Passei os últimos 30 dias, mais ou menos, ouvindo pesquisadores da Unicamp -- entre engenheiros, agrônomos, economistas, biólogos -- sobre as causas e consequências da chamada crise hídrica paulista. O resultado foi uma sequência de oito entrevistas, publicadas na edição mais recente do
Jornal da Unicamp. A conclusão geral, se é que dá para tirar alguma, é de que os últimos períodos de seca no Sudeste -- que, sim, são os piores já constatados desde que se começou a fazer meteorologia a sério na região -- são menos uma causa e mais um estopim da atual crise. A bomba já vinha sendo armada há décadas, pela soma de incúria ambiental, incompetência gerencial, centralização política e falta de uma visão clara de compromisso com o interesse público.
Os principais textos que produzi para o jornal são:
A lógica invertida da mercantilização, com Eduardo Fagnani (IE-Unicamp) explicando a história do saneamento básico no Brasil e o choque entre objetivos privados e públicos no setor.
A hora de um …