Postagens

Atlântida, o continente perdido

Ignatius Donnelly foi deputado federal nos EUA em meados da década de 1860. Dono de uma mentalidade progressista para a época — defendeu os direitos dos negros e dos índios e rompeu com o Partido Republicano por discordar de esquemas de corrupção —, viu sua carreira política definhar na década seguinte e virou escritor. Em 1882, inventou a Atlântida. ( Continue a ler na revista Galileu )

Em breve, na Ellery Queen Mystery Magazine

Acabo de receber o contrato para publicação de meu conto Melhor Servido Frio (da antologia Ficção de Polpa: Aventura! , Não Editora), em tradução de Cliff Landers, na Ellery Queen Mystery Magazine .  Publicada desde 1941, a EQMM é não só a mais tradicional revista de mistério em circulação no mundo, como faz parte do legado de um de meus autores favoritos -- no caso, a dupla Frederic Dannay e Manfred Lee, que assinava com o pseudônimo Ellery Queen. Já destilei minha admiração por ambos, aliás, nesta postagem . Embora seja mais associado, como autor, ao mistério "chique" (alguns diriam, pernóstico), de autores como SS Van Dine, ou ao mistério cerebral geralmente associado a  John Dickson Carr, como editor "Ellery Queen" mostrou uma visão ampla e eclética: foi ele quem teve a iniciativa de reunir em antologia os contos do Continental Op de Dashiell Hammett, por exemplo. A EQMM também foi a primeira publicação de língua inglesa a imprimir um trabalho de Jorge Luis ...

Blogs de ciência em crise?

Em seu blog Gene Repórter , Roberto Takata pergunta se há uma crise nos blogs de divulgação científica do Brasil -- com base na constatação da queda no número e ritmo de postagens. Falando no caso específico aqui do meu puxadinho virtual, o fato é que boa parte do conteúdo que normalmente seria destinado ao blog acabou, nos últimos tempos, desviado para canais, graças ao Grande Pássaro da Galáxia, remunerados , como o Jornal da Unicamp (onde minha coluna Telescópio é praticamente um "digest" do que sairia no blog) e a revista Galileu , onde atuo como colunista de ceticismo . Sou o primeiro a admitir que o trabalho aqui no blog foi importante para que eu conseguisse esses dois espaços, só que muito menos por conta da visibilidade (alguém aí?) e mais pela disciplina de trabalho e pela experiência acumulada na busca por fontes de informação.  A maior parte dos demais blogueiros de ciência no Brasil é, imagino, composta por jovens cientistas, gente com vinte anos a meno...

Sudário de Turim, de novo

Sudário de Turim, dito “Santo Sudário”, é uma espécie de Conde Drácula da pseudociência: não importa quantas vezes seja sepultado pelas evidências, sempre retorna. Recentemente, uma exposição acrítica sobre a relíquia passou pelo Rio de Janeiro, surfando na onda da visita do papa, e depois por São Paulo. No “Livro dos Milagres”, dedico um capítulo inteiro à tal “mortalha de Jesus”. Resumindo bem a história, há quatro linhas de evidência, independentes entre si, que mostram que o sudário é uma falsificação criada na França medieval. E existe, ainda, mais uma evidência arqueológica recente. ( Leia o artigo completo no Olhar Cético do site da revista Galileu )

Guerras fomentam criação de sistemas sociais, aponta simulação

Pesquisadores dos EUA e Reino Unido criaram uma simulação de computador para testar a idéia de que a competição intensa entre grupos humanos, principalmente por meio da guerra, foi um fator fundamental para o desenvolvimento de grandes Estados e sistemas sociais ao longo da história. O modelo foi construído com base em características físicas do Velho Mundo, entre 1500 aC e 1500 dC. Sobre essa paisagem virtual foram espalhados robôs de software, ou “células”, dotados de um “genoma cultural” composto por leis e instituições. ( Mais sobre esse assunto e outros, além de uma foto de gatinho, na coluna Telescópio, do Jornal da Unicamp )

Prêmio!

Um momento ego boost , se me permitem: meu conto No vácuo, você pode ouvir o espaço gritar foi eleito o melhor trabalho curto de ficção científica publicado por autor brasileiro em 2012, em votação do Clube de Leitores de Ficção Científica -- motivo pelo qual recebi o Prêmio Argos, uma bela placa com a imagem de um astronauta lendo um livro, e meu nome gravado, neste domingo, na Fantasticon . Não vou me alongara qui em agradecimentos, mas apenas citar Hugo Vera e Larissa Caruso, editores da antologia Space Opera II , na qual o conto foi publicado -- se não fosse pelo convite/provocação deles, a história jamais teria sido escrita -- e, claro, a comunidade de leitores reunida em torno do CLFC , pela generosidade para com a minha história. O conto pode ser adquirido, individualmente, como e-book, neste link , ou dentro da antologia , que inclui ainda outros dois trabalhos finalistas do Argos: um conto de Hugo Vera e outro de Fábio Fernandes.

Cera do ouvido de baleia registra poluição do mar

A análise de um cilindro de cera de ouvido de 25 centímetros, retirado do corpo de uma baleia-azul morta em 2007, revelou a presença de contaminantes como pesticidas e mercúrio, provavelmente absorvidos da mãe durante a gestação e a lactação. A baleia-azul é o maior animal da Terra, e a espécie ainda é considerada ameaçada de extinção. ( Leia mais a respeito na coluna Telescópio do Jornal da Unicamp )