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Reação instintiva prevê felicidade no casamento

Você pode não ser capaz de prever, conscientemente, se o futuro de seu casamento vai ser feliz ou miserável, mas seus instintos mais profundos são, sugere estudo publicado na revista Science da semana passada. Um grupo de psicólogos de três universidades americanas acompanhou 135 casais – todos recém-casados no início da pesquisa – por quatro anos, pedindo, a cada seis meses, que avaliassem conscientemente o relacionamento e, também, submetendo-os a testes criados para determinar qual a visão automática, instintiva, que tinham do parceiro. ( Leia a nota completa na coluna Telescópio do Jornal da Unicamp )

Você é mais "lado direito" ou "lado esquerdo" do cérebro?

Volta e meia ressurgem nas redes sociais links para testes que se propõem a determinar se o cérebro de uma pessoa é mais “lado direito” ou “lado esquerdo”. Isso porque, como todo mundo sabe, o lado esquerdo do cérebro é lógico, matemático, preciso. O lado direito é intuitivo, emocional, poético. Senhor Spock é lado esquerdo. Dr. McCoy é lado direito. Xadrez é lado esquerdo. Ciranda-cirandinha é lado direito. Céticos são lado esquerdo. Astrólogos-alquimistas, lado direito. Certo? Desculpe cortar o barato mas, na verdade, não. ( Leia a íntegra do artigo no site da Revista Galileu )

A medida da "pegada ecológica" humana é otimista demais?

O indicador conhecido como “pegada ecológica” (PE), que busca medir quanto da capacidade biológica da Terra está sendo usada pela humanidade, não serve para orientar políticas públicas porque subestima a degradação ambiental causada pela atividade agrícola, pela pesca e pela urbanização, entre outros fatores, diz artigo publicado na edição de novembro do periódico online PLoS Biology . ( Leia mais a respeito deste assunto, e outros, na coluna Telescópio do Jornal da Unicamp ).

O "Affaire" Gauquelin e o Efeito Marte

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Depois de algumas manobras financeiras internacionais altamente sofisticadas -- ao menos para mim -- finalmente consegui receber, já há algumas semanas, o volume Astrology under Scrutiny , que representa não só a edição final como também um resumo dos resultados de quase 30 anos de estudos científicos da astrologia publicados no periódico holandês Astrologie in Onderzoek ( AinO ) . O editorial que abre o livro, de autoria do pesquisador Wout Heukelom, conta como, após uma explosão de interesse nos anos 80, o volume de publicações no AinO começou a declinar, a partir da década de 90: "Os resultados da pesquisa continuavam, teimosamente, a refutar as alegações astrológicas, e não só na Holanda. Por fim, isso levou a uma perda de interesse na pesquisa". O livro holandês dedica toda uma seção especial ao trabalho do psicólogo francês Michel de Gauquelin (1928-1991), considerado o primeiro estudioso a aplicar técnicas estatísticas rigorosas ao estudo da astrologia. Muitos a...

"Círculos de Plantação" e a temporada de bobagens da mídia

Durante boa parte da década de 80 e até 1991, os círculos de plantação foram parte inescapável da “silly season” da imprensa britânica. Esses círculos eram padrões, alguns até muito belos e intricados, que apareciam desenhados em campos de cereais da Inglaterra. Hipóteses apresentadas sobre sua formação iam desde vórtices inteligentes de plasma a, claro, intervenção extraterrestre. Muitos supostos “especialistas” declararam aos jornais que os desenhos, produzidos pelo achatamento das hastes de plantas de trigo, jamais poderiam ter sido feitos por mãos humanas. ( Leia a íntegra do artigo nos site da revista Galileu ).

Autoestima, pensamento positivo e psicobaboseira

A ideia de que nossos pensamentos podem construir ou destruir nossas vidas é antiga. “Porque como imaginou em seu coração, assim o homem é”, diz um versículo do Livro dos Provérbios da Bíblia, citação que batiza o primeiro bestseller de autoajuda pelo pensamento positivo, As a Man Thinketh , de 1902. A ele se seguiram inúmeros outros, incluindo o megassucesso O Segredo . (Leia artigo completo no site da Revista Galileu )

Mitos sobre a violência

"A violência é o último refúgio do incompetente", diz Isaac Asimov pela boca de um dos protagonistas de sua série de romances Fundação . Como toda frase de efeito, o dito asimoviano deixa de contemplar nuances: acusar uma pessoa que luta pela própria vida ou contra um regime tirânico, por exemplo, de "incompetência" pode até ser justificado, em certas circunstâncias, mas dificilmente será a melhor avaliação possível do que ocorre. No entanto, notícias como a da invasão do Instituto Royal ou do quase linchamento do coronel da PM paulista mostram que a sabedoria de Asimov continua a encontrar amplo espaço de aplicação. É importante notar que as soi-disant "forças da ordem"  não vêm mostrando, também, nenhuma relutância em buscar esse último refúgio, e que é a avidez com que o procuram que acaba emprestando, aos depredadores e agressores "civis", a pálida aura de legitimidade com que tentam revestir-se -- aura que também s...