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As profecias de IstoÉ para 2012, um ano depois

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Tenho diante de mim, devidamente preservada entre dois volumes de capa mole de  Showcase Presents: House of Mystery , a edição de 4 de janeiro do ano passado da revista IstoÉ , onde a concorrente de vocação mística de Veja trazia, para gáudio e edificação de seus leitores, suas profecias para 2012. A mais importante de todas, claro, e que mereceu a capa da publicação, era a do fim do mundo. Para ser justo, é preciso notar a reportagem de capa da revista do ano passado era o que se costuma chamar, no jargão jornalístico, de "de comportamento": o texto não endossa a ideia de que o mundo iria terminar em 21 de dezembro próximo passado, mas apenas descreve o modo de vida e as ideias de quem pensava assim, além de abrir algum espaço para a ciência, a ponto de um pesquisador do Observatório Nacional ser chamado a desmontar umas bobagens sobre "influências planetárias". Mas o mais interessante -- ao menos para uma leitura feita agora, após os fatos -- são as opiniõe...

Neurocientistas, jornalista e o batedor de carteiras

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Você acha que sabe o que está acontecendo ao seu redor? Assista a este vídeo e pense de novo: Depois, leia o perfil do batedor de carteiras Apollo Robbins na revista New Yorker .

Saiu Solarpunk!

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O incansável Gerson Lodi-Ribeiro avisa que já está à venda, na Amazon brasileira, a edição kindle de Solarpunk , antologia de ficção científica compsota por contos que giram em torno do tema de fontes alternativas de energia. O volume inclui meu conto Soylent Green Is People! , sobre biotecnologia, e quem já estava por aqui na década de 70 provavelmente há de se lembrar da referência explícita do título. Solarpunk fecha uma trilogia iniciada por Vaporpunk e continuada em Dieselpunk , ambas antologias retrofuturistas -- isto é, que imaginam o futuro a partir do passado ou, então, que recriam o passado a partir do futuro -- em que também estou presente. Solarpunk distingue-se das predecessoras exatamente por ter esse caráter retrô menos acentuado. O que nos traz à questão: tudo bem, série de antologias de histórias girando em torno das fontes de energia predominantes no século 19 (vapor, carvão), 20 (petróleo) e 21 (solar, esperamos). Mas, por que cazzo  tudo isso seria "p...

Fundação: a edição definitiva

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Hoje é aniversário de Isaac Asimov, um dos mais influentes escritores de ficção científica do século passado. Se estivesse vivo, ele estaria completando 93 anos. Asimov morreu de aids em 1992, vítima de uma transfusão de sangue contaminado. Ano passado, escrevi sobre sua obra mais famosa , a trilogia Fundação original, então esta nota é apenas para registrar a publicação de uma nova edição desses livros, agora pela Folio Society , um grupo britânico que produz edições de luxo de clássicos, literários ou acadêmicos. Abaixo, uma imagem das capaz dos três volumes: E, aqui, uma amostra das ilustrações internas, também de autoria de Alex Wells : Para além do trabalho gráfico, no entanto, a principal estrela dessa edição luxuosa é a introdução do livro, de autoria do ganhador do Nobel de Economia Paul Krugman, que já havia declarado várias vezes que a leitura de Fundação havia inspirado seu interesse pelas ciências sociais em geral, e pela economia, em particular. Krugman não é o...

Mensagem natalina

"Tão inevitável quanto o próprio Natal são os excessos que o acompanham: de gastos, de comida, de bebida, de riso e de uma alegria que parece não ter outra fonte além da constatação de que, a despeito dos melhores esforços de nossos sábios e hábeis líderes, o país, a civilização e o mundo duraram mais um ano." Este é o início de meu artigo sobre a temporada de festas, que pode ser lido, na íntegra, na Folha de S. Paulo desta segunda-feira, 24 .

Bond, James Bond, 60 anos

As comemorações, em 2012, dos 50 anos da série cinematográfica de 007 parecem ter convencido muita gente de que o próprio personagem completava meio século de existência. Nada mais falso: o “verdadeiro” James Bond, criado por Ian Fleming para protagonizar o romance Cassino Royale , veio a público em 1953 – ou seja, completa 60 anos em 2013. O imenso sucesso dos filmes de James Bond, além da proliferação quase infinta de paródias e citações na cultura popular pelas últimas décadas, obscureceu a figura original, que aparece em mais de uma dezena de livros publicados entre 1953 e 1966. Se até hoje os créditos iniciais dos filmes apresentam o protagonista como “Ian Fleming’s 007”, o conteúdo de verdade presente nessa atribuição é bem discutível – principalmente na era dos filmes quase-pastelão protagonizados por Roger Moore, mas não só. O artigo, de minha humilde lavra, continua na revista virtual Amálgama .

Contos para animar o Natal e o Ano-Novo

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Meu primeiro livro de contos de ficção científica chamava-se Tempos de Fúria e foi lançado, se não me engano, em 2005. O leitor astuto há de ter notado que ele não aparece na seção "livros que escrevi", na coluna à direita, e por um motivo bem simples: por uma questão contratual (contrato que, diga-se de passagem, assinei com plena consciência e de livre e espontânea vontade) não recebo um tostão de direito autoral pelas vendas. Portanto, não vejo motivos para promovê-lo. Isto é, não via, até hoje. Porque, com os direitos do livro transferidos, finalmente, para a Editora Draco, eis que me vejo em posição de fazer uns cobres com o material contido ali: antes de relançar o volume em papel, a Draco optou por publicar alguns dos contos que compõem o livro em formato digital, e este material já está disponível na Amazon.com.br e, suponho, em outras livrarias online também (já há versões para Kobo ). O leitor masoquista pode, portanto,  conceder a si mesmo o presente natali...