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Mostrando postagens de Junho 5, 2016

Polígonos em Plutão

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A região de Plutão conhecida informalmente como Planície Sputnik, localizada na parte equatorial do planeta-anão, é recoberta por uma capa de nitrogênio congelado recortada em curiosas formas poligonais com até 40 quilômetros de largura. O centro de cada polígono pode ser vários metros mais alto que as bordas. A origem dessas formas é discutida em dois artigos publicados na revista Nature.

O primeiro artigo, do grupo liderado por William B. McKinnon, da Universidade de St. Louis, aponta que camadas sólidas de nitrogênio com quilômetros de espessura devem sofrer convecção nas condições atuais de Plutão, tal como medidas pela sonda New Horizons, da Nasa. “Demonstramos numericamente que a reviravolta convectiva em camadas de nitrogênio sólido, com vários quilômetros de espessura, pode explicar a grande largura lateral” dos polígonos, diz o texto.

O segundo trabalho, de A. J. Trowbridge, da Universidade Purdue, reforça a tese de que é a convecção no interior das camadas de nitrogênio a c…

Valor-p na mira da "Science"

Artigo publicado na revista Science vem a se somar ao coro de críticas ao uso indiscriminado do critério estatístico do “valor-p” como determinante em publicações científicas. Assinado por Steven Goodman, da Universidade Stanford, o texto condena a “noção equivocada” de que “a divisa entre uma alegação cientificamente justificada e uma injustificada é definida por se o valor-p cruzou a ‘linha luminosa’ da significância, excluindo-se considerações externas como evidências anteriores, compreensão do mecanismo ou conduta e desenho experimental”.

Referindo-se a um nível de probabilidade – por exemplo, “p < 0,05” – o valor-p aparece rotineiramente em artigos científicos e costuma ser interpretado como a chance de os resultados apresentados terem sido causados por mero acaso, e não por um fenômeno real. Essa interpretação foi atacada, em março deste ano, pela Associação de Estatística dos Estados Unidos (ASA, na sigla em inglês), ao afirmar, em nota que “isoladamente, um valor-p não ofere…

E mais um teste da "fosfo" em animais...

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No início da última semana, comentei aqui os resultados (negativos) dos dois primeiros teses patrocinados pelo governo federal da mistureba comumente chamada de" fosfoetanolamina sintética da USP" (FS, pra encurtar) em tumores implantados em ratos e camundongos. De lá para cá, apareceu um terceiro teste, desta vez realizado pelo Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP) em uma linhagem de camundongos transgênicos inoculados com melanoma, um câncer de pele. A íntegra do relatório pode ser lida aqui, mas o resumo gráfico é este abaixo:


E o que o gráfico nos diz? Que o tumor, nos animais tratados com uma solução de FS de 200 mg, cresceu até mais do que no tratamento com "veículo" (água e sal); que, nos camundongos tratados com FS a 500 mg, o tumor cresceu menos; e que os animais onde o câncer progrediu menos foram os tratados com um quimioterápico comum, a cisplatina. Em números, os camundongos tratados com cisplatina chegaram ao fim do tratamento com tumores …