Matriarcado pré-histórico na América

Blocos de habitações em Chaco Canyon. George Perry, Penn State University/Divulgação
Análise genética de um cemitério pré-histórico localizado onde hoje fica o Estado do Novo México, nos Estados Unidos, mostra que o status naquela sociedade era transmitido pela linha materna: nove dos corpos sepultados numa cripta de elite têm laços de parentesco evidenciados pelo DNA mitocondrial, que é transmitido pela linha materna.

O povo de Chaco Canyon, que floresceu no sudoeste norte-americano por volta do ano 1000 da Era Comum, vivia em edifícios de pedra, chamados Casas Grandes. Os corpos foram encontrados na chamada Sala 33 de Pueblo Bonito, a maior dessas casas, com 650 salas no total. A Sala 33 é considerada o mausoléu de uma família importante, e foi usada por mais de três séculos. O trabalho, de autoria de pesquisadores dos Estados Unidos, foi publicado em Nature Communications.

Além dos genomas mitocondriais idênticos, os corpos sepultados também tiveram parentes constatado pelo DNA nuclear, que “demonstra relações mãe-filha e avó-neto, evidência de um grupo matrilinear multigeracional”, diz o artigo. 

Os autores comentam ainda que os "bens e objetos extravagantes associados à fundadora da linhagem (...) na base da cripta da Sala 33 são marcadores claros de status", que indicam "um alto grau de diferenciação social". O artigo, de livre acesso, pode ser lido neste link.

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