Transições na evolução
O registro fóssil é incompleto e imperfeito: estima-se que menos de 1% das espécies que já viveram tenham deixado restos fossilizados, o que é compreensível -- a fossilização em si é um processo raro, que requer condições especiais para acontecer. A despeito disso, no entanto, há nele uma abundância de formas transicionais, que permitem traçar o processo de descendência com modificação que é a marca da evolução biológica. Quem afirma que não existem fósseis de transição é como a criança que, ao receber uma notícia ruim, tapa os ouvidos, fecha os olhos e fica gritando "lá-lá-lá" na esperança de que a incômoda realidade vá embora. Em The Princeton Guide to Evolution , Gregory C. Meyer não só cita o Archeopteryx (imagem imediatamente acima), descoberto em 1861 com penas e asas de pássaro mas cauda, dentes e garras de réptil, como também aponta que a transição entre sinapsídeos -- répteis primitivos -- e mamíferos está bem marcada no registro fóssil. A ilustração abaixo, r...