Universo em expansão acelerada leva o Nobel


Acho que, a esta altura, todo mundo que se interessa pelo assunto já sabe que o Nobel de Física foi para os autores da descoberta da expansão acelerada do Universo.

O que eu queria partilhar com vocês é outro desses momentos "meninos, eu vi" que acontecem cada vez mais deste lado da barreira dos 40 anos; ou, basicamente, o que acho -- acredito, suponho, imagino, mas talvez até esteja errado -- tenha sido a primeira notícia online sobre o assunto em língua portuguesa. E que fui eu que escrevi. Graças ao web archive, você pode ver a reprodução da página neste link.

(Acrescentado mais tarde)


Relendo o texto de meu alter-ego de 13 anos atrás, encontro algumas coisas que me fazem torcer o nariz -- a menção a um "centro hipotético da criação", por exemplo (de fato, o Big Bang não fez o Universo se expandir a partir de um lugar, já que ele criou todos os lugares também).

Outras coisas, como a noção de que o Big Bang representou uma criação ex nihilo ("a partir do nada") e não uma mudança de estado de um "algo" pré-existente, talvez realmente fizessem parte do espírito da época.

O texto de 98 integrava uma seção, chamada Ano 2000, do site da Agência Estado, dedicado a a acompanhar os desenvolvimentos sociais e científicos que estavam levando à virada do milênio (coisa mais passé, né?).

 Tinha um banner retrofuturista muito legal, criado, se não me engano, em cima de uma ilustração colorida de Buck Rogers pela Marcinha Vaitsman. Pena que não ficou preservado no web archive.

Comentários

  1. Carlos, hoje e o aniversario do Sputnik e ninguém comentou na midia, apenas citaram o Nobel de física sobre a expansão do universo. Vale lembrar que Grande parte do conhecimento que temos do universo deve-se a corrida espacial, a tecnologia dos satélites, etc. Acho que vale algum post, não acha?

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  2. Oi, Ivan! Acho que é porque já houve muita festa em torno dos 50 anos do Sputnik, e também do Gagarin. A mídia tende a sofrer um pouco de fadiga de assunto...

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