Quem tem medo da torre de celular?

No imbróglio envolvendo a suspensão das vendas de chips de três operadoras de telefonia móvel no Brasil, um dado ficou meio soterrado nas idas e vindas da discussão -- a queixa, feita pelas operadoras punidas, de que há muitas dificuldades para a instalação de novas torres para a rede celular, o que acaba prejudicando a qualidade do serviço.

Seja ou não válido como argumento no caso específico, é interessante notar que a antena de celular é, de fato, mais um dos "bichos-papões" tecnológicos que causam uma espécie de desconforto difuso, quando não focos de pura histeria, em alguns setores da população. Outro caso típico é o dos transgênicos.

Mas, ficando nos celulares e suas antenas de rádio-base: a radiação usada nesses sistemas é não-ionizante e de baixa intensidade, o que significa que não tem energia suficiente para danificar moléculas ou destruir ligações químicas. Só esse fato já deveria trazer um profundo ceticismo quanto às alegações de que celulares podem, de algum modo, estimular o surgimento de câncer. Para causar um tumor, a radiação tem de ser capaz de machucar a molécula de DNA no núcleo da célula.

De acordo com a Sociedade Americana de Câncer (ACS, na sigla original), "a exposição do público a ondas de rádio por torres de telefonia celular é mínima, por duas razões. Os níveis de potência são relativamente baixos, as antenas são montadas bem acima do nível do solo, e os sinais são transmitidos intermitentemente, não constantemente". Além disso, "no nível do solo perto de uma estação-base típica, a quantidade de energia de radiofrequência é de milésimos dos limites seguros".

A ACS diz ainda que, no caso de antenas montadas sobre edifícios, a própria estrutura do prédio já oferece uma blindagem que reduz significativamente a exposição.

O raciocínio geral contra antenas de celulares, que no fundo não passa de um tipo de preconceito, é mais ou menos assim: não sei direito o que é, não entendo como funciona, tem alguém ganhando dinheiro com isso e não sou eu; ergo, deve fazer mal. E como se trata de um tipo de preconceito, é facilmente manipulável por manobras populistas (como neste caso, por exemplo).

E quando medo, preconceito e populismo se juntam, pode apostar que a mídia vem logo atrás. Em 2010, um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais ganhou amplo destaque na imprensa. Citando a reportagem: "A engenheira Adilza Condessa Dode, 52, cruzou dados sobre mortes por tumores entre 1996 e 2006 em Belo Horizonte com áreas onde essas pessoas moravam e a localização das antenas de celular. (...) Em um raio de até mil metros das antenas, o risco foi maior."


O principal problema com esse estudo -- no caso, tratou-se de uma tese de doutorado -- é, para além da boa e velha observação de que correlação não implica necessariamente causação, o fato de que não houve nenhuma tentativa, para além de se levar a densidade demográfica em consideração, de controlar os chamados "confounding factors", isto é, outros fatores que as vítimas de câncer poderiam ter em comum, para além do fato de morarem perto de antenas de celular.

 A tese, diga-se, reconhece a existência desses fatores (página 174: "Não podemos deixar de considerar que a região Centro-Sul possui outros agravantes, como: exposição ao ruído; aos gases; aos vapores; aos aerodispersoides; aos hidrocarbonetos - o que também gera danos à saúde humana. Portanto, são vários fatores ambientais, agressivos, que influenciam negativamente na qualidade de vida dos moradores da região."), mas não os leva em conta em sua análise.

Um controle, por exemplo, para a exposição aos gases de óleo diesel -- um contaminante que tem muito mais chance de ser causador de câncer do que radiação de celular, segundo a OMS -- teria sido útil. De fato, sem controles do tipo, fica difícil levar a conclusão da tese mais a sério do que, digamos, esta curiosa correlação entre signo astrológico e infidelidade conjugal.

O fato é que anos de busca frenética por correlações entre radiação de celular, seja a do aparelho ou a da torre, e problemas de saúde não produziram nenhum resultado sequer vagamente conclusivo. Em 2007, um grupo de trabalho da OMS publicou um artigo sobre o impacto das antenas, que chega à nada manchetável conclusão de que "a exposição do público aos níveis permitidos de radiofrequência de telefonia móvel e estações-base provavelmente não afeta de modo adverso a saúde humana". E em 2010 um grupo de pesquisadores suíços publicou, no Bulletin of the World Health Organization, uma revisão sistemática de estudos sobre os efeitos na saúde das estações-base.

Foram identificados 134 trabalhos, dos quais 117 (!!) foram excluídos da análise por problemas de qualidade (entre eles, o de não levar em conta "possible confounders"), sobrando 17. A conclusão da análise, enfim, foi de que "a evidência de que não existe relação entre a exposição a estações-base e o desenvolvimento de sintomas agudos pode ser considerada forte".

Os autores fazem a ressalva de que "ausência de evidência de dano não deve ser, necessariamente, interpretada como evidência de que não existe dano", principalmente quando não há muitos dados disponíveis, e pedem mais estudos de longo prazo e estudos envolvendo crianças e adolescentes. Um estudo britânico, também de 2010, não encontrou sinais de problemas de saúde causados por celulares em crianças.

Ao fim e ao cabo, a questão se reduz à necessidade de sopesar o que sabemos sobre física das radiações não-ionizantes e fisiologia humana, duas áreas que sugerem que é extremamente improvável que emissões de radiofrequência possam nos fazer mal, com as incertezas inerentes ao processo científico e, sim, com o conforto que os equipamentos digitais proporcionam, de um lado, e o medo visceral do desconhecido, do outro.

Parafraseando Carl Sagan, pensar com as vísceras não é, geralmente, uma boa ideia.

Comentários

  1. "o que significa que não tem energia suficiente para danificar moléculas ou destruir ligações químicas."<=A segurança está na baixa intensidade. O fato de ser não-ionizante não quer dizer, por si mesmo, que não possa danificar moléculas: haja vista as transformações químicas no cozimento por micro-ondas.

    []s,

    Roberto Takata

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    1. Opa, verdade. Estava pensando em poder de penetração e esqueci do calor. Emenda a caminho.

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  2. O que me dá medo de verdade, Orsi, é ver o que está virando uma tese de doutorado. Lembra do meu comentário sobre uma tese que foi citada como evidência a favor da homeopatia, uns dois meses atrás? Agora vem essa...

    Eu tinha a impressão que "tese de doutorado" era uma coisa seríssima, envolvendo criar uma hipótese, embasá-la teoricamente, efetuar experimentos que a comprovassem, chegando ao final a algo que representasse um conhecimento novo dentro de seu campo.

    Agora, parece que basta inventar uma "pesquisa", juntar uns dados, jogar no excel, fazer uns gráficos bem bacanas, e pronto! Temos mais um doutor no mercado, apto a ser convidado para aparecer na TV e dar palpites sobre qualquer coisa...

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    1. Ah, mas você ainda não viu nada:

      http://www.amebrasil.org.br/html/Disserta__o_de_Mestrado___Oliveira_RMJ.pdf

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    2. Não sei o que é mais impressionante, esse trabalho ter sido aceito pela banca de mestrado ou o fato de que o mesmo pesquisador está com doutorado em andamento com o título "Avaliação de possíveis efeitos da prática do Reiki sobre aspectos comportamentais, hormonais e imunológicos de idosos", de acordo com o currículo Lattes. Em todo caso, esse artigo é um exemplo fascinante do viés cognitivo e observacional e da dissonância cognitiva que acomete os crentes ("crente" aqui em sentido lato sensu, ou, se preferir os "de cabeça aberta").

      Admito que não sei se devo classificar o pesquisador como "crente" ou se devo apenas apontar o uso de argumentação circular/a priori, mas pelas declarações reproduzidas na imprensa (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152042-17770,00-ACUPUNTURA%20E%20REIKI%20AGORA%20TEM%20EXPLICACAO%20CIENTIFICA.html), acho que o adjetivo "crente" não é inadequado.

      Se por um lado o trabalho aparenta rigor científico e tratamento estatístico decente, por outro parece ignorar suas próprias explicações alternativas para o fenômeno supostamente identificado, como influências de hormônios sexuais. Aliás, não vi menções a cuidados para controlar essas outras variáveis, como a distribuição de machos e fêmeas nos grupos, tampouco precauções para tornar o estudo o mais "cego" possível. Seria interessante saber se a pessoa que fazia a imposição era a mesma que tratava dos animais e/ou participava da preparação das amostras e contagem das células. Da maneira que a metodologia foi apresentada, não consigo deixar de notar a semelhança com o fiasco de Jacques Benveniste (http://en.wikipedia.org/wiki/Water_memory). Será que seria uma boa chamar o James Randi pra codificar as etiquetas dos frascos e colar a chave do código no teto do laboratório dentro de um envelope lacrado(http://en.wikipedia.org/wiki/Water_memory#The_Nature_controversy)? :-)

      Mas no final das contas a dissertação põe tudo a perder por conta da série de falácias lógicas e erros conceituais que apresenta, por exemplo:

      "A impostação de mãos é um potencial humano natural que tem sido
      utilizado desde épocas anteriores a Cristo." ("Begging the question" e apelo à antiguidade)
      (continua...)

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    3. (...continuação)

      "Há também uma grande possibilidade de que a impostação de mãos provoque seus efeitos fisiológicos através da interação entre os campos
      bioeletromagnéticos próprios de cada ser vivo, uma vez que estes possuem certas potencialidades e polaridades elétricas, que podem ser atribuídas à direção da rotação dos elétrons. É importante ressaltar que os campos bioeletromagnéticos se
      modificam de momento a momento, sendo afetados pelos eventos energéticos que estão ocorrendo ao seu redor, constituídos por diferentes tipos de forças energéticas, como a eletromagnética ou a gravitacional." (Ok, aqui é menos um argumento falacioso do que ignorância sobre eletromagnetismo e o conceito de energia)

      "Considerando que os seres vivos têm campos eletromagnéticos (GREENE, 2001), podemos sugerir que o conjunto de alterações fisiológicas
      encontradas, decorrentes do tratamento de impostação de mãos aplicado sobre os animais possam estar ligados a interações entre os campos
      eletromagnéticos dos animais e da pessoa que realizou a impostação." (non sequitur. Ao citar Greene, achei que ele ia também cair na picaretagem clássica de citar física quântica e supercordas para conferir um verniz sofisticado à argumentação.)

      "Vários estudos vêm comprovando as ações benéficas dos campos eletromagnéticos sobre os seres vivos, indicando inclusive que exposições
      de curta duração a campos eletromagnéticos de baixa freqüência podem modular a proliferação de células do sistema imunológico (JOHNSON,
      2001). Experimentos in vitro também demonstraram a apoptose de células tumorais em cultura quando estas são expostas a campos eletromagnéticos de baixa freqüência, devido a alterações produzidas por estes campos energéticos na estrutura de diferentes organelas celulares (SOMOSY, 2000; TOFANI, 2001). Dessa maneira, a possibilidade de que nossos resultados estejam relacionados à interação entre os campos eletromagnéticos dos animais e da pessoa que aplicou o tratamento de impostação de mãos pode também estar relacionada à curta duração de cada aplicação." (novamente, ignorância sobre eletromagnetismo e sobre o fato de que vivemos mergulhados em um oceano de pertubações do campo elétrico muito mais intensas do que as produzidas pela imposição de mãos. Além disso, vou fingir que não vi que o autor associou o achado de que "exposições de curta duração a campos eletromagnéticos de baixa freqüência podem modular a proliferação de células do sistema imunológico" à curta duração [15 minutos...] do procedimento de imposição de mãos. Aqui a ignorância flerta perigosamente com a desonestidade intelectual, prefiro não fazer essa ilação.)

      "A literatura relata que a exposição prolongada a campos eletromagnéticos pode ser relacionada ao aparecimento de tumores como, por exemplo, linfomas." (aqui a velha "controvérsia" citada no seu post original, apresentada como fato. Estou a um triz de reconhecer a desonestidade intelectual)

      "A área de energia, que envolve todos os seres e objetos, é ainda uma das grandes questões da física e, atualmente, ainda se procura uma
      resposta para as inúmeras questões não respondidas pelas teorias de Einstein e da física quântica (GREENE, 2001)." (Ok, agora não falta mais a menção à física quântica. Não me resta mais uma gota de respeito por essa dissertação.)

      Enfim, pela minha contagem essa dissertação levantou 6 das 16 "red flags" sugeridas em http://sci-ence.org/red-flags2/. Confesso que eu esperava muito mais da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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    4. É, Ricardo, em breve, mais um doutor enriquecendo as estatísticas do MEC. Já imaginou uma universidade tendo 100% dos seus professores com "doutorados" nesse nível? Vai dar inveja em Oxford e Cambridge.

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    5. O pior é que quanto mais leio sobre esse caso, mais ele cheira mal: o currículo Lattes da orientadora daquela dissertação é fantástico, inclui até um postdoc por Cornell (Sagan e Feynman devem estar se contorcendo no túmulo).

      No entanto, um dos artigos estrelados (isto é, considerados pelo próprio autor como um dos mais significativos da sua carreira) é intitulado "Ação da água energizada com toque terapêutico na cicatrização de lesões na pele de camundongos". Não encontrei o texto completo, mas a julgar pelo trabalho do orientando dela, não é difícil imaginar a conclusão desse artigo.

      Outro fato curioso é que a orientadora parece ser bem ativa na área de pesquisas sobre o efeito da radiação eletromagnética de telefones celulares sobre a saúde:

      - POZZI, D. H. B. . Averiguação de instalação de antena de telefonia celular em área residencial, com potencialidade de risco à saúde pública em decorrência da exposição às radiações daquela. 2002.

      - POZZI, D. H. B. . Radiação por ondas de telefonia celular e males para a saúde (IC16/04). 2004.

      - POZZI, D. H. B. . Risco a exposição eletro magnética. 2005.

      - POZZI, D. H. B. . Estações radio-base. 2005.

      - POZZI, D. H. B. . Dano causado pela radiação de antenas de telefonia. 2005.

      - POZZI, D. H. B. . Impacto das torres de telefonia móvel na Saúde. 2006.

      - POZZI, D. H. B. . Antenas de telefonia celular em área residencial com potencialidade de risco à saúde pública. 2008.

      - POZZI, D. H. B. . Inquérito civil nº198/08 Empresa Oi de telefonia celular. 2008.

      Acho que temos um padrão aqui... Água energizada, imposição de mãos, efeitos nocivos de torres de celular... :-)

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  3. Creio que não podemos ser ão céticos em relação as torres e antenas, a algum tempo atras médicos e pesquisadores tinham dificuldade em provar a relação câncer e cigarro.
    Ainda não se pode ficar nem a favor nem contra.

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  4. Eu gostaria de saber desse nobre articulista se ele gostaria de ter como vizinho esse indesejável paliteiro. Caro amigo, pimenta nos olhos dos outros é refresco. Procure saber o que pensa os vizinhos dessas ERB´s. Por acaso, o nobre amigo está sendo remunerados por alguma operadora? Um abraço.

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  5. Quando você viaja para América do Norte, Europa, e Ásia desenvolvida, onde você vê Torres de Antenas de transmissão celular?
    Não vê né?
    Quando muito em um morro alto isolado!
    A maioria das transmissões são via satélite!
    Explica aí "cientistas" mercenários, quanto vocês ganham para publicar mentiras?

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  6. Tecnologia capaz de gravar imagens de pensamentos, sonhos e memórias

    Existe um software criado e baseado na neurociencia do cérebro e da mente humana que está sendo usado para torturar pessoas.A tecnologia segue as especificações da patente 3951134 registrado no EUA como aparelho de rastreamento e monitoramento remoto de pessoas e utiliza antenas de telefonia móvel e satélite. A arma é perigosa através dela é possível inserir sons, imagens e outros barulhos na cabeça do alvo com auxílio de ondas acústicas, vibracionais, ,sonoras de rádio frequência eletromagnética com o uso de implante ou assinatura cerebral. Os elementos que compõem o bando que estão ignorando às leis são formados por quadrilhas inteiras que estão usurpando estes corpos. Os criminosos adentram o cérebro humano 24 hs a conexão pode vir de várias pessoas ao mesmo tempo, leitura do córtex visual através da interface cérebro computador. O crime organizado utiliza essa tecnologia no tráfico de drogas e a gente, para fraudar concursos públicos e vestibular ou simplesmente para torturar pessoas. Esse mecanismo de tortura moderna e eliminação dos direitos humanos e da privacidade individual visa debilitar o alvo desse assédio. Saibam mais no Google sites controle mental, v2k tecnologia, voz intracraniana, telepatia sintética, Icaat org neuro revolução, mk ultra Brasil, tortura psicotronica, gang stalking, target individual. Já existem inúmeras vítimas no nosso país isto está acontecendo no mundo todo. Pessoa alguma está isenta de ser conectado e se tornar uma vítima. Armas Neuroeletronicas já estão sendo usadas contra cidadãos brasileiros. O maior crime do mundo a invasão de um corpo humano, brainnet a escravidão do século XXI.

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  7. Tortura eletrônica

    Gangs regionais no Brasil usam dispositivo de comunicação privada através da interface cérebro computador para torturar pessoas. O equipamento permite o envio de sons da fala e ruído p o interior do crânio humano.
    A telepatia artificial não tem nada de fantástico é o mesmo processo da telefonia celular só que o receptor é o cérebro humano que não tem firewall e portanto não pode fechar a voz.
    Ela oferece um meio ideal para o roubo de informações e invasão completa de privacidade e tortura mental já que todos os pensamentos podem ser lidos em seguida senhas números e PIN e segredos pessoais não podem ser escondidos momentos íntimo estão sujeitos a todos os tipos de comentários perniciosos e observações provas podem ser recolhidas para chantagem com enorme facilidade todos os erros ou lapsos morais de seu passado são objeto de uma revisão provas podem ser recolhidas para chantagem com enorme facilidade todos os erros ou lapsos morais de seu passado são objeto de uma revisão usam barulho p atormentar a vítima além de privação do sono e intensa tortura física e mental num intuito de induzir ao suicídio e violência.
    Com o surgimento de uma nova tecnologia que permite a fusão do cérebro humano à onipresença dos computadores à antenas de radiofrequência e satélite usada largamente contra a população mundial por assassinos torturadores e mutiladores de seres humanos inocentes oque sugerem que as vítimas façam?
    O governo tem a responsabilidade indiscutível de iniciar uma investigação imediata sobre esses criminosos que abusam do poder através de uma arma de energia dirigida.

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