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Mostrando postagens de Agosto 25, 2013

Até a qualidade da música é julgada com os olhos

O pesquisador Chia-Jung Tsi, do University College London, pediu a voluntários – incluindo músicos experientes e iniciantes – que avaliassem as performances dos finalistas de dez importantes concursos internacionais de música erudita, e tentassem adivinhar quais tinham sido os ganhadores. Para tanto, foram apresentados ou clipes de vídeo contendo trechos de som e áudio de cada performance, ou apenas o áudio, sem imagens, ou apenas o vídeo, sem a trilha sonora. Todos os participantes declararam que o som seria a parte mais importante da avaliação, mas... (continua na coluna Telescópio, do Jornal da Unicamp).

Do risco de só se ver canalhas do outro lado

Enquanto pesquisava para a reportagem sobre teorias da conspiração que saiu na edição de julho da revista Galileu, encontrei alguns artigos de psicólogos e cientistas políticos que mencionavam o fenômeno da polarização: em linhas gerais, quando um grupo de pessoas que têm uma opinião comum, ainda que moderada -- digamos, que o Lula não foi um presidente assim lá tão bom quanto se diz, ou que o capitalismo é um sistema que tem lá seus problemas -- se reúne para conversar, existe uma tendência muito forte de que, ao fim do papo, todos saiam do encontro um pouco mais radicalizados do que entraram.

No caso do exemplo acima, seria, numa caricatura exagerada, como se os críticos moderados de Lula saíssem declarando-o o pior presidente da história, ou os defensores da reforma sutil do capitalismo saíssem berrando por la revolución. O problema com esse efeito de polarização é que ele raramente se baseia em evidências ou argumentos: trata-se apenas de um efeito de manada, da tendência que temo…

Quando o cara ganha um Nobel e começa a falar bobagem...

Há vários casos famosos, como o de Linus Pauling, cuja enorme autoridade -- ganhador de dois prêmios Nobel, e certamente um dos químicos mais importantes do século passado -- ajudou a lançar a indústria dos  (largamente inúteis, quando não perigosos) suplementos dietários de vitamina. Ou, em tempos recentes, Luc Montagnier, um dos descobridores do vírus HIV, que defendeu a "memória da água" e a associação entre vacinas e autismo. Mas há mais, muitos mais.

Por que isso acontece? E quem são os outros exemplos mais acintosos? Tudo isso eu conto numa reportagem para a revista Galileu de setembro, que deve estar chegando às bancas por estes dias e que também inclui um artigo meu sobre picaretagem quântica, na seção Olhar Cético.

A reportagem sobre os nobéis, por falar nisso, traz entrevistas que fiz com físico -- cético, racionalista, ateu e, também, nobelista -- Steven Weinberg, sobre as eventuais excentricidades de seus colegas de prêmio, e com David Gorski, autor do blogScienc…

O que sabemos sobre a Área 51

Graças a um pedido feito pelo Arquivo de Segurança Nacional – nome de um grupo de jornalistas e pesquisadores acadêmicos que cobra do governo dos EUA a liberação de documentos históricos secretos – a CIA divulgou, há duas semanas, um relatório sobre o programa de aviões de espionagem U-2 que inclui informações sobre a infame “Área 51”, uma base militar onde, diz a mitologia ufológica, estariam estocados corpos de alienígenas e tecnologia espacial avançada, como visto no filme Independence Day.

A história dos aliens mortos é, na verdade, apenas um dos itens mais sóbrios no cardápio de conspirações envolvendo a Área 51. Outras versões dão conta de que a base seria, na verdade, a entrada de um reino subterrâneo onde tropas americanas lutam contra alienígenas ou, mesmo, cooperam com eles (e com os nazistas, ou os Illuminati, ou todos juntos) para escravizar a humanidade.
(Para continuar lendo, clique aqui e siga para a página de minha coluna no site da Revista Galileu, a Olhar Cético.)

‘Guerra às drogas’ prejudica avanço da ciência e da medicina

A política internacional de “guerra às drogas” prejudica, quando não impede, o estudo das propriedades medicinais das substâncias banidas, e a proibição de muitas dessas substâncias carece de base científica, diz um artigo de opinião publicado na edição de agosto do periódico Nature Reviews Neuroscience.

Usando como base a lista de substâncias controladas definida pela ONU, os autores argumentam que a relação foi elaborada com critérios “pouco claros e inconsistentes”, que podem ter sido “políticos, e não relacionados à saúde”.
Mais sobre esse assunto, na coluna Telescópio do Jornal da Unicamp, que nesta semana trata também dos efeitos depressivos do Facebook e do destino das maçãs Fuji diante do aquecimento global.