Flores e Fúria: e-books à venda!

O editor Erick Sama me avisa de que os dois livros que lancei na Bienal do Rio deste ano -- o volume de contos Tempos de Fúria e a novela de fantasia Flores do Jardim de Balaur -- já estão disponíveis em formato e-book, para Kindle, e em breve estarão à venda em outros formatos eletrônicos, também. Os links para adquiri-los na Amazon.com.br já estão ativos nos títulos ali em cima. Quem tem conta Kindle nas "outras" Amazon (dos EUA, Reino Unido, etc.) também pode encontrá-los, basta buscar pelo título.

E o que são esses livros? Escrevi sobre eles na época da Bienal, e dá pra achar a postagem inteira aqui. Mas, lá vai um resumo:

Tempos de Fúria: publicado originalmente em 2005, este foi o livro que fez a minha "fama" -- seja lá o quanto disso que tenho. Foi adotado como leitura obrigatória numa importante escola de ensino médio do interior paulista, garantiu-me participação num documentário de TV sobre ficção científica nacional e rendeu minha primeira resenha numa revista de circulação nacional. Enfim, chamou a atenção de um bocado de gente que não me conhecia para o meu trabalho (embora nenhum produtor de Hollywood). Tempos de Fúria também é muito usado como régua para medir toda a minha obra posterior – que geralmente acaba sofrendo na comparação, o que me parece um tanto quando injusto, mas quem sou eu para opinar? Entre os contos mais populares deste volume estão o que abria a primeira edição (hoje é o segundo), o levemente surrealista Estes 15 Minutos; e Planeta dos Mortos, uma, com o perdão da linguagem pretensiosa, sinfonia de destruição e tripas.

Flores do Jardim de Balaur: como já disse, É uma fantasia, e algo que acho que posso chamar de "semi-inédito". A novela já havia sido publicada, décadas atrás, numa edição especial do fanzine Juvenatrix, de Renato Rosatti, lá na época em que fanzines eram feitos na base de datilografia e xerox. Ele é a primeira -- e até agora, maior -- aventura de meu único protagonista recorrente: Hieron de Zenária (você encontra outra peripécia dele neste conto). Hieron é minha resposta a Conan da Ciméria: não um bárbaro errante, mas um erudito errante.No continente perdido de Darach, dominado por magia e superstição, os sábios de Zenária são os únicos cultores do que chamaríamos de lógica e filosofia natural.

Cansado da mesmice da vida acadêmica, e desconfiado do engessamento intelectual de seus mestres, sempre mais preocupados em citar autoridades do que em investigar a natureza, Hieron corre o mundo, vivendo aventuras e inventando o método empírico-científico no processo, vendendo seus serviços como professor, advogado, matemático e engenheiro.

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