sexta-feira, 1 de março de 2013

De papas e de números

Com o conclave vindo aí, o Pew Research Center publicou uma interessante análise sobre a demografia do catolicismo no mundo, comparando a situação em 1910 com a de 2010. O artigo pode ser lido por inteiro aqui, e os números brutos referentes a 2010 podem se acessados aqui. O dado que mais chama atenção é o desta tabela, abaixo.



Ela mostra a evolução do catolicismo em seis grandes regiões do mundo, no século de 1910 a 2010, em termos de fração da população que se declara católica.  Como se vê, o lugar-comum de que a religião de Roma está se tornando uma religião de países periféricos merece, mesmo, ser um lugar-comum: o crescimento mais acentuado é o que ocorre na África subsaariana -- a ponto de a República Democrática do Congo (RDC) ter substituído a "República Checa" (o Pew usa esse nome; em 1910, provavelmente seria a região da Boêmia, então parte da Áustria) como o décimo maior país católico do mundo.

A situação do catolicismo nos dez países mais fiéis de 1910, comparada à de 2010, é a que se vê, abaixo.


Dos países listados, Alemanha e "República Checa" caíram fora, substituídos, em 2010, por Colômbia e RDC, respectivamente. A perda acentuada entre os checos talvez possa ser explicada pelos anos que o território passou, como parte da Checoslováquia, atrás da Cortina de Ferro -- assim como o crescimento na Polônia, pelo papel da religião na hora de pôr essa mesma cortina abaixo (e ao pontificado carismático de João Paulo II). É curioso notar que, se Karol Wojtyla animou a fé dos poloneses, Joseph Ratzinger, se teve algum impacto na dos alemães, parece ter sido, na melhor das hipóteses, o de evitar uma queda maior.

Há muita especulação sobre se haveria alguma relação entre o grau de "catolicidade" de um país e sua chance de "fazer" um papa. O período de 1910 a 2010 assistiu à passagem de nove pontífices, sendo sete italianos, um polonês e um alemão, todos países listados entre os dez mais católicos do mundo em 1910, embora a Alemanha tenha saído do ranking. O coeficiente de correlação entre proporção de católicos na população, no início da segunda década do século, e número de papas no mesmo século é, como seria de se esperar, positivo, mas fraco: +0,2.

No entanto, há um outro dado a ser levado em consideração: a proporção do total de católicos do mundo que vive no país.




Por exemplo, em 1910 a França abrigava 13,9% dos católicos do mundo, mas o último papa francês foi eleito lá pelo fim da Idade Média. Já a Itália, logo atrás, com 12,1% emplacou sete. Mesmo assim, o coeficiente de correlação entre fração da população mundial de católicos que vivia no país no fim da primeira década do século 20, e o número de papas naturais do país eleitos no século 20, é positivo e médio forte: +0,6 +0,5. O que isso quer dizer?


Bem, talvez nada. Mas, supondo que o passado seja um guia para o futuro (o que é sempre uma suposição arriscada, em se tratando de assuntos humanos), fica a sugestão de que é grande boa a probabilidade de que os papas que virão de 2013 a 2113 -- imaginando-se que ainda exista um papado até lá -- terão, todos, nascido em algum dos países da tabela acima. Se o futuro repetir exatamente o passado, teríamos uma sequência de sete pontífices mexicanos, depois um italiano e um francês. O que seria engraçado, mas que é também extremamente improvável.

Enfim, fica a tabelinha (sem trocadilho) para conferir ao fim do conclave. Que pode muito bem escolher um chinês, só para detonar as minhas contas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI, impunidade e silêncio

Com a renúncia de Bento XVI, as mídias, tanto as tradicionais quanto as "novas", viram-se inundadas por avaliações que preenchem todo o espectro entre o generoso e o ácido, passando por tentativas de uma leitura mais moderada sobre o significado e a herança do reinado de Joseph Ratzinger. No que parece um vício muito comum da comunicação contemporânea, porém, uma questão crucial -- a dos abusos de menores por membros do clero -- parece-me ter sido tratada, aqui no Brasil, tanto ad nauseam quanto não o bastante: ao menos, não com foco correto e profundidade suficiente.

Mas, sem foco e profundidade, é difícil, se não impossível, fazer uma avaliação correta do legado de Ratzinger, primeiro como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) e, depois, como sumo pontífice, diante do que se convencionou chamar de crise dos padres pedófilos.

O nome, em si, já trai o problema: a essência da crise não está na existência de padres pedófilos. Como muitos defensores da Igreja apontam, corretamente, criminosos sexuais há em toda parte: também existem músicos, escritores, professores, blogueiros, jornalistas e atletas pedófilos. O ponto nevrálgico do escândalo está na forma como a hierarquia católica reagiu, historicamente, à presença de predadores sexuais em seu seio: acobertando-os, protegendo-os das autoridades civis, transferindo-os de diocese em diocese, de país em país, garantindo que se mantivessem impunes e com novas vítimas insuspeitas sempre à mão.

O rastro de tragédias deixado por essa prática é tema de inúmeras reportagens de cortar o coração, e é por ele que a Igreja e os homens que compõem sua hierarquia devem satisfações -- a suas consciências, às leis dos homens e, caso estejam certos em sua terrível metafísica, ao diabo a que dizem se opor.

Para existir, a rede de acobertamento de pedófilos dependia de duas condições, perversas e necessárias: uma era a certeza da impunidade dos bispos que se dispunham a proteger e esconder os padres criminosos; outra, o segredo – a certeza de que nem as vítimas, nem membros do clero iriam levar os casos de abuso à polícia. 

Ambas as condições sustentaram-se por anos a fio, graças à cultura interna de segredo da Igreja e a uma certa interpretação do direito canônico. Responsável pela CDF, Joseph Ratzinger foi encarregado pelo então pontífice João Paulo II, em 2001, da investigação dos casos de abuso. É possível argumentar que, na maior parte dos mais de dez anos em que esteve envolvido diretamente na questão – primeiro como investigador, depois como papa – Bento XVI nada fez para alterar essas condições fundamentais.

Até hoje, por exemplo, nenhum dos bispos envolvidos no tráfico secreto de pedófilos foi punido. Pelo contrário: no auge do escândalo, ainda sob o reinado de João Paulo II, o cardeal Bernard Law, ex-arcebispo de Boston e figura-chave no acobertamento dos crimes sexuais naquela diocese, foi transferido para Roma, a uma distância confortável da polícia americana. Law votou no conclave que elegeu Bento XVI.

A questão do segredo, por sua vez, é analisada a fundo no livro O Papa é Culpado? (L&PM), do jurista britânico Geoffrey Robertson. Ele cita uma série de documentos da Igreja, incluindo uma carta pastoral da CDF, assinada pelo então cardeal Ratzinger e pelo atual secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que exigem segredo absoluto no trâmite dos casos de abuso sexual contra menores cometido por padres.

Otimistas veem uma lenta flexibilização da lei do silêncio. Em 2010, o site do Vaticano publicou um texto que sugere – mas, crucialmente, não determina – a cooperação entre a autoridade eclesiástica e a autoridade civil, em casos de abuso sexual. Em 2012, o cardeal William Levada, então encarregado da CDF, fez um pronunciamento onde citou a importância de “comunicar crimes às autoridades competentes”.

Mas o passo crucial, um decreto com força de lei da Igreja, tornando compulsória a comunicação dos crimes cometidos por padres à polícia, não foi e, ao que parece, não será dado. Da mesma forma, a punição exemplar dos bispos responsáveis pelo acobertamento e pela impunidade dos padres pedófilos continua a ser um ideal distante. Bento XVI falhou nesses dois campos.

Esta reportagem do New York Times, publicada na última terça-feira, faz um retrato desanimador dessa última questão: "Pelo menos uma dúzia de cardeais manchados pela acusação de terem falhado em remover padres acusados de abusar sexualmente de menores estavam entre os que iam se reunir em Roma para se prepararem para o conclave que escolherá o sucessor de Bento XVI. Não havia sinal nenhum de que a promessa da Igreja de confrontar o escândalo de abusos sexuais levaria a alguma pressão direta sobre aqueles cardeais, para que se ausentassem do conclave".

A mesma reportagem diz, mais adiante: "Não é que esses cardeais tenham se comportado de modo diferente dos demais (...) só que vêm de pontos do mapa do mundo católico onde antigos segredos vieram a público, porque as vítimas se organizaram, os governos investigaram, advogados processaram e a mídia prestou atenção".

Em outras palavras, os dois pilares da crise -- a cultura de segredo e a impunidade dos hierarquicamente responsáveis -- só periclitam quando há forte pressão externa: das vítimas, da mídia, da polícia. E entre os homens que deveriam assumir como obrigação moral a tarefa de desmontá-los, a partir de dentro, estão seus maiores beneficiários.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Philp José Farmer, o meteorito de Wold Newton e eu

Em outubro, um conto meu, escrito em parceria com Octavio Aragão, será publicado numa antologia de histórias ou escritas por Philip José Farmer, ou inspiradas por elas. Esse mesmo conto, The Last of the Guaranys, já saiu em outro livro, The Worlds of Philip Jose Farmer 3: Portraits of a Trickster, mas esta primeira publicação é um volume relativamente caro (US$ 25), e composto principalmente de trabalhos voltados para o estudioso da obra farmeriana. O novo volume, Tales of the Wold Newton Universe, é fundamentalmente uma antologia de ficção, para as massas (custa US$ 8,63 na pré-encomenda), e reúne também contos escritos por Farmer sob inspiração dos velhos pulps.

Como Octavio e eu fomos parar lá? E do que se trata o nosso conto? Bom, isto vai requerer um pouco de background, então, por favor, paciência.

Em 1972, o escritor de ficção científica americano Philip José Farmer (1918-2009) publicou o livro Tarzan Alive, uma biografia ficcional de Lorde Greystoke. A premissa por trás do livro era de que Tarzan era uma pessoa real, e que as aventuras de Tarzan escritas por Edgar Rice Burroughs eram "versões ficcionalizadas" de eventos reais.

No mesmo livro, Farmer lançava ainda a hipótese da Família de Wold Newton: segundo essa ideia, um meteorito, caído na Inglaterra em 1795, teria irradiado um grupo de pessoas presentes ao evento, criando uma série de mutações genéticas benéficas que, nos séculos seguintes, dariam origem ao fantástico número de aventureiros, cientistas e vilões com capacidades virtualmente sobre-humanas do mundo anglo-saxão: Sherlock Holmes, Tarzan, Professor Moriarty, James Bond, o Viajante do Tempo de HG Wells, etc., etc.

Com o passar das décadas, essa "Hipótese de Wold Newton" virou uma espécie de jogo intelectual, não muito diferente (mas bem mais maluco) que o Grande Jogo clássico dos fãs de Sherlock Holmes. Ensaios, teses, contos e romances foram escritos para destrinchar a genealogia dos grandes heróis da cultura pop, ligando-os entre si (seria Bond um sobrinho-neto de Holmes?) e aos ancestrais originais de Wold Newton. Octavio e eu participamos de modo mais ou menos ativo desse jogo por algum tempo, e chegamos a produzir uma genealogia ligando James Bond a Fox Moulder.

Eu me afastei da brincadeira depois de algum tempo, sentindo-me mais atraído pelo fandom de HP Lovecraft e pelo sherlockianismo "clássico", mas Octavio manteve o contato vivo com os woldnewtonianos, como o fantástico Win Scott Eckert. Graças a isso, ele consegui até mesmo uma entrevista com Farmer, possivelmente a última que o Mestre concedeu antes de morrer.

Bom. Além de levá-lo a inventar o Universo de Wold Newton, a paixão de Farmer por Tarzan -- personagem que ele via como sendo a destilação mais pura do Arquétipo do Aventureiro -- fez com que o escritor postulasse uma vida imortal para o herói.

No romance Time's Last Gift, que certamente está na minha lista de dez livros de ficção que todo mundo deveria ler antes de morrer, Farmer cria uma situação em que John Gribardsun (o Tarzan do Universo Wold Newton), depois de receber um soro da vida eterna, retorna a 12.000 AEC e passa os 14 mil anos seguintes voltando ao presente, um ano de cada vez. Nesse período, o homem-macaco realiza os feitos que, distorcidos pelo folclore, chegariam a nós atribuídos a Gilgamesh, Sansão, Hércules, Aquiles... Enfim, o Arquétipo do Aventureiro se transfigura em todos os grandes aventureiros da história e da mitologia.

Corta para 2011.

Nesse ano, Octavio me procura com a informação de que os editores da série semiacadêmica Worlds of Philip José Farmer estavam dispostos a analisar um conto nosso, para inclusão no terceiro volume. Nós tínhamos, porém, de fazer um pitch -- apresentar uma sinopse e uma justificativa. No início, tentamos emplacar uma versão tropical de Flesh, um romance pornográfico, neopagão e pós-apocalíptico que, aliás, também está na minha lista de dez livros de ficção que todo mundo deveria ler antes de morrer (suponho que Farmer domine a lista).

Mas os americanos não estavam interessados. Foi então que Octavio teve a ideia genial: se John Gribardsun tinha sido todos os heróis sobre-humanos da história, ele não teria sido também o Peri, de José de Alencar? Nasce, aí, Last of the Guaranys. Com direito a uma versão repaginada de Ceci e a uma explosão nuclear no Brasil do século XVII.

Confesso que, enquanto trabalhava no conto, ficava pensando se ele, caso um dia saísse no Brasil, não levantaria objeções políticas: "Pô, ó o complexo de vira-lata aí, pegar o primeiro super-herói brasileiro e dizer que ele era, na verdade, um lorde inglês". Não sei se essa preocupação é um sinal de que superestimo a importância do conto ou de que subestimo a inteligência e o senso de humor das pessoas, mas numa cultura onde o uso de uma monstruosidade disfônica como "estadunidense" torna-se aceitável, meramente por causa de uma tola dor-de-cotovelo político-ideológica, tudo é possível.

Enfim, o conto foi aceito, publicado, pago (detalhe importante) e tocamos a vida. Ontem, recebemos a notícia de que a obra tinha sido selecionada para integrar a antologia da Titan Books sobre o Universo de Wold Newton! O livro contém 11 contos, sendo que sete têm Farmer como autor. Octavio e eu somos os únicos não-anglófonos incluídos. O que sugere que fizemos alguma coisa certa, afinal.

No meu caso particular, esta será a terceira publicação de um trabalho escrito originalmente em inglês em menos de dois anos: além da Worlds of Philip José Farmer 3, eu já havia publicado na revista de contos policiais Needle.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Quem escreveu "Um Escândalo na Boêmia"?

Depois de Holmes, Watson e, apenas talvez, do Professor Moriarty, a atriz, cantora e "aventureira" Irene Adler -- a única mulher a derrotar Sherlock Holmes -- é a personagem da saga criada por Sir Arthur Conan Doyle mais famosa no cânone sherlockiano. Das adaptações audiovisuais atualmente em andamento, Irene aparece tanto na série de BBC quanto na sequência cinematográfica estrelada por Robert Downey Junior.

Descrita como "a coisinha mais fofa debaixo de um chapéu neste planeta", Irene conta uma longa bibliografia dedicada à sua pessoa, incluindo várias séries de aventuras próprias, e a honra de ser considerada, por alguns autores, como a mãe de Nero Wolfe.

A tantas honras, soma-se o fato de ela ter sido antagonista escolhida para a "segunda gênese" de Sherlock Holmes. O Grande Detetive havia sido criado para protagonizar o romance Um Estudo em Vermelho, publicado em 1886, e trazido de volta à luz para a novela O Signo dos Quatro, lançada em 1890, mas foi apenas com o início da série de contos publicada na Strand Magazine, a partir de 1891,que Holmes se tornou um fenômeno mundial. E é na primeira história dessa série, Um Escândalo na Boêmia, que Irene Adler aparece.

Muito já foi escrito sobre Irene Adler. Comentaristas dos mais eruditos já vasculharam o texto de Conan Doyle em busca de insinuações de que ela seria, de fato, uma das infames grandes horizontales, ou prostitutas de luxo, da Era Vitoriana, e também chamaram a atenção para o fato de que seu endereço, no distrito de St. John's Wood, era famoso por abrigar as residências de amantes de homens poderosos: aparentemente, o londrino abastado das décadas de 1860 a 1880 mantinha a "matriz" na mansão da família e a "filial" em St. John's. Conan Doyle pode ter escolhido o endereço para enviar uma mensagem cifrada aos leitores. Ou seria mera coincidência?

O mistério da verdadeira profissão de Irene empalidece, no entanto, diante de um de ainda maior importância: quem escreveu, afinal, a seção central de Um Escândalo na Boêmia?

Uma edição facsimilar do manuscrito original foi publicada, em 2011, pelos Baker Street Irregulars, acompanhada de uma série de ensaios explicativos. O que o fac-símile revela é que, da página 13 à 19, o texto está escrito em uma letra que não é a de Sir Arthur Conan Doyle!

O problema é conhecido há décadas, o que torna ainda mais surpreendente o fato de nenhuma solução satisfatória jamais ter sido encontrada. O autor da primeira biografia autorizada de Conan Doyle, John Dickson Carr, escreveu que a caligrafia dessa seção  corresponde à "letra de descanso" de Conan Doyle, uma caligrafia mais relaxada que ele usaria para descansar o pulso.

O fato de essa "letra de descanso" apresentar outras discrepâncias -- como no uso de minúsculas e maiúsculas -- em relação aos hábitos de escrita do autor, e de não aparecer em nenhum outro manuscrito, no entanto, milita contra a hipótese, assim como o fato de o filho mais novo de Sir Arthur, Adrian Conan Doyle, ter dito que a letra era de uma de suas tias -- Lottie, irmã de Sir Arthur, que teria anotado um ditado do irmão.

Lottie, no entanto, estava morando em Portugal na época em que o conto foi escrito; e a caligrafia usada na seção central do conto não se parece em nada com as amostras remanescentes da letra de Lottie Doyle.

Uma hipótese que resta, depois de o impossível ter sido descartado, é o de que a letra seja da própria Irene Adler. Esta era, afinal, sua história; por que ela não poderia ter sido consultada, e convidada a apresentar emendas ao relato, até mesmo apensando sua versão pessoal dos fatos?

Claro, admitir que Irene Adler poderia ter emendado o manuscrito de Um Escândalo na Boêmia levaria à admissão de outras ideias polêmicas -- como a de que John H. Watson era, de fato, o autor das narrativas, e que Conan Doyle apenas atuava como agente e editor. O que nos põe em contato direto com o Grande Jogo, de que trato em mais detalhes no prefácio do volume Sherlock Holmes - AventurasSecretas.

(Nota do autor: o ensaio acima é um pseudofactual. Inclui verdades incontestáveis e mentiras deslavadas. Separar o joio do trigo pode ser uma grande dor de cabeça ou uma bela diversão, dependendo da disposição de cada um).