para que se tente exportá-la aqui para o Brasil. Leia mais sobre os (inexistentes) benefícios desse produto no Olhar Cético.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A volta do Telescópio!

Depois de um mês de férias, minha coluna Telescópio volta a sair no Jornal da Unicamp. A desta semana tem, entre outras, a seguinte nota:

Análise da Wikipedia prevê epidemias

Cada vez mais pessoas buscam informações sobre doenças na internet antes de procurar ou obter atendimento médico, o que faz com que uma análise das estatísticas de acesso à Wikipedia possa detectar uma epidemia antes que ela seja registrada pelas autoridades sanitárias, diz artigo publicado no periódico "PLoS Computational Biology". (Leia o restante da nota, e as demais, neste link)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Tocamos um cometa

Hoje, ma espécie humana, por meio de um robô construído na Europa, tocou, suavemente, a superfície de um cometa. Não foi uma colisão: foi um carinho. Durante milênios os cometas foram vistos como presságio de catástrofe, mas hoje nossa espécie, talvez tentando demonstrar uma maturidade ainda incipiente, se aproximou de um deles com ternura.

Não vou me estender aqui sobre o colossal esforço técnico, científico e intelectual por trás disso; nem vou gastar muito tempo lembrando que foi nossa ciência, tão assumidamente falível e, por isso mesmo, tão poderosa, que fez com que, após uma viagem de mais de dez anos, uma partícula de matéria em movimento chegasse exatamente onde deveria, sem intervenção humana direta, na superfície de outra partícula, viajando ao redor do Sol numa velocidade estonteante.

Em vez disso, deixo aqui uma foto -- a imagem da superfície de um cometa -- e alguns versos de Jorge Luis Borges, compostos a respeito de um feito semelhante:

Dos hombres caminaron por la luna.
Otros después. ¿Qué puede la palabra,
Que puede lo que el arte sueña y labra,
Ante su real e casi irreal fortuna?
Ebrios de horror divino y de aventura, 
Esos hijos de Whitman han pisado
El páramo lunar, el inviolado
Orbe que, antes de Adán, pasa y perdura.  

Hoje, graças à internet, os "ébrios de horror divino e de aventura" somos todos nós. Abaixo, o orbe inviolado que, desde antes de Adão, passa e perdura, e que tocamos neste dia:




Programação Neurolinguística vs. Ciência

É difícil definir “Programação Neurolinguística” (PNL). O sistema original de terapia e autoajuda a adotar o nome foi criado, na década de 70, pelo linguista John Grinder e pelo psicólogo Richard Blander, nos Estados Unidos. Eles propunham que deveria ser possível reproduzir o sucesso de figuras eminentes a partir da imitação do modo de falar, pensar e agir dessas pessoas. Indo um pouco mais fundo, Grinder e Blander acreditavam ter descoberto uma espécie de “linguagem de programação” mental: de acordo com eles, certos modos de comunicação permitiriam ajustar a mente para a obtenção de resultados desejados, sejam eles terapêuticos, econômicos, etc. Em outras palavras, a linguagem – oral, corporal, etc. – “programa” o cérebro. Leia o artigo completo no Olhar Cético.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Bruxaria para fazer chover

Até algum tempo atrás, o escritor Paulo Coelho volta e meia dizia que, entre seus poderes mágicos, estava o de fazer chover. No entanto, em entrevista concedida à revista Veja, em 2001, o esotérico da Academia Brasileira de Letras mostrava-se bem mais blasé quanto à habilidade de manipular do clima: “Esse negócio de fazer chover, por exemplo. Pô, o que que isso vai me ajudar?”, disse ele, conforme registrado aqui. Imagino que seria de se esperar que, diante da atual crise hídrica que assola São Paulo – e que vai tomando conta do país – Coelho adotasse uma postura menos egocêntrica em mais afinada com o espírito público. Leia o artigo completo no Olhar Cético.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Afinal, faz diferença dizer "presidenta"?

Você acha que chamar uma mulher que exerce um cargo de presidência de “presidenta” ajuda a combater o machismo? Ou que o fato de o português usar a forma masculina de modo inclusivo (“todos” pode se referir a um grupo de homens ou a um grupo de homens e mulheres; “todas” refere-se apenas a mulheres) torna, de algum modo, a cultura lusófona especialmente discriminatória contra o sexo feminino? Se for esse o caso, você talvez esteja sofrendo de “whorfianismo”, nome dado à hipótese defendida pelo linguista Benjamin Lee Whorf (1897-1941). Leia mais no Olhar Cético.