A falácia da falsa discriminação

Muita coisa já foi escrita sobre o artigo de JR Guzzo, publicado na edição desta semana da revista Veja, argumentando, em linhas gerais, que as estratégias e demandas do movimento gay acabam atraindo sobre os homossexuais exatamente o mesmo opróbio e a mesma antipatia do público que o movimento deveria lutar para destruir.

Não há nada de obviamente errado (ou certo) nessa proposição. Supondo que Guzzo esteja correto, não seria a primeira vez que, no afã de combater uma injustiça, um grupo acaba perpetrando outras. Mas a proposição, em si, deve cair ou se sustentar com base em evidências (que o artigo não apresenta, exceto por um dois casos em que o adjetivo "homofóbico" parece ter sido usado de modo injusto) e argumentos, e é na parte argumentativa que eu gostaria de me concentrar, porque tenho a impressão de que o preclaro articulista inventou um novo tipo de falácia.

Quem acompanha o blog sabe que ciência, lógica e retórica são temas caros por aqui, então, antes de entrar na questão da falácia propriamente dita -- que estou tentado a batizar de Vinculação de Veja ou, talvez, Gambito de Guzzo -- uma palavrinha sobre a ciência do artigo: lá no começo, o autor cita, como exemplo da Lei das Consequências Indesejadas, a derivação das panelas antiaderentes a partir do Projeto Apollo. Bem, péssimo exemplo, porque falso. O teflon foi inventado em 1941, mais de 20 anos antes do primeiro desembarque na Lua; na verdade, 20 anos antes de o governo dos EUA decidir mandar um homem à Lua. Um pecado menor, na publicação que deu ao mundo o boimate e a "solução final" para o enigma do Santo Sudário, mas que merece registro, ainda que breve.

Mas, à falácia. Defendendo a ideia de que o veto legal ao casamento de pessoas de mesmo sexo não configura discriminação, Guzzo sai-se com os seguintes exemplos:

Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado - também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias.

A mesma estrutura de, com o perdão da palavra, raciocínio se repete pouco mais adiante:

Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar. Não pode se casar com a própria mãe. ou com uma irmã. filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais. e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime.

A rationale é, por fim, enunciada a seguir:


Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para todos?

As reações iradas ao artigo vêm se concentrando no grotesco das comparações -- com pedofilia, bestialismo, incesto -- mas há algo de perverso não apenas nos exemplos escolhidos, e sim na estrutura do pensamento. Vamos imaginar, por um momento, um clone de Guzzo escrevendo numa revista da Arábia Saudita contra alguns direitos que as mulheres da monarquia árabe vêm reivindicando, como o de guiar automóveis:

Mulheres se consideram discriminadas, por exemplo, por não poder dirigir. Mas a condução de veículos automotores não é um direito ilimitado - também são proibidas de dirigir pessoas embriagadas, menores de idade, deficientes visuais e reprovados em exame psicotécnico.

Ou, voltando ao início do século 20, vejamos um precursor de Guzzo argumentando que a proibição do voto feminino não é discriminatória:

Um homem também não pode votar numa cabra, por exemplo; pode até admirar suas políticas públicas, mas não pode votar. 

Levando à mesma conclusão de 2012:

Que discriminação haveria contra elas, então, se o voto tem restrições para todos?

Creio que a estrutura da falácia já ficou bem clara. Ela consiste em argumentar que, se um grupo A sofre restrição no acesso a um bem ou direito que não é estendido de forma completa, absoluta e irrestrita aos demais setores da sociedade, não há razão para que o grupo A se considere discriminado. Ou, inversamente: só é legítimo denunciar como discriminatória uma restrição imposta a um determinado grupo A se apenas este grupo, e somente ele dentro de toda a sociedade, sofrer com a restrição.

A aceitação da falácia levaria à conclusão de que, num Estado confessional onde o exercício de cargos públicos fica restrito aos praticantes de uma determinada religião -- digamos, o islamismo -- não existe discriminação contra cristãos porque, afinal, judeus, budistas e ateus também são proibidos de trabalhar para o governo. Não sei se a mesma direita cristã conservadora que tanto ama a revista Veja engoliria esta.

O Gambito de Guzzo tira seu tênue verniz de plausibilidade de uma manobra de naturalização da cultura -- se é "normal" e "natural" que certas pessoas não tenham acesso a isto ou aquilo, do que é que elas estão reclamando? -- e de uma ofuscação deliberada do que deveria ser o cerne do debate: qual a justificativa para a restrição? Faz sentido que bêbados não possam dirigir, mas por que mulheres? Faz sentido que menores de 16 anos não possam se casar, mas por que gays?

Num determinado ponto do artigo há uma tentativa lamentável de tratar da questão da justificativa:

Mas a sua ligação [entre gays] não é um casamento - não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco.

Que é uma outra falácia, esta clássica, a do petitio principii, que consiste em presumir o que se deseja demonstrar. O que o autor faz, nessa linha, é simplesmente definir as palavras "casamento", "família" e "parentesco" de modo que elas signifiquem o que ele deseja -- coisas predicadas necessariamente numa união heterossexual que gera filhos naturais. 

Esta talvez seja a definição preferida do Vaticano, quem sabe até seja usada hoje na lei brasileira, mas, no primeiro caso, a coisa é irrelevante (Estado laico, lembra?); no segundo, bolas, é exatamente de mudanças na lei que estamos falando, certo?

Comentários

  1. Respostas
    1. Não acho nem um pouco fantástico.

      O que o texto quis dizer do Guizzo, e que concordo em genero numero e grau. É que ao lutar por direito a casamento. Estão chamando a atenção para a causa gay. Estão querendo mostrar que existe uma categoria gay.

      O casamento significa realmente alguma coisa? Ou o que vale é o amor entre as duas pessoas, seja ele de que raça ou opção sexual tenham?

      Direito a votar, é uma coisa. Direito a ter igualdade de condicoes de lutar por uma vaga em um determinado cargo, é outra.

      Agora dar tanto valor ao casamento, só faz gerar esse tipo de discussão que só nos faz lembrar que existe uma "categoria" de pessoa diferente. O que é totalmente inoportuno.

      Agora se existir distinção entre casal homosexual e heterosexual no momento de adotar uma criança ai concordo. Porque isso seria discriminaçao e qualquer discriminação que prejudique algo realmente concreto sou contra. Casamento é algo com sentido emocional e cultural, nao tem qualquer aplicacao pratica

      Bom minha opiniao.

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    2. Ricardo Tavares de Sousa13 de novembro de 2012 16:08

      Muito interessante o seu texto, só discordo basicamente em um ponto. Quando fala do conceito de casamento, casamento pressupõe união entre um homem e uma mulher, não casa homem com homem, mulher com mulher, cabra com cabra, vaca com cachorro, um homem com duas mulheres. É simples, o nome é união homoafetiva ou qualquer outro que queiram dar, não é casamento porque não possui os elementos fundamentais para que seja, a união entre um homem e uma mulher. Sou favorável a união civil dos homosexuais, só não entendo essa obsessão pela expressão casamento. Sim, eles tem direitos iguais, o direito brasileiro, num belo sinal de evolução, reconheceu isso. Mas não adiantou muito, eles querem casar, querem que o rito seja o mesmo, etc... Aí discordo de todos, é uma questão de conceito, de significado. Casamento só existe se for entre um homem e uma mulher, assim como cadeira é cadeira, não é mesa só para alguns. E digo isso no âmbito jurídico e social, no âmbito espiritual cada religião tem a liberdade enxergar essa situação fática da maneira como quiser.

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    3. Você está enganado, caro Ricardo.

      Casamento vem de casa, de formação de família. E formação de família entre homem e mulher é mera questão cultural. A família quem constrói somos nós, agregando pessoas ao nosso convívio.

      Vale lembrar que, por exemplo, na nossa cultura a família era constituída por um casal e seus filhos. Mas e casais que se separaram, casaram novamente, tiveram outros filhos? Deixam de ser família? Não.

      Lembro também que em diferentes culturas as famílias podem ser formadas por um homem com diversas esposas.

      Portanto, casamento, casal, família, são conceitos que mudam radicalmente de acordo com a cultura local. Vale a pena não ter um pensamento pequeno, limitado, quanto às significações destas, e na verdade de todas as palavras.

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    4. DÚVIDA CRUEL...

      ...E quando um famoso jogador de futebol do sexo MASCULINO se CASA e forma uma FAMÍLIA com uma mulher,do sexo FEMININO e gera um FILHO para abafar um escândalo envolvendo drogas e prostituição transexual, essa união se caracteriza como CASAMENTO DE VERDADE?...afinal...as duas partes envolvidas são verdadeiramente um HOMEM e uma MULHER,...?

      OBS.Um pouco de sarcasmo e ironia não faz mal a ninguém... :>

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    5. Quem diz o que seja o casamento ou outras instituições numa sociedade é todo o arcabouço cultural dessa mesma sociedade, compreendido aí o conjunto de valores que lhe dão identidade. Quem faz a cultura de uma nação é a maioria, e isso não há como contestar, porque é um processo inconsciente. O é a cara de um povo, senão os traços de comportamento de sua maioria? Ora, alguns séculos de existência do Brasil já nos disseram, culturalmente, o que é casamento e o que é família. As leis apenas consubstanciam essas definições e estabelecem normas de relações baseadas nelas. Por que, então, algumas minorias teriam o direito de subverter essas definições nascidas de um processo histórico e natural de formação cultural? De outra forma, se cada minoria pudesse revisar os valores gerais da sociedade, nossa já intrincadíssima legislação seria, além de inaplicável, a própria definição de surreal.

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    6. E quem foi que disse que são as minorias que subverter esse padrão?

      Ultimamente é essa mesma maioria que está mudando o conceito secular de família e casamento.

      É a maioria heterossexual,que está apoiando o casamento gay.

      Segundo o seu raciocínio

      Agora a questão é:
      1)a maioria vai permanecer atada em conceitos ultrapassados e discriminatórios que a própria maioria ajudou a criar

      2)vai evoluir como toda a sociedade ao longo do processo histórico e permitir que haja uma nova definição de conceitos.

      Parece que a segunda opção é a que está vingando entre a maioria.

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    7. Faz parte da cultura brasileira o racismo e por isso não podemos subvertê-lo....Faz parte da cultura do mundo explorar pessoas mais frágeis,por isso devemos concordar com isso?az de algumas culturas mutilar mulheres,por isso devemos concordar com isso?

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    8. Luiz Paulo Quirino,
      se o casamento não é tão importante, pergunto-me pq tantas pessoas fazem questão de nega-lo aos gays.

      Se é só formalismo, pq não dar de uma vez a eles? Basta aprovar uma lei, há dezenas de leis aprovadas diariamente. Pq não essa?

      Permito-me dizer: pq ainda existe um preconceito forte atualmente. O gay não quer necessariamente casar. Ele quer o direito de casar.

      Um Estado que nega o casamento aos gays está implicitamente dizendo que ele dá valor aos gays, mas deixa claro que ele ainda é "menos" que os demais. E digo "menos" pq o gay só tem a opção da união estável, enquanto o hetero tem 2 opções. O casamento deve sim ser estendido a eles.

      Pode parecer pouco para nós que estamos de fora, ou para vc que parece não ter a pretensão de casar, mas para quem tem esse direito negado deve significar muito. É preciso tentar entender como eles se sentem.

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    9. Sou contra o casamento gay por um simples motivo:

      Casais homossexuais só iriam criar filhos homossexuais, ou seja, assim como casais heterossexuais somente geram filhos heterossexuais!!!

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    10. Também não achei nada fantástico.

      Essa divisão de opção sexual não tem sentido assim como a cota de negros em faculdades.

      Por que raios os negros teriam que ter uma cota pra poder entrar na faculdade?

      Nao seria simples todos preencherem nome + cpf + idade e fazer uma prova. Os 100 melhores passam. Nao interessa se é preto, amarelo, rosa, hetero, homo, alto, baixo, obeso, anorexico...

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    11. Fábio Junior, você realmente falou isso que eu acabei de ler?

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    12. "Sou contra o casamento gay por um simples motivo:

      Casais homossexuais só iriam criar filhos homossexuais, ou seja, assim como casais heterossexuais somente geram filhos heterossexuais!!!"

      kkkkkkkkkk me desculpe,mas eu tive que rir depois de ouvir tamanha ignorância.

      Tudo bem você ser contra o casamento gay.
      Mas dizer que casais heterossexuais somente geram filhos heterossexuais?!

      Por algum motivo que eu desconheço você ainda não sabe que homossexuais não nascem de chocadeiras.Homossexuais nascem a partir de um relacionamento heterossexual.

      A orientação sexual dos pais não interfere na orientação sexual dos filhos.

      E qual é o problema em "gerar filhos homossexuais"??

      Vai haver uma guerra civil em virtude disso??

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    13. Gente, óbvio que o Fábio Junior estava sendo irônico né

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  2. Mais do que as comparações bestialógicas, o que mais me incomodou foi justamente esse tipo de mecanismo frágil de retórica que J. R. Guzzo usou em seu texto.

    Carlos, seu texto fez eco ao que pensei quando li o artigo e foi muito além.

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  3. Pelo que se parece o artigo, minhas filhas seriam consideradas bastardas e eu incapaz, pois - apesar de heterossexuais - eu e meu marido não somos formalmente casados.

    Na época que fiquei grávida da primeira fui verificar se minha filha teria problemas com a nossa decisão de não-casamento (é uma questão de principios, mas se ela fosse prejudicada nos iriamos nos casar no civil sem problemas), de acordo com a constituição e o Codigo civil de 2002, nossas filhas tem os mesmo direitos - independentes dos pais estarem casados ou não pois há principio do AFETO. Somos uma fmailia, o sr Guzzo achando ou não.

    Se não me engano, o nosso novo codigo civil de 2002 ainda que precise ser revisto, é bem amplo no que é considerado uma família. Bastava o sr. Guzzo aprender a usar o Google e buscar um pouco mais de informação. Pois os conceitos que ele defende são os presentes na constituiçao de 1934 e no codigo civil de 1916, um tanto bem ultrapassados ;)

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    1. Garotadpi, você é burra mesmo, ser casada ou não oficialmente é apenas formalismo, o que se discute aqui é a lógica e o objetivo da união entre duas pessoas. Quanta ignorância!!

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    2. Haja truculência. Discordar de alguém não exige ofendê-la. Aliás, não ser anônimo facilitaria a discussão. A lógica e o objetivo da união entre duas pessoas é o que ela fala na postagem dela. pronto.

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    3. E VOCÊ CHAMANDO A SENHORA ACIMA DE BURRA É O QUE???? "SAPIÊNCIA ARIANA"?!?!?!
      EU ENTENDI O QUE ELA QUIS DIZER...
      QUEM É O IGNORANTE????

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    4. Garotadpi,
      É isso mesmo. O deveria definir qualquer união é o AFETO !!! Infelizmente, ainda vivemos numa sociedade hipócrita... Fazer o que né? Felicidades a sua FAMÍLIA!!!!

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    5. Minha cara, compartilho da sua idéia sobre casamento de "papel passado" ser apenas uma formalidade sem muito valor. Porém algumas pessoas dão bastante importância para isso e não é justo que sejam impedidas por conta de sua orientação.
      Você ESCOLHEU não casar no civil, ter essa opção é essencial.

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    6. Casar não é mero formalismo. Influi muito no direito de herança.

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  4. Eu preciso perguntar. Qual argumento seria válido para defender que não haja casamento com cabras?

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    1. Bom, a cabra não tem consciência para dar consentimento (dizer "sim" ao padre ou ao juiz). Creio que mesmo uma "relação estável" com uma cabra seria considerada crime de maus-tratos a animal.

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    2. e o incesto, no caso, casamento entre irmãos.

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    3. Mas e se a cabra gostar da coisa? E se o tamanho dso pênis proporcionar prazer? E se a relação for S&M? Mudos não podem se casar? Ou seria preciso um juiz versado em LIBRAS? A discussão só cabe porque desfocada: como gay que não quer se casar, quer apenas poder fazê-lo, se o desejar, preciso que haja garantias legais de que meu patrimônio, formado em conjunto com meu companheiro, não seja espoliado por uma família que sempre preferiu ignorar minha condição.

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    4. Olha que dependendo da cabra e do seu consorte (hehe), não seria caso de maus-tratos não!
      E o filhote deles poderia até ser "batizado" (na Igreja?) de Guzzo!

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    5. Isso mesmo. O mesmo raciocínio serve pra rebater os que querem ligar a luta pelos direitos negados aos LGBTs à pedofilia: uma criança ainda não possui capacidade para discernir se ela quer ter uma relação sexual. Logo, a pedofilia é diferente da prática homossexual, a qual inclui pessoas que voluntaria e conscientemente querem ter relações sexuais entre si.

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    6. Uma cabra não tem capacidade intelectual de dar consentimento, independente de falar ou não. Já a comparação entre a capacidade de um surdo e de uma cabra consentirem num casamento não passa de preconceito travestido de piada sem graça.

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    7. Se o cabra quiser casar, não é Sr. Bruno?

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    8. Quem disse que gay não quer casar e só precisa defender o patrimônio? Isso a união estável, que se aplica aos gays também, já garante. É claro que quer casar sim, mesmo que seja mudo e tenha que escrever "sim" (solução muito mais simples do que arrumar um juiz que saiba Libras). Agora se o gay for mudo, não souber escrever e quiser se casar com uma cabra, bem, nesse caso, podemos chamá-lo carinhosamente de Guzzo, porque chamar o filhote, que não tem culpa de nada, é sacanagem!

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    9. No caso do incesto creio que seja por quê as chances de se gerar um filho com problemas genéticos é mais alta que numa relação de 2 pessoas sem parentesco muito próximo. Então imagine se o incesto fosse natural e praticado por todos, será que um dia levaria a humanidade à extinção? Acredito que sim.

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    10. Parabéns... cada comentário desses que fazem só me provam que a maioria de suas relações são puramente sexuais. Poucos são realmente justificáveis e se enquadram no que um casamento deve se basear. Não sou intolerante mas com certeza não tolero perversidade presente em 80% da classe. Muito menos parada de orgulho de qualquer coisa. Vocês deveriam ser sérios e não ficar fazendo barulho por algo que está sendo naturalmente aceito nos quatro cantos do planeta.
      Sejam sérios que fica mais facil.

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    11. A cabra não é sujeito de direitos e deveres dentro do ordenamento jurídico brasileiro, desprovida de personalidade jurídica e natural, conforme artigos 1º e 2º do Código Civil vigente.

      Douglas Marques.
      www.dougmarques.wordpress.com

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    12. Se "o cabra" viver no nordeste, ele tem deveres dentro do ordenamento jurídico brasileiro, querido douglasmarques. :P

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  5. Texto fantástico, o melhor que vi até agora sobre o assunto. Eu acrescentaria apenas as seguintes colocações sobre a questão do casamento entre gays: "se casamento é apenas um laço que une dois indivíduos que podem gerar filhos, como fica a situação dos casais estéreis? E já que um casal de gays não é considerado uma família por não terem filhos entre eles, como fica as famílias formadas apenas por um pai e filhos, avós e netos, mãe e filha?" No mais, a gente vê que apenas com algumas palavras podemos descontruir toda falácia desse artigo do J.R.Guzzo, até porque, toda falácia pode ser descontruída.

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    1. Ia dizer mais ou menos isso nos cometários, mas já tá dito.. rs. Ótimo texto.

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  6. Parabéns pela paciência pra responder aquele texto boçal.

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    1. Não seria preconceito chamar de boçal quem expressou sua opinião? Excelente o texto de Guzzo. Representa a grande maioria das pessoas.

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    2. Então opinião é sempre algo correto?

      Você pode ter opinião e estar completamente errado.

      "Representa a grande maioria das pessoas" é você quem está presumindo. De qualquer forma, analisando a podridão da nossa sociedade, não me admiraria que isso fosse verdade. Falta muito ainda para melhorarmos um mínimo.

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    3. "Anônimo", por que se esconde? Diga seu nome real. Típico covarde! Ah, chamar um texto de boçal não é preconceito, é expressar opinião sobre a asneira que foi lida. Ah, "grande maioria" é redundância, primeiro aprenda a escrever e argumentar e depois vc pode voltar aqui, OK?

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    4. Não é preconceito chamar de boçal quem expressou uma opinião boçal.

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    5. Ué, chamar o texto dele de boçal é uma opinião também. E o que te faz pensar que a grande maioria das pessoas pensa assim?

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  7. DIXAVOU o imbecil. Parabéns.

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  8. Belíssima argumentação! A gente se revolta com algumas coisas, mas saber argumentar de verdade faz toda a diferença. Parabéns!!!

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  9. Só quero acrescentar uma coisa nesse ponto:
    Mas a sua ligação [entre gays] não é um casamento - não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco.
    Ora, se para ser casamento é preciso gerar filhos, então pessoas inférteis deveriam ser proibidas de casar e, caso casadas, deveriam ver ser casamento anulado se não procriassem.

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    1. isso acontecia antigamente, quando o Rei não engravidava a Rainha. Normalmente se creditava a mulher a infertilidade (onde já se viu falar mal do Rei? vai para a forca!), sendo o casamento anulado com o consentimento da Igreja ($$$) e o Rei partia para a próxima.
      Interessante é ver o tal Guzzo retomar um pensamento tão arcaico.

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    2. Muito boa a argumentação. Como um idiota pode escrever algo daquele jeito? Nossa, agora eu sei que qualquer um pode ser colunista de uma revista.

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    3. De uma revista não... da VEJA.

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    4. Eu Curti Isso!
      bem não tem o botão curtir então eu estou escrevendo.

      Gostei do que estou lendo, o pessoal está de parabéns,

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    5. Eu me pergunto se o cara é deliberadamente mal-intencionado ("vou escrever numa retórica que meus leitores brancos paulistanos de condomínio concordem comigo) ou é apenas burro e cretino, usando umas analogias sem sustentação ética, filosófica e etc, porque REALMENTE pensa assim.

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    6. Há anos eu pratico algo que tem me ajudado muito: "Saiu na VEJA, VEJA bem, OLHE e SIGA adiante pq não é sério!"
      Quase tudo que sai na VEJA serve à algum interesse que não a simples informação... isso acontece com política, comportamento e outros assunto... portanto, saiu na VEJA é ficção!

      Justiça seja eita, nem tudo é ficção, as datas e o preço impressos na revista são reais.

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  10. E a lógica de dizer que gays só são unidos pela preferência sexual, uma categorização supostamente não-válida? Usando o mesmo argumento, eu poderia dizer que "negros" não é uma categoria válida, porque o que os une é apenas a cor da pele (que aliás tem várias matizes), mas que há negros contra ou a favor da pena de morte, células-tronco, etc. A questão é categorizar grupos que têm, sim, diversidade entre si, ams têm interesses comuns (como defender sua liberdade, seja de que natureza for).

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  11. Parabéns, expõe de maneira crua, e ao mesmo tempo serena e ponderada, o lixo retórico perpetrado por Guzzo na Veja.

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  12. e qual seria o problema de um homem casar com a própria irmã? comparar incesto com pedofilia, uma violência contra alguém qu não tem como se defender, é um tanto quano preconceito...

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    1. Realmente seguindo a logica, nao teria problemas. Porem, nao vejo um grupo de irmaos reivindicando esse direito. Na minha visao essa seria a diferenca.

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    2. Pirata, por alguma razão que deve ser amplamente invstigada por antropólogos, não há uma cultura sequer no mundo hoje que considere o incesto algo natural - não significa que nunca tenha sido praticado, mas sim que sempre tenha sido considerado um tabu. Se formos elencar os porquês de tudo, pode ser questionado, até, o porquê de o prórpio consentimento em relações sexuais ser considerado essencial... Mas o fato é que nossa construção cultural não contempla o incesto e o não consentimento como coisas que são saudáveis a uma sociedade. Isso é, essencialmente, um problema, um tabu.

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    3. Pedofilia é crime e incesto não é. Mas o casamento entre irmãos não é permitido pelo Código Civil. Nem o casamento gay é previsto textualmente.

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    4. Anônimo das 00:45h: existem, sim, várias culturas no mundo em que incesto é permitido. Como você disse, a NOSSA construção cultural não contempla o incesto. Isso não quer dizer que todas o façam dessa forma.
      Não defendo o incesto, assim como NÃO defendo o homossexualismo. Toda essa discussão em torno de algo não natural, biologicamente errôneo, conceitualmente sem fundamento, como é o homossexualismo. Como fica a reprodução? O perfeito "encaixe" entre os órgãos genitais feminino e masculino? O poderoso e incomparável instinto materno? A amamentação? Os feromônios que geram a atração sexual?
      Por favor, tudo relativo ao homossexualismo é bizarro, não natural. Fadado à extinção, espero. Do homossexualismo ou da espécie, não sei qual vai primeiro. Enquanto aquele continuar sendo uma exceção, como o é em todas as espécies vivas, vamos levando. Quando virar lugar comum, bem... quiçá os Maias tenham razão.

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    5. Genesis, espero q a sua espécie seja extinta o quanto antes... Meu Deus qta ignorância...

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    6. Bem típico de uma pessoa que crê em verdades superficiais,e tem preguiça de pensar e estudar mais a fundo.

      Tudo isso que você falou e considerou como "natural" entre um homem e uma mulher,também pode ser inversamente natural para dois homens ou duas mulheres.

      Basta não ter preguiça de considerar certos fatos e deixar de ser um preconceituoso raso.

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  13. Pra quem se diz hétero, tenho certeza de que o Guzzo ainda vai levar MUITO FERRO até o fim da semana...

    Excelente artigo, Carlos. Tenho amigos e parentes que são homossexuais e ver o artigo desse cidadão me deixou realmente possesso, sou o tipo de cara que não suporta esse ódio irracional.

    Sinceramente, eu não consigo entender essa necessidade em taxar como certo ou errado com quem que a pessoa se deita. Tanta coisa que merece preocupação e agora tem isso? É uma coisa que não me entra na mente, sério.

    Já te conhecia de alguns contos pra revistas como a Dragão Brasil, e achei esse seu blog por referência a este artigo no Facebook. Bem, agora estou a acompanhar-te^^

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  14. Com queda de vendas e (possivelmente) dos contratos públicos, o artigo foi escrito para gerar notícia, ser amplamente divulgado (sobretudo, nas redes sociais) e, por conseguinte, vender mais revista. Não me parece um acaso nem o tom "surreal" nem o fato ter sido escrito por um dos editores da revista.

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    1. estava pensando exatamente nisso. Com o apoio explicito da revista a certos partidos de oposição a situação pode estar difícil. Tem também a questão da relevância: uma revista com este perfil e que ninguém comenta nada está decadente. Caiu nas redes sociais e causou mobilização e principalmente mídia. Queriam vender papel, apenas.

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    2. Caramba! Entrei no Kibeloco para dar risada e parei aqui, nessa patifaria. Cobatam preconceito com preconceito, condenem o tal do Guzzo por suas opiniões, ou a revista para a qual escreve, por opinar (na contramão das últimas tendências do SPFW) sobre questões tão sagradas quanto petismo, drogas e homossexualismo.

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    3. A opinião do senhor Guzzo meu caro Anônimo,não está acima da verdade nem do bem nem do mal,portanto,é passível de discordâncias e críticas!!

      Se você acha que os comentários expostos aqui são "patifaria",pelo simples fato de as pessoas também estarem expressando suas opiniões, parabéns você também está alimentando esse suposto "preconceito".

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  15. Parabéns, parece ter sido escrito com muita paciência e foi muito além do que a maioria queria ter dito. Muitos, inclusive eu, teria dado risada do Guzzo e tentado argumentar com emoção dizendo que é um absurdo a comparação dele, mas você fez muito melhor. Parabéns

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  16. Adoro pessoas que desconstroem discursos. Pena que aqui no Brasil pouca gente saiba ler. Entrelinhas, eu digo... :)

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  17. Obrigado pelas palavras, tão bem colocadas.

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  18. "Mas a sua ligação [entre gays] não é um casamento - não gera filhos, nem uma família, nem laços de parentesco"
    Portanto: a união em que uma ou mais das partes envolvidas descobre ser estéril não é casamento.

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  19. Parabéns pela forma de construção do texto e pelas ideias expostas nele. A mídia tem dado espaço para as pessoas mais equivocadas possíveis, fato.

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  20. LIXO TOTAL! A pessoa que escreveu isso simplesmente defecou pelos dedos e eu aqui, perdendo meu tempo lendo isso...

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  21. No momento em que comecei a ler o artigo dele e vi que ele só usa o termo "homossexualismo" percebi que só leria absurdos e coisas ultrapassadas. Homossexualidade é o termo adequado e "moderno".

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    1. Ultrapassado é você.

      O termo "adequado" e "moderno" é homoafetividade.

      Já o termo adequado para quem deduz, a partir de uma palavra, que "só leria absurdos" é PRECONCEITO.

      Embora alguns chamem de arrogância.

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    2. Para com isso. Gay é gay, pode chamar do que quiser, não altera a essência.

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  22. Ótimo texto, além de ótimos comentários. Muito difícil ver um texto desses sem um grupo de homofóbicos para defender a "injustiçada" Veja... e pensar que tem gente que está defendendo o artigo, dizendo que o povo descontextualizou um trecho e que quem lê o texto inteiro percebe que não há nada errado na argumentação desse infeliz... Mais uma vez, obrigada pela ótima análise do discurso!

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  23. Inteligente e correto. Mais tenho certeza que muitos que jogaram pedras lá no cara do outro post sequer mentalizaram 10% deste argumento. Bem, ao menos jogaram pedras no lugar certo.

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  24. O que me intriga é imposição dessas ideias a sociedade, deixando de lado a falácea do artigo, ainda creio que o homosexualismo hoje está sendo tratado de forma irresponsável pela imprensa em geral, e neste caso contrariando este artigo resposta, oq há hoje é certa apologia. Não acredito na homosexualidade como forma válidae natural de vida, não julgo não discrimino, entretanto não aprecio muito menos.

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    1. Pois é... se antes era um tabu, depois foi considerado normal e agora você acha que já tem apologia, fuja antes que vire obrigatório! Afinal, é válido e natural passarinho que come pedra saber...

      ^_^

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    2. "Não acredito na homosexualidade como forma válida e natural de vida." Pronto, julgou e discriminou ao mesmo tempo. O fato de ter dito logo em seguida que não o faz não anula o que acabou de fazer. Ou seja, você mente.

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  25. Até agora estou imaginando quais seriam as políticas públicas de uma cabra. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!

    Ótimo texto, tirou a nebulosa que mascarava o sofisma do autorzinho de quinta categoria.

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  26. Minha indignação quanto a esse texto já foi representada aqui por vários comentários, mas algumas considerações sobre o texto de guzzo ainda não foram abordadas: desde quando casamento gera parentesco? Cônjuge não é parente, é apenas cônjuge! Por outro lado, primos entre si ou padrasto(madrasta) e enteado(a) formam uma família, sem um ter que descender do outro!
    Não gostar de gay não é crime, assim como não gostar de negro, evangélico, judeu, nordestino ou gordo, mas é preconceito puro! Dá nojo ler um texto desse, mas nojo maior dá ao ver que alguns fatalmente concordarão com ele ¬¬

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  27. Bela argumentação. Na discussão deste assunto, creio que as primeiras questões a serem respondidas devam ser: o que é o casamento? pra que serve o casamento? Sem respostas muito bem definidas, até mesmo o texto do Guzzo pode ser coerente.

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  28. pra mim a homofobia não deveria existir, assim como os gays

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  29. perdi o tesão no seu texto quando deparei com a palavra "opróbio"... e olha que eu sou gay, hehehe...

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  30. Tenho muito medo de pessoas com o dom da retórica diante de um público ignorante. Essa talvez seja das mais perigosas combinações que o mundo já viu. Felizmente, há pessoas capazes de desconstruir discursos, com argumentos verdadeiros. Parabéns pelo texto!

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  31. As falácias não param. São tantas, que não há como a Veja se isentar dessa. Outro exemplo:

    "E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira."

    E qual o delinqüente que agride alguém por ele ser hétero? Isso porque foi citado um ponto mais extremo, o da agressão física. Mas e quanto fatos mais corriqueiros, como a agressão verbal, ou a discriminação no emprego?

    Outra falácia:

    "A mais nociva de todas essas exigências, porém, é o esforço para transformar a "homofobia" em crime, conforme se discute atualmente no Congresso. Não há um único delito contra homossexuais que já não seja punido pela legislação penal existente hoje no Brasil."

    A má fé intelectual do autor é tão grande, que ele se esquiva de comparar a reivindicação de criminalização da homofobia com o paralelo da criminalização de racismo. Por que? Simples: ele teve medo de parecer racista, e perder automaticamente algum apoio que encontrasse pro texto.

    Ora Guzzo, me explique então a diferença entre a criminalização do racismo e da homofobia. Afinal, segundo seu texto, hoje somos todos iguais, negros, brancos, héteros ou homossexuais. A violência e pobreza são igual pra todos. Então: qual a diferença?

    --> Leu na VEJA? Problema seu!

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  32. Olá Carlos, estou respondendo como anônimo apenas por não ter conta Google ou outra que possa ser validada pelo site

    Serei sincero: o começo do texto original apresentou sim (pra mim pelo menos) alguns pontos de vista interessantes, porém, realmente, nos pontos que você citou, parece que o autor foi sequestrado e algum acéfalo estranho assumiu o controle. Jura que alguém não entende qual a diferença entre um gay não poder doar sangue e um cardiopata não poder fazê-lo?

    Seu texto está muito bom, uma excelente contra-argumentação. Porém achei-o léxico demais. Se tivesse usado uma linguagem um pouco mais simples (exemplo rápido: "centro da discussão" ao invés de "cerne da discussão") talvez o texto ficasse mais acessível a outra parte da população.

    No mais, parabéns.

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  33. Péssimo texto.
    Da mesma maneira que não é razoável que o tal Guzzo utilize os exemplos que utilizou, não me parece razoável argumentar com base no que diria "um clone de Guzzo escrevendo numa revista da Arábia Saudita" ou um "precursor de Guzzo no século 20".

    Péssimos argumentos. Não se combate asneiras com asneiras.

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    1. Ora, talvez a analogia não tenha sido compreendida por voce pela maneira popular que o Carlos Orsi introduziu o argumento. Ele poderia ter iniciado alegando que se tratam ambos de contra argumentações contra grupos de nossa sociedade que tem seus direitos tolhidos por uma maioria dominante. E que os mesmos argumentos utilizados para o Guzzo poderiam sem utilizados bestialmente nessas situações citadas, os negros em nossa sociedade racista, ou os direitos das mulheres, em determinado canto do mundo ou em nossa historia recente. Veja que ambos causam o EXATO mesmo efeito argumentativo, porem, contra determinado grupo soa preconceituoso, por vivermos em uma sociedade que avançou nessa determinada igualdade, e não em outras. Nao se desfaça de um argumento perfeitamente valido, apenas pelo autor haver tentado facilitar, humanizar o texto a todos. Continua sendo valido e pertinente.

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  34. Primeiramente, gostaria de ressaltar que sua resposta foi simplesmente genial. Desconstruiu todo o cerne da linha seguida por J.R. Guzzo em sua tentativa torpe por banalizar o preconceito e a discriminação a que os gays são submetidos na sociedade. Se não bastasse isso, o articulista de Veja ainda promoveu comparações bárbaras, associando a homossexualidade com pedofilia, necrofilia e outras tantas práticas degradantes. Como homossexual, senti-me profundamente consternado por tamanha manifestação de intolerância, ódio e ignorância. E me sinto ainda pior ao saber que esse tipo de mensagem chegou a milhões de leitores Brasil afora e que muitos desses leitores irão endossar todas essas mentiras, essas falácias, de modo a expandir o preconceito. Lamentável.

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  35. A retórica foi refutada, mas não o conteúdo. Quando se mostra a falha do raciocínio, não se prova o seu contrário. Há uma enorme diferença entre as duas coisas.

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    1. As suas diferenças eu não sei, mas ficou evidenciado que o colunista tentou construir uma pagina para validar sua argumentação estupida e preconceituosa, e foi escrachadamente rechaçada por dezenas e centenas de escritores, jornalistas e blogueiros. Os verdadeiros pontos pertinentes como, porque determinada parcela da sociedade e impossibilitada de se casar, sendo que tal avanço não regrediria NENHUMA parcela da sociedade, pelo contrario, igualaria, nenhum argumento democrático chegou sequer perto de responder.

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    2. Rodolfo Araújo, talvez o seu tenha sido o melhor comentário de todo esse "melodrama" cada vez mais cotidiano.

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  36. Só para constar... União Homoafetiva é considerada Família pela Constituição Federal, conforme decidiu o STF recentemente. Afinal, se homossexuais podem formar União estável e esta é uma das formas de familia admitidas...
    Além de preconceituoso é mal informado.

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  37. Então o casamento heterossexual, onde um dos cônjuges seja estéril deve ser proibido?

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  38. JR Guzzo foi infeliz ao comparar gays com cabras, o que não desqualifica outros argumentos do artigo. E que papo é esse de "direita cristã conservadora que ama a VEJA"? Por acaso ler a revista é sinal de submissão ao Vaticano? É mentira que a tal "direita cristã conservadora" é contra o casamento gay. Reinaldo Azevedo é de direita, é cristão e é conservador e é a favor do casamento gay, DESDE QUE haja emenda que altere o significado de casamento na Constituição. Constituição que o STF espancou no julgamento da união civil entre homossexuais.

    Atacar a VEJA é mole. Quero ver atacar o sonso Jean Wyllys...

    PS: O correto é "opróbrio" e não "opróbio".

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    1. ah esses pseudointelectuais...

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    2. Então é melhor ler Carta Capital?

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  39. Caramba, como você é burro, confuso e prolixo com as palavras.

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    1. Burro é você, que não entendeu o texto do Orsi!

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    2. Nao consigo imaginar comentário mais inteligente.

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  40. Respostas
    1. Nao conheço e nem conhecerei.
      Nao estudo nem estudarei.
      Nao reflito nem refletirei.
      Nao penso, nem pensarei.
      E assim continuo baixando a cabeça e dizendo sim.

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  41. O colunista apenas defende um dos principios basicos da vida: a uniao sexual entre dois seres so e normal, quando ambos sao de sexos diferentes e abominacao um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher.

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    1. E todo seu embasamento e um livro que voce não tem ideia quem escreveu, quando escreveram e como. Apenas lhe contaram. E se julga no direito de infernizar a vida alheia demonizar o que desconhece. Leia o tal livro INTEIRO então e admita que e a favor da escravidão, de subjugar as mulheres e xenofobia.

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    2. O grande mal dos nossos tempos e darmos tanta enfase a desvios do comportamento humano. O certo e o certo, o errado e o errado. Desvios comportamentais nao teem que ser aceitos como normal, devem sim serem corrigidos.

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    3. Lendo o livro inteiro, conclui-se que a mensagem do amor supera todas, então nada de xenofobia, subjugar as mulheres e escravidão. A questão do homem se deitar com outro homem refere-se à incompatibilidade natural de reprodução da espécie. Como permaneceria o mundo se todos os homens se relacionassem sexualmente com homens e as mulheres com mulheres?

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    4. Então o que você me diz a respeito dos casais heterossexuais estéreis,também impossibilitados de terem filhos??

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  42. Ótimo artigo, Carlos Orsi! Eu gostaria de comentar este trecho do seu post:

    "As reações iradas ao artigo vêm se concentrando no grotesco das comparações -- com pedofilia, bestialismo, incesto..."

    Nele vemos que, dentro da falácia cuidadosamente descrita por ti, reside também a falácia do espantalho. Ou seja, para atacar o casamento gay, Guzzo coloca-o como parte integrante de um grupo onde todas as outras possibilidades de matrimônio são indefensáveis.

    Posto de outra forma, a falácia 'Gambito de Guzzo' trata-se na verdade de duas falácias aninhadas! O cara realmente se superou nessa, hehehe.

    Abraços!

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  43. Bom texto, mas concordo com Guzzo apesar da infelicidade de exemplos escolhidos.

    Eu acredito que os homossexuais deve garantir (lutar) por muitos direitos ainda.
    Então concordo com casamento gay.

    Porém discordo completamente transformar o homofobia em crime, pois pelo que entendi, homofóbico séria todo aquele expressa desacordo com quaisquer atitude homossexual?

    vou dar um exemplo:
    se um homem tenta se aproveitar de uma mulher lhe passando a mão, vai tomar uma na cara. Natural
    Se uma mulher passar a mão em uma outra mulher, essa lhe dando um tapa tbm seria homofóbica? (mesmo vale com homem c homem, com certeza a maioria são homofobicos)

    No segundo exemplo esta pessoa não seria considerada homofóbica?

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    1. Marcell, em primeiro lugar, um homem jamais deveria tentar se aproveitar de uma mulher, passando a mão ou usando de cantadas rasteiras às quais infelizmente nos habituamos, mas são uma herança cultural das mais lastimáveis.

      Em segundo lugar, quando se fala em criminalizar a homofobia, se pensa, antes de mais nada, em proteger milhares de pessoas que são brutalmente agredidas ou até assassinadas por sua orientação sexual.

      Você não leu sobre os irmãos gêmeos que estavam andando abraçados, foram confundidos com um casal gay e apanharam até que um deles morresse?
      http://atarde.uol.com.br/noticias/5849253

      Isso acontece muito mais do que se noticia. Homossexuais são mortos simplesmente por serem o que são.

      Homossexuais não estão lutando para poder passar a mão em outras pessoas na rua. Homossexuais estão lutando para poderem viver sem medo e garantir igualdade de direitos.

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    2. Concordo com você. Ele foi infeliz em alguns exemplos, principalmente quando tratou o assunto do casamento, que assim como você, eu sou a favor. No geral, acho que ele foi mal interpretado, e as pessoas tendem a misturar as opiniões, não conseguem por exemplo isolar o escritor do seu empregador, no caso a malfadada Revista Veja. Acredito que estamos indo por um caminho perigoso, onde interesses políticos são mascarados diante de assuntos polêmicos. O ponto mais interessante da matéria é quando o autor diz que não podemos jogar todos os homessexuais no mesmo bloco, afinal, além da condição sexual, são indivíduos diferentes entre si. Já escrevi algo parecido: http://juliana-soutelo.blogspot.com.br/2011/12/gente-nao-quer-so-comidaa-gente-quer.html
      o que não podemos fazer é uma caça às bruxas, na tentativa de tolir pensamentos. A discussão sempre será válida, desde que se tenha respeito pela opinião alheia e que se saiba separar ideias de caráter.

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    3. isto não é homofobia,é assédio....

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    4. isto não é homofobia,é assédio...

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  44. Querido, o texto de Guzzo é bom e expõe certas verdades que os "gayzistas" tentam esconder. ademais, ele serve deveras para escancarar a "mordaça" que os homossexuais desocupados querem impor à nossa sociedade. é um ABSURDO querer criminalizar a "homofobia", até mesmo porque nem conceituar "homofobia" peremptoriamente se consegue. demais disso, imperioso aduzir que não existe homofobia em Brasil. quantos homicídios ocorrem em nosso país? quantos são praticado UNICAMENTE pelo fato de o sujeito ser gay? um, dois? falácia verdadeira é essa tal "homofobia" que os "gayzistas" querem empurrar "goela abaixo" do nosso simplório e inculto povo. derradeiramente, de bom alvitre registrar que o escorreito é "opróBRIO", e não "opróBIO", como vc escreveu, consulte o léxico. sem mais.

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    1. Toda frase inicia-se com letra maiúscula. Consulte o léxico, querido. Sem mais.

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    2. Vc é burro. Ignorante. Com certeza não vai entender esse texto. Não tem alcance para isto. mas se um dia quiser usar um pouco o cérebro, aí vai um texto com argumentos sólidos e não comparações de cabras e espinafres...http://jeanwyllys.com.br/wp/veja-que-lixo

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    3. Hiiiiii... Chama "RUBÃO" e começa o texto com "Querido"... sei. Inháinnnn... :)

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  45. O melhor rebate ao texto do Guzzo tinha de vir de um repórter de ciência. Sensacional, Orsi! Abraços, Sabine.

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  46. Esquece você Orsi, que aqui pratica falácia também,desqualificando todo o texto por invalidade de algumas partes, vamos ser coerentes, aguardo a análise do restante.

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  47. Texto simplesmente perfeito. Obrigado!

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  48. Belo texto-resposta e a propósito, leia-se as considerações do Dep. Jean Willys em http://jeanwyllys.com.br/wp/veja-que-lixo...Aquele abraço, Renata

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  49. Parabéns, Sr. Carlos Orsi! O senhor inventou a metafalácia! :) É cada uma... :)

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  50. casamento é homem com mulher, simples assim. qualquer analogia, incluindo cabra ou qualquer outro bicho ou bicha, que tente justificar essas aberrações será dispensada.

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  51. A revista Veja celebrizou se por abrigar um bando de palpiteiros chegados a polemicas vazias, que se autodenominam colunistas, articulistas e o c... A quatro. Existe um ninho deles... Guzzo, Reinaldo Martins (que responde ele mesmo o próprio blog com varias mensagens elogiosas que ele mesmo escreve fingindo ser leitores apaixonados) e outros. São uns idiotas que querem aparecer. Querem ser Diogo Mainardi ( outro imbecil ) tentando um dia comparar se ao Paulo Francis. Na Época temos o Guilherme Fiúza , cineasta de um ou dois filmes e duble de palpiteiro, ops, colunista . São apenas uns chatos

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  52. Belo texto e belas argumentações. Não que eu discorde completamente do artigo da Veja...mas creio que ideia foi mal apresentada pelo JR Guzzo. Exemplos mal colocados e comparações infelizes acabam por distorcer a ideia central do texto.

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  53. Meus carissimos Deus criou Adão e Ivo ou Eva ? Amém ! Se o mundo for Gay vamos perpetuar a espécie de que forma ?

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    1. E todos são obrigados a seguir as leis de Deus? Então, se o mundo que Deus criou é perfeito, por que algumas pessoas são estéreis? Ou por que existem tantas crianças abandonadas ou maltratadas (geralmente por pais héteros perpetuando a espécie)... Além disso, o fato de ser homossexual não isenta ninguém de ter filhos(para isto, existem várias maneiras, inseminação,barriga de aluguel, adoção e etc)o que dificulta que eles os tenham é justamente o conceito estúpido de família, perpetuado pela igreja, que é exclusivamente pautado por ineteresses finaceiros(heranças, divisão de terras, etc)...Vamos pensar um pouquinho na historinha da Bíblia, se o exemplo começa com Adão e Eva, já deveríamos desconfiar, uma família constítuída por um Pai,uma Mãe e dois filhos do sexo masculino,com a missão de crescer e reproduzir. Então, sabemos que essa família praticava o insesto(já que Deus os criou, e não faziam parte de nenhuma evolução, eram os únicos na Terra) e para piorar tudo, um irmão matou o outro...Nossa, acho que a Biblia foi escrita por Nelson Rodrigues ou por Almodovar!Enfim, ninguém quer um mundo gay ou hétero, nem Preto,Branco, vermelho ou amarelo, nem um mundo de mulheres ou de homens, apenas lutamos para que todos tenham condições de viver intensamente suas diferenças. Pronto, só isso!

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    2. Aplausos para o seu comentário!!!
      Muito bom.

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  54. Finalmente alguem que se aproxima desse texto com uma visão lógica e racional. Devo dizer que discordei do texto pelas exatas mesmas razões que você, como adendo é interessante notar que pela definição de Guzzo, pessoas estéreis tambem não poderiam se casar.

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  55. Acima de tudo o cara pregou o respeito e isso que importa...
    todo gordo sofre agressões verbais, tal como barangas e gays ... isso não eh correto mas acontece com várias outras pessoas...

    não deveríamos ter leis em relação a homofobia especificamente, mas contra todo atentado a moral do ser humano...(bullyng) isso que ele quis dizer.

    aonde vcs gays querem chegar? ao ponto de que 50% da sociedade se torne gay? a criança nasceria e escolheria sua opção sexual livremente?

    na natureza isso não chega a essas proporções, homossexualismo existe sim, deve ser respeitado mas não deveria sofrer qualquer tipo de apoio. nossa espécie não se desenvolveu a ponto de nos mantermos tendo relações homossexuais. por isso sou contra qualquer tipo de apologia ou manifesto a favor do homossexualismo

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    1. "a criança nasceria e escolheria sua opção sexual livremente?" >> Sim. Exatamente isso.

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    2. "a criança nasceria e escolheria sua opção sexual livremente?"

      OH MY! Que ideia revolucionária! Deixar cada pessoa escolher sua orientação sexual em vez de ser atacada por preconceitos de gênero? Bebês que *precisam* usar roupinhas azuis OU rosa? Qualquer outra coisa é antinatural, não é mesmo?

      Daqui a pouco vão querer criar as crianças para pensar... Que absurdo, né?

      (Para os mau entendedores, isso é ironia, viu?)

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    3. Concordo com vc :) O texto está muito mal escrito, mas não acho a mensagem errada. Devemos respeitar e conviver com as diferenças, mas não precisamos ficar babando por causa disso. Se matarem uma mulher hetero e um gay então a vida do gay vale mais e a pena do criminoso será maior?

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  56. Muito legal seu texto Carlos Orsi, muito mesmo.

    Acho que se trata mesmo de criminalizar a homofobia, quando lemos a imbecilidade de José Roberto Guzzo temos a evidência de que ela é institucionalizada e consciente. A tal 'bancada evangélica' é uma máquina que já se ramificou em diversos setores (editoras, canais de televisão, na música, na educação...) e movimenta muito mais dinheiro que a gente imagina, mesmo porque não recolhem impostos.

    Desta vez o Civita barbarizou!!

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  57. espetacular, deviam ler seu texto nas escolas!

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  58. João Marcos

    Sr. autor, pegar partes pontuais do texto e rebate-las é muito fácil. Peço que faça isso com o texto completo de Guzzo, acho que seria mais juto!

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  59. Parabéns pelo texto, muito bom mesmo. O Jean Wyllys também escreveu um ótimo texto em resposta à esse absurdo. Se alguém se interessar, está no site dele...

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  60. Bom, primeiramente, ótima reflexão. Traz à tona a real deficiência causadora da maior parte dos desentendimentos e erros de juízo de valor entre os homens: o raciocínio (ou a falta dele) preguiçoso. O pobre autor do texto original se perdeu em seus próprios conceitos, se limitou à sua percepção e acreditou em sua própria verdade subjetiva como a verdade absoluta.

    Em segundo lugar, percebendo as inúmeras discussões aqui presentes sobre valores morais, gostaria - na humildade de um acadêmico de 20 anos com pouca experiência de vida - de expor minha opinião sobre aquilo que se convenciona na sociedade como "certo ou errado": não há verdade absoluta, e não é provado, até hoje, que exista um valor que seja o mesmo desde a antiguidade. Se toda verdade é relativa, quem é aquele que tem o poder de ditar o certo ou o errado? Quem pode me dizer que casamento entre pessoas do mesmo sexo é "imoral"? Quem possui o poder de estabelecer que "uma cabra não pode se casar com outra cabra"? E por que não um gato com um cachorro? Quem foi que disse que um homem não pode ter três ou quatro mulheres, ou que uma mulher deve ter apenas um homem?

    Não sei quem pode e nem quem deve ter o poder de "criar verdades fixas", mas eu sei o perfil de quem tenta: pessoas de caráter autoritário, egoísta e intolerante. É inútil querer discutir o que é moral e o que é imoral, porquanto o que é moral para dois, pode ser imoral para outros três. Sofismas não modificam os fatos, mas sim suas aparências.

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    1. Sem defender os argumentos do articulista da Veja, não entendo a opinião dele como verdade absoluta, pois foi apenas uma opinião, o cara tem todo o direito de tê-la, e temos o direito de contestá-la se assim nos couber.
      Toda opinião é uma verdade para si próprio. Se é assim que o articulista pensa, essa é a verdade para ele.
      Agora, seria importante prestar atenção a uma parte do texto que vejo que a maioria está ignorando. O Guzzo quando se refere ao casamento gay ele não dá uma opinião, ele repete o que diz a lei. Acho que o que está chocando as pessoas é a comparação com o casamento de um homem com uma cabra. Dependendo do ponto de vista isso parece bem ofensivo, mas olhando todo o texto acho que não era essa a intenção do redator. Em nenhum momento do texto entendo que ele está sendo contra a união de pessoas do mesmo sexo, mas relatando o que diz a Constituição brasileira. E por enquanto, que eu saiba, me diga se estiver errado, a lei só fala em relacionamento entre homem e mulher. Para que o casamento gay seja oficializado deve-se alterar a lei. Particularmente, antes que digam que sou homofóbico, saliento que pra mim não importa se querem casar ou não, pois eu acho que o "casamento" é um conceito religioso, e como não acredito nessas coisas, tenho convicção de que cada um deve fazer o que quiser da sua vida, desde que não atrapalhe a vida do outro. Eu vivo com a minha mulher a anos, e não preciso de nenhuma entidade para dizer quem eu sou, onde estou, o que devo fazer. Só respondo às leis do país em que vivo e ao que acho certo e errado. Se ela diz que devo pagar impostos, eu os pago, mas se um pastor, padre ou qualquer religioso vier dizer o que devo fazer em nome de qualquer deus, mando-lhe praquele lugar!
      Não existe a verdade absoluta, existe a Lei dos homens, e em nosso tempo atual, essa Lei foi construída pelo votos de diversas cabeças como manda a democracia. Se não gosta de determinada lei, brigue para mudá-la, junte pessoas com a mesma opinião, procure alguém que a represente nas casas legislativas, abuse dos bons argumentos e lute para que suas expectativas sejam aceitas.
      O que é certo hoje, pode ser errado amanhã, e vice-versa. A verdade da ocasião é um reflexo do seu tempo e será assim sempre.

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    2. O problema é que se você vier a falecer, a sua esposa vai ficar com a sua pensão quase que automaticamente, sem muitos questionamentos pelo INSS. Porém um casal homoafetivo nessa situação terá muita dificuldade em conseguir o mesmo benefício, mesmo com provas e testemunhas. Digo porque vi essa situação acontecer. Dois homens, amigos da minha família, que viveram juntos por muitos anos, quando um morreu, o outro buscou o direito à pensão, já que não tinha condições de trabalhar por motivos de saúde e obesidade extrema. Apesar de mostrar muitas provas, documentos e testemunhas, teve o direito negado. Ele se suicidou um mês antes da aprovação da lei de união afetiva. Estava passando necessidade, vivendo da caridade de amigos, e a ponto de ser despejado.

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    3. Flavio Zigbin, entendo que sob uma ótica dogmática da nossa Constituição surgem discussões quanto à constitucionalidade ou não da aceitação oficial do casal (ou família) homoafetivo, mas por esta razão existem discussões quanto à interpretação destes dispositivos (Art. 226, Parágrafo 3º da CF, por exemplo), que muitas vezes, por citarem homem e mulher como composição de família e em dispositivo algum proibir composição diferente (que talvez em 1988 fosse inimaginável à nosso Poder Constituinte), geram trabalho ao chamado Poder Constituinte Difuso - aquele que tem o papel de interpretar as normas da constituição sem modificar o seu texto, apenas seu sentido. Este papel de Poder Difuso é da sociedade e dos nichos sociais, apesar de a ultima palavra ser do STF. Depende de como a sociedade reage, e de como aquilo que está escrito respeita os pensamentos do povo, ou seja, é tudo uma questão mutável, e se não for mutável por interpretação, então é por Emendas Constitucionais, que para isto existem, para modificar o texto principal pontualmente, de forma a adaptar a constituição à realidade cultural e social do Estado. Resumindo o que quero dizer com toda esta formalidade e talvez reiterando seu pensamento: constatar (como fez Guzzo) o que está na lei ou o que está escrito não legitima tudo, se assim fosse, nada mudaria e seríamos súditos de um Rei absolutista que segundo a lei, seria o representante divino. Inconstitucionalidade ou ilegalidade de um fato não é impossibilidade de mudança.

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  61. Até cliquei num dos banners pra ver se, de forma minima, a qualidade desse texto te da algum retorno...

    parabens!
    :)

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  62. Ridícula essa análise! Totalmente parcial a causa gay. O texto do Guzzo pontua itens importantes e se mostra coerente ao que vivemos hoje em dia. A imposição dos ideais gays em nossos lares.. Pensem nas nossas crianças,elas não merecem ver isso.

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    1. Nossas crianças talvez sejam gays e precisem ver isso para saber que não são anormais. Pense nisso.

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  63. O que são os ideais gays? Acho que só tem um RESPEITO, uma criança não merece ter violência a sua volta, falta de educação e miséria. Sejam elas cometidas por negros, gays, judeus, feios, bonitos, petistas, tucanos e etc.

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  64. Uma pessoa sensata finalmente.
    A Veja deve ser ignorada. À medida que a população brasileira se educa, este lixo de revista e seus similares serão deixados de lado.

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    1. Perfeito o artigo de Guzzo, faltam mais pessoas com coragem de falar sobre este assunto com a coragem dele

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  65. Um texto que reflete somente, e tão somente, a militância gay. Faz referencias a subjetividades fracas de Guzzo, mas omite quando o mesmo toca em assuntos mais sério, como o que tudo pra vocês é caracterizado como 'homofobia'.

    Parabéns pelo escrita, mas não parabenizo pelo conteúdo que, repito, só tratou das partes convenientes.

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    1. Mais um tergiversando sobre um assunto já batido,tentando justificar a ideia de um artigo que está sendo amplamente refutado pelas pessoas que realmente pensam por conta própria.

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  66. Achei ridículas as comparações feitas entre a análise do Guzzo e de outros temas (voto feminino, voto em cabras etc). Temos na constituição a definição de que o casamento é uma união formal e reconhecida juridicamente entre um homem e uma mulher. A união estável entre pessoas do mesmo sexo já existe, mas ela não entra na definição de casamento. Os homossexuais, portanto, já têm seus direitos garantidos. Agora, mudar uma definição em defesa da igualdade é inaceitável.

    Os gays querem e merecem ser cidadãos iguais, mas não cidadãos superiores. Merecem ter voz e liberdade de expressão, mas não de tornarem suas opiniões únicas e absolutas.

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    1. Caso você não tenha percebido,o senhor Guzzo também não é o dono da verdade e está sendo criticado justamente pelas demais pessoas que também tem mesmo o direito a liberdade expressão.

      Não há nada de autoritário nisso.

      "Agora, mudar uma definição em defesa da igualdade é inaceitável."

      kkkkk me desculpe,mas agora eu tive que rir.Então o ideal pra você é que os homossexuais devam permanecer sendo tratados como cidadãos de segunda classe,em virtude da manutenção de uma definição discriminatória??

      O que "igualdade" pra você afinal?

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  67. Caramba! Este blog tá cheio hoje. Espero que este pessoal volte sempre pra ler os posts sobre ciência.

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  68. Incrível.

    Não sou gay, porém apoio a causa e acredito que só teremos uma sociedade justa se todos puderem fazer uso de seu livre arbítrio de forma pacífica e conciliadora. Tanto eu quanto minha esposa trabalhamos para conscientizar e ajudar no apoio ao movimento.

    Há mais com que o Estado se preocupar, como crimes hediondos e corrupção.

    Que deixe que quem se ama viva da forma como bem entenderem.

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  69. Perfeita a sua explanaçao. Vou seguir a atitude do Antonio Bordallo e clicar em algum banner!

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  70. Texto muito bem construído, porém tendencioso. O fato de se ater somente a situações pontuais no texto do Guzzo (que apresenta falhas grosseiras em relação às comparações) minimiza o tom crítico e imparcial que esperava encontrar aqui.

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  71. Poucas pessoas conseguem entender o que o Guzzo quis dizer com seu texo, vejo que o autor desse blog aqui foi uma entre milhares que não conseguiu vislumbrar a intenção do Guzzo com seu texto. Isso acontece tanto com homosexuais e negros, querem ser tratados iguais mas querem direitos diferenciado! Se um homosexual veste uma camisa com as palavras "orgulho gay" ele tá defendendo o "movimento dos oprimidos", se um heterosexual veste uma camisa com as palavras "orgulho hetero" esse logo é taxado de preconceituoso e racista!

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  72. A Homossexualidade vai contra TODOS os sentidos e desconheço e desafio qualquer um a provar o contrário...
    - da criação?
    - da fisiologia
    - da educação
    - da cultura
    - dos seus pais que te pariram, e não pariram para ser gay...

    Não é como ser por exemplo, negro, índio, branco, deficiente, calvo, gordo..(A ESTES TODO MEU RESPEITO PELA LUTA DA IGUALDADE étnica) homossexual (3°sexo) é uma imposição, creio que lutar por direitos iguais seja muito mais digno que lutar por ser gay, isso não existe em lugar algum e uma das poucas referencias até Bíblicas sobre o Homossexualismo (Sodoma e Gomorra) foram completamente destruídas por Deus, por justamente prevalecer nestes "antros/cidades" o homossexualismo...

    O mundo inteiro é que esta atrasado em relação ao 3º sexo(que não existe), Cristianismo, Islã, Budismo, Hinduísmo, judaísmo, islamismo, Espiritismo, zoroastrismo, tudo isso "aprova" esse desvio sexual...?? ou só aqueles em que há a libertinagem sexual é que estão a frente, o que é minoria?

    qual criança se tivesse capacidade de escolher gostaria de ser adotada por "gays"? só são por serem incapaz de suas decisões de escolha " seriam "elas" criadas na normalidade?
    P.e.
    Na escola no dia dos pais/mães não seriam constrangidas? Ou retiremos o dia dos Pais e faremos algo do tipo Dia do que te criou?
    Como você nasceu?
    De onde você saiu?

    Só é "partidário a causa" aquele que tem um próximo do seu circulo de convivência... ele vira aceitável no seu meio, mais antes NÃO O ERA.

    "Se Deus criou macho e fêmea, não vai ser o Senado que vai criar um terceiro sexo com uma lei" disse. "É preciso que eles [homossexuais] entendam que o anseio grotesco de uma minoria não vai se fazer engolir", afirmou.
    Senador Magno Malta (PR-ES)
    Ref.: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/lei-nao-pode-criar-terceiro-sexo-diz-magno-malta-em-marcha-em-brasilia.html

    Quanto ao ser humano, qualquer um tem meu mais estimado respeito..."SER HUMANO", quanto a libertinagem sexual é impossível existir o 3º sexo e em um Pais em que "proliferam" leis como o nosso, logo, logo seremos obrigados a aceitar essa "falsa normalidade" que só é aceita porque conhece um ... falar "deles" agora é homofobia... (se não agradar).

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    1. A sua falha é justamente a falácia com relação a luta pelos direitos civis de um grupo que você nem sequer tem contato.

      Uma pessoa que apoia a "causa gay",não necessariamente precisa ter algum parente ou amigo gay ou participar ativamente do movimento,basta ter um pouco de conhecimento a respeito de Direitos Humanos, não precisar se agarrar com unhas e dentes a Bíblia ou a Deus,basta não ter preguiça de pensar por conta própria e ter a capacidade de tratar o próximo da mesma forma forma como você gostaria de ser tratado.

      Algo que você está longe se alcançar infelizmente.

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  73. Muito bom o texto. Só acho engraçado que quem criticou falando em "militância gay" só pode bradar ao vento, não pode apresentar argumentos desconstruindo a crítica à veja.

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  74. Em tempo Orsi, não te sigo, não tive o prazer em conhece-lo, e numca ouvi falar de Guzo... e respeito a opinião de ambos.
    (caso possa adicionar isso no final de minha opinião enviada.)

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  75. por que vocês odeiam as pessoas normais? Guzzo esta certo.aceitem e pronto.

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  76. Prezado Carlos,

    O infeliz artigo de J.R. Guzzo me fez lembrar (e talvez até possa ter sido inspirado) em um episódio que ocorreu na cadeira de Direito Constitucional II da Universidade de Lisboa. O professor Paulo Otero, em uma avaliação, propôs que os alunos respondessem a uma questão que comparava o casamento homossexual à poligamia e bestialismo, gerando polêmica no meio jurídico e acadêmico de Portugal. Talvez J.R. Guzzo seja, na verdade, somente um pobre discípulo de Paulo Otero.

    Em tempo, uma notícia sobre o ocorrido:
    http://www.tvi24.iol.pt/portal-iol/casamento-gay-teste-direito-polemica-tvi24/1157232-5281.html

    Abraço

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  77. O primeiro texto realmente de certa forma falhou em parte de seus exemplos e argumentos mas não houve equívoco ao relatar o fato de que os gays vêm cada vez mais tentando recriminar e criminalizar a liberadade de argumentação quanto as suas práticas, inclusive as errôneas.

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  78. É exatamente isso. Retórica é a arma dos maus intencionados para tornar algo "plausível". A minha pergunta restante, apenas é: da mesma forma, não poderiam, usando a "liberdade" homossexual (e aqui explico que meu interesse é apenas técnico em termos dialéticos) para, mais tarde, aplicá-la como instrumento ou premissa, para liberar outras práticas proibidas hoje em dia?

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  79. Eu havia prometido não responder à coluna do ex-diretor de redação de Veja, José Roberto Guzzo, para não ampliar a voz dos imbecis. Mas foram tantos os pedidos, tão sinceros, tão sentidos, que eu dominei meu asco e decidi responder.

    A coluna publicada na edição desta semana do libelo da editora Abril — e que trata sobre o relacionamento dele com uma cabra e sua rejeição ao espinafre, e usa esses exemplos de sua vida pessoal como desculpa para injuriar os homossexuais — é um monumento à ignorância, ao mau gosto e ao preconceito.

    Logo no início, Guzzo usa o termo “homossexualismo” e se refere à nossa orientação sexual como “estilo de vida gay”. Com relação ao primeiro, é necessário esclarecer que as orientações sexuais (seja você hétero, lésbica, gay ou bi) não são tendências ideológicas ou políticas nem doenças, de modo que não tem “ismo” nenhum. São orientações da sexualidade, por isso se fala em “homossexualidade”, “heterossexualidade” e “bissexualidade”. Não é uma opção, como alguns acreditam por falta de informação: ninguém escolhe ser homo, hétero ou bi.

    O uso do sufixo “ismo”, por Guzzo, é, portanto, proposital: os homofóbicos o empregam para associar a homossexualidade à ideia de algo que pode passar de uns a outros – “contagioso” como uma doença – ou para reforçar o equívoco de que se trata de uma “opção” de vida ou de pensamento da qual se pode fazer proselitismo.

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  80. Não se trata de burrice da parte do colunista portanto, mas de má fé. Se fosse só burrice, bastaria informar a Guzzo que a orientação sexual é constitutiva da subjetividade de cada um/a e que esta não muda (Gosta-se de homem ou de mulher desde sempre e se continua gostando); e que não há um “estilo de vida gay” da mesma maneira que não há um “estilo de vida hétero”.

    A má fé conjugada de desonestidade intelectual não permitiu ao colunista sequer ponderar que heterossexuais e homossexuais partilham alguns estilos de vida que nada têm a ver com suas orientações sexuais! Aliás, esse deslize lógico só não é mais constrangedor do que sua afirmação de que não se pode falar em comunidade gay e que o movimento gay não existe porque os homossexuais são distintos. E o movimento negro? E o movimento de mulheres? Todos os negros e todas as mulheres são iguais, fabricados em série?

    A comunidade LGBT existe em sua dispersão, composta de indivíduos que são diferentes entre si, que têm diferentes caracteres físicos, estilos de vida, ideias, convicções religiosas ou políticas, ocupações, profissões, aspirações na vida, times de futebol e preferências artísticas, mas que partilham um sentimento de pertencer a um grupo cuja base de identificação é ser vítima da injúria, da difamação e da negação de direitos! Negar que haja uma comunidade LGBT é ignorar os fatos ou a inscrição das relações afetivas, culturais, econômicas e políticas dos LGBTs nas topografias das cidades. Mesmo com nossas diferenças, partilhamos um sentimento de identificação que se materializa em espaços e representações comuns a todos. E é desse sentimento que nasce, em muitos (mas não em todas e todos, infelizmente) a vontade de agir politicamente em nome do coletivo; é dele que nasce o movimento LGBT. O movimento negro — também oriundo de uma comunidade dispersa que, ao mesmo tempo, partilha um sentimento de pertença — existe pela mesma razão que o movimento LGBT: porque há preconceitos a serem derrubados, injustiças e violências específicas contra as quais lutar e direitos a conquistar.

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  81. A luta do movimento LGBT pelo casamento civil igualitário é semelhante à que os negros tiveram que travar nos EUA para derrubar a interdição do casamento interracial, proibido até meados do século XX. E essa proibição era justificada com argumentos muito semelhantes aos que Guzzo usa contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    Afirma o colunista de Veja que nós os e as homossexuais queremos “ser tratados como uma categoria diferente de cidadãos, merecedora de mais e mais direitos”, e pouco depois ele coloca como exemplo a luta pelo casamento civil igualitário. Ora, quando nós, gays e lésbicas, lutamos pelo direito ao casamento civil, o que estamos reclamando é, justamente, não sermos mais tratados como uma categoria diferente de cidadãos, mas igual aos outros cidadãos e cidadãs, com os mesmos direitos, nem mais nem menos. É tão simples! Guzzo diz que “o casamento, por lei, é a união entre um homem e uma mulher; não pode ser outra coisa”. Ora, mas é a lei que queremos mudar! Por lei, a escravidão de negros foi legal e o voto feminino foi proibido. Mas, felizmente, a sociedade avança e as leis mudam. O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é legal em muitos países onde antes não era. E vamos conquistar também no Brasil!

    Os argumentos de Guzzo contra o casamento igualitário seriam uma confissão pública de estupidez se não fosse uma peça de má fé e desonestidade intelectual a serviço do reacionarismo da revista. Ele afirma: “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”. Eu não sei que tipo de relação estável o senhor Guzzo tem com a sua cabra, mas duvido que alguém possa ter, com uma cabra, o tipo de relação que é possível ter com um cabra — como Riobaldo, o cabra macho que se apaixonou por Diadorim, que ele julgava ser um homem, no romance monumental de Guimarães Rosa. O que ele, Guzzo, chama de “relacionamento” com sua cabra é uma fantasia, pois falta o intersubjetivo, a reciprocidade que, no amor e no sexo, só é possível com outro ser humano adulto: duvido que a cabra dele entenda o que ele porventura faz com ela como um “relacionamento”.

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  82. Guzzo também argumenta que “se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for”. Bom, nós, os gays e lésbicas, somos como o espinafre ou como as cabras. Esse é o nível do debate que a Veja propõe aos seus leitores.

    Não, senhor Guzzo, a lei não pode obrigar ninguém a “gostar” de gays, lésbicas, negros, judeus, nordestinos, travestis, imigrantes ou cristãos. E ninguém propõe que essa obrigação exista. Pode-se gostar ou não gostar de quem quiser na sua intimidade (De cabra, inclusive, caro Guzzo, por mais estranho que seu gosto me pareça!). Mas não se pode injuriar, ofender, agredir, exercer violência, privar de direitos. É disso que se trata.

    O colunista, em sua desonestidade intelectual, também apela para uma comparação descabida: “Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos”. O que Guzzo não diz, de propósito (porque se trata de enganar os incautos), é que esses 300 homossexuais foram assassinados por sua orientação sexual! Essas estatísticas não incluem os gays mortos em assaltos, tiroteios, sequestros, acidentes de carro ou pela violência do tráfico, das milícias ou da polícia.

    As estatísticas se referem aos LGBTs assassinados exclusivamente por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero! Negar isso é o mesmo que negar a violência racista que só se abate sobre pessoas de pele preta, como as humilhações em operações policiais, os “convites” a se dirigirem a elevadores de serviço e as mortes em “autos de resistência”.

    Qual seria a reação de todas e todos nós se Veja tivesse publicado uma coluna em que comparasse negros e negras com cabras e judeus com espinafre? Eu não espero pelo dia em que os homens e mulheres concordem, mas tenho esperança de que esteja cada vez mais perto o dia em que as pessoas lerão colunas como a de Guzzo e dirão “veja que lixo!”.

    Jean Wyllys

    Deputado Federal (PSOL-RJ)

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  83. Apenas sobre o último parágrafo (isso sai um pouco da lógica e entra mais na cultura e História):

    O Estado é laico sim.

    Mas a noção, instituição, conceito e prática do casamento monogâmico é oriunda do preceito cristão. Preceito este que é concomitante ao estado laico em sua noção (a frase de Jesus "dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" é raiz disso) e uns 1700 anos anterior em sua ação (na França).
    Ora, se César quer emprestar a instituição inaugurada por Cristo, ele deve dar especial ouvidos aos seguidores do Mestre, para não desviar da finalidade.
    Talvez César possa dizer a Cristo: Sei que esse conceito é seu, mas eu vou copiá-lo e editá-lo, estendendo aos homossexuais.
    Só que, os seguidores do Mestre fazem parte do César. E têm direito de defender que César siga seus interesses. A motivação dos seguidores de César não pode ser impugnada. Não interessa se eles querem que César siga o que o Mestre disse nesse aspecto. Se o César é democrático, os seguidores do Mestre serão ouvidos, e se tiverem força política ganharão.
    Se o Estado é laico, então o casamento gay feito pelo Estado deve ser fruto de ato político. Quem tiver mais força política ganha.
    Pelo respeito à religião, contudo, caso o casamento gay aconteça (e já está acontecendo), há que ficar claro que este nada tem a ver com o casamento religioso, e talvez nem a palavra casamentod deva ser usada. O ideal seria que ficasse claro quais os fundamentos do casamento laico.
    Há que ficar claro, então, já que os casamento religioso não pode ser para gays, pois isso iria contra tudo quanto já se disse sobre casamento, que nenhum religioso seria obrigado a casar gays, ainda que fanáticos. viessem acusar a recusa de "homofobia".

    Ainda: É realmente difícil de entender o problema. Sexualidade não é uma coisa íntima? Os gays, desde sempre (exceto no socialismo e na Inquisição - engraçado lideranças gays serem socialistas, né?), podem fazer suas atividades homossexuais! É difícil entender o porquê de terem que envolver tanta gente nisso! Se o homossexualismo (homossexualidade) é categoria de ser humano a reividicar direito, então teríamos inúmeras categorias de seres humanos igualmente capazes de reinvidicar direitos porque têm desejos "x" ou "y".
    Alguém poderia alegar que sua condição sexual é ser poligâmico, que nasceu assim, nunca escolheu, e por isso tem que ter reconhecido seu direito ao casamento poligâmico senão será um enorme preconceito!
    Alguém poderia alegar que sua condição sexual é ser pedófilo, que nasceu assim, nunca escolheu, e por isso tem que ter reconhecido seu direito a casar com uma criança senão será um enorme preconceito!
    Alguém poderia alegar que sua condição, orientação ou coisa que valha, é ser zoófilo. Ele nasceu assim, nunca escolheu. Que o Estado deve reconhecer sua união com a cabra, senão será um enorme preconceito!
    Assim teremos leis antihomofobia, antipoligamiafobia, antizoofiliafobia, antipedofiliafobia.

    Voltando: Pra que serve o casamento se os órgãos reprodutivos dos membros não são usados? Casamento é sociedade empresarial?

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    1. Além de relativizar,comparar,generalizar e banalizar tantas "práticas" sexuais ou afetivas com a homossexualidade,você ainda alega:

      "Pra que serve o casamento se os órgãos reprodutivos dos membros não são usados? Casamento é sociedade empresarial?"

      Então quer dizer que casais heterossexuais estéreis,na sua concepção,não podem casar??

      O fato de um heterossexual se achar tão superior a um homossexual justamente por poder se casar sem interferências maiores do Estado,gerar filhos etc... chegando ao ponto de lhes negar direitos constitucionais básicos.

      Me parece acima de tudo prepotência e mesquinharia.

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    2. Os casais heterossexuais estéreis podem recorrer a vários tratamentos e, caso não haja saída, pelo menos estarão unidos fisicamente pelos órgão reprodutivos.

      Se os homossexuais não querem ver suas práticas e desejos comparados então é porque de fato se acham superiores. Querem a supremacia.

      Homossexuais têm assegurado todos os direitos constitucionais básicos. O casamento não é direito constitucional dos homossexuais. Isso está expresso claramente no art. 226 §3º.

      Repare que em minhas linhas ninguém foi ofendido, ninguém foi chamado de prepotente, mesquinho etc. Quando se quer usar apenas o cérebro não é preciso ofender. Ofensas simplesmente impedem o debate.

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  84. Seu texto apenas "rebate" os trechos exagerados do Guzzo com o mesmo exagero. Apesar dos exageros do texto dele, entendi perfeitamente o que ele quis dizer. Afinal, não é só feito de exageros. E concordo com o ponto de vista dele.
    Seu texto é muito inteligente. Porém, um "mais do mesmo as avessas".

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  85. Carlos,

    Nada como usar o Vaticano para encerrar o debate e se sentir "superior", não? Você não usou uma até pior "metodologia" que o Guzzo, o "ad hominem", do começo ao fim?

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  86. Bela resposta, mas peca gravemente pelo fato de chamar pedofilia e incesto de coisas "grotescas" e "perversas". Pô, assim fica difícil, tem preconceito e ignorância até entre os que reclamam de preconceito e ignorância.

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  87. Não é o Guzzo que está colocando a idéia de família e geração de filhos dentro da idéia de casamento. O casamento, no surgimento do seu conceito, que é religioso, representa a constituição de uma família para a geração de filhos. O conceito de casamento surgiu dentro da religião, e não dentro do Estado.

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  88. O uso de palavras "difíceis" mascara uma tremenda falta do que falar, o autor critica o lógica de Guzzo, mas utiliza uma lógica mais imbecil ainda para expor o que pensa.

    "Niente è allineare. Tutto è consentito"

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  89. Realmente é de ficar assustado diante de tanta loucura.... Por favor, pare esse trem que quero pular desse mundo.

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  90. Pior é dizer que gosta de Veja é cristão, conservador e de direita. Só faltou acrescentar, homem, branco, hetero...
    Fiquei incomodado e me pergunto até onde vão nossos pré-conceitos e do autor...
    Começo a achar que estou a caminho de ser discriminado, pois sou homem, hetero, branco e ateu - ah! e apesar de hoje ser classe média, isto é, ser da "elite", isto só foi conseguido a custa de muito estudo e sacrfício pessoal. Quanto a ser direita, se ser defensor da Liberdade (com L maiúsculo) é ser de direita, então sou de direita; se defender que os governos devem cuidar dos cidadãos hiposuficientes - aqueles que tem algo a menos que os outros, seja física, mental ou economicamente - for de esquerda, sou de esquerda.
    Mas concordo que o texto tem muita falácia. Talvez até mais que o uso da palavra homofobia em si.

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  91. Uma pena realmente. Como podemos nos perder nas armadilhas das palavras.

    Por família entende-se o conjunto de pessoas que possuem "GRAU DE PARENTESCO" entre si e vivem na mesma casa formando um lar.

    Triste como caimos facilmente em erros elementares.

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    1. Bom, seguindo essa lógica: um casal heterossexual, por exemplo, onde um membro ou ambos são estéreis também não pode ser considerado uma família, isso? Um casal de idosos que já não pode mais gerar descendentes (grau de parentesco?) também, certo?
      Emiliano, quem você pensa que é pra definir o que é família pra quem quer que seja?

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  92. Colocação perfeita do Sr. Orsi, quase uma aula sobre argumentação. A muito vejo que o jornalismo se torna cada vez menos jornalismo. A imparcialidade dá lugar ao “eu acho” ou “eu penso” dos pseudo-jornalistas. Onde estão os textos dissertativo-argumentativos que vemos no ensino médio? Aquele que o professor nos ensina que temos que apoiar a argumentação em fatos sólidos, números estatísticos e citações de renome para convencermos o leitor da melhor forma possível. O texto do Sr. Guzzo só vem mostrar a decadência do jornalismo, onde qualquer um tira um punhado de ideais da cabeça e pensa que vai criar um texto genial. Os argumentos de Guzzo são tão fracos que até mesmo um aluno do ensino médio contestaria seu texto sem dificuldades. O pior é que ainda existem leitores que vão ao blog e a aplaudem este texto, apóiam veementemente, pobres alienados. Parabéns a Carlos Orsi por expor tão bem a fragilidade de um texto tão preconceituoso.

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  93. Acho que sua resposta ao texto do Guzzo não abrange as questões mais importantes. Vc se ateve ao aspecto lógico-formal, sem discutir o mérito da coisa.
    A discriminação oficial contra os gays vem sendo bastante atenuada. Já podem fazer união estável, já há decisões permitindo o casamento e eles podem adotar também.
    A questão da transfusão de sangue tem raízes históricas, de quando a AIDS surgiu e era basicamente uma doença de gays. Hoje cabe uma revisão disso, mas, vamos lá gente, não doar sangue não viola um direito supremo da pessoa.
    Por fim, a discriminação social é algo que está presente. Mas seria a melhor política criminalizar ataques aos gays? Não é com porrete que se resolve ou se muda o pensamento social...

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  94. A realidade é que estes grupos gostam mesmo é de causar impacto algumas vezes me pergunto se este não seria realmente o objetivo principal dos homossexuais, pois as pessoas heterossexuais sempre viveram umas com as outras normalmente passando por problemas bem semelhantes e nunca precisaram aclamar em medias para que sues problemas fossem resolvidos.
    Não tenho preconceito e jamais maltrataria alguma pessoa de nenhuma forma mais acho que isso é uma grande bolha e que as pessoas estão buscando visibilidade ao invés de algo para si mesmo.

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  95. As opiniões de Guzzo e Orsi protagonizam uma reflexão: Onde e como a sociedade brasileira vai informalizar a discussão sobre a homossexualidade? O que se percebe claramente, e isso já tem algum tempo, é que existem duas frentes "carnavalescas" de defesas das causas Pró-gay e Anti-gay... Concordo com Guzzo em dizer que o conceito HOMOFOBIA esta sendo deturpado e usado de forma generalizada para qualquer discordância da aceitação homossexual (entenda-se como opinião) e que a causa gay usurpa o verdadeiro intento de sua luta, através de representantes de pouca credibilidade que habitualmente vemos na mídia.

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  96. Sou totalmente a favor do casamento homossexual. Por mim, cada um faz o que quiser com a própria vida. Acho que até o casamento entre mais de duas pessoas deveria ser permitido.

    Mas não simpatizo com o movimento gay porque eles, em geral, não respeitam a liberdade de expressão.

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  97. Porque tanta polêmica sobre a Homossexualidade? Porque as pessoas se incomodam tanto com os outros?

    Incomodados deveríamos ficar com a violência, corrupção, fome, miséria, injustiça e crueldade.

    Mas... queremos mesmo é saber o final da novela, TV a cabo com 200 canais, viver nossas vidinhas medíocres e nos incomodar com quem tem os culhões de se aceitar como é.

    Desde a década de 40 o mundo não era tão careta. Mas naquela época havia um motivo: era o mundo que o mundo conhecia. Depois, vieram as revoluções musicais, culturais e comportamentais das décadas de 60 e 70 e deveríamos ter aprendido a ser menos preconceituosos. Mas hoje "moderninho" é o sujeito que prega virgindade, lê Padre Marcelo Rossi, escuta sertanejo universitário e têm como ídolo o Jair Bolsonaro.

    Que mundo bunda-mole! Que falta fazem Elvis Presley, Jim Morrison, Raul Seixas, Freddie Mercury, Kurt Cobain, Cazuza, Renato Russo e tantos outros...

    "Meus heróis morreram de overdose. meus inimigos estão no poder"

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  98. Não sei o que é mais degradante: um artigo homofóbico, preconceituoso, recheado de comparações torpes e ignominiosas como esse ou o respaldo que diversos leitores têm feito dele. Quem sabe se essas pessoas (o articulista e os leitores que concordam com o conteúdo) vivessem um dia que fosse como gay, elas não passariam a enxergar a questão de outra maneira? Quem sabe nessa hipótese se elas não parariam de banalizar o preconceito e a discriminação a que os gays são submetidos na sociedade? É aquele velho ditado: pimenta nos olhos dos outros é refresco. Quando não é com você, soa tão mais ameno ver alguém comparando o seu amor com incesto, zoofilia, pedofilia e outras formas degradantes do tipo. Quando não é com você, a rejeição gratuita a outra pessoa pode ser enquadrada da mesma forma banal que uma rejeição a um "espinafre". Esse é o problema da falta de civilidade, de respeito ao próximo, de respeito e compreensão às diferenças, de respeito à dignidade do ser humano: as pessoas não sabem se colocar no lugar das outras, preferem criar pré-julgamentos e banalizar o sofrimento do próximo. Considero tudo isso (o artigo lamentável e as opiniões favoráveis igualmente lamentáveis) extremamente degradante. É nessas horas que bate uma sensação de falta de esperança na humanidade.

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  99. Eu amei a forma como vc " desmembrou" e explicou a argumentação texto, provando que ela é incoerente, utilizando-se de outras situações. Não é fácil fazer isso: Um leitor desatento pode tomar como certo a linha de raciocínio do autor do artigo da Veja porque simplesmente não a entendeu.
    Muito Bom!

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  100. Bom dia a todos.
    Não sou contra gays, muito pelo contrario. Só que este assunto me fez pensar em:
    Qual a diferença entre casamento e união estável, fora os termos?
    Caso fosse liberado o casamento entre homossexuais, estes poderiam "obrigar" padres, pastores, rabinos, etc a conduzir a cerimônia? Ou teriam que, caso quisessem um ato religioso, fundar uma propria "igreja" ??

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  101. em partes concordo com o Guzzo,
    não sou contra os homossexuais, discordo no fato de eles quererem transformar o homossexualismo em escolha, em terceiro sexo, e quererem enfiar isso guela abaixo na sociedade.
    a pessoa homossexual, já nasce assim, "no corpo errado", isso acontece em uma pequena parcela dos seres. pois biológicamente falando todos os seres que tem reprodução sexuada, precisam de um individuo macho e fêmea, para se reproduzirem. Não existe terceiro sexo como hoje querem que seja ensinado nas escolas, isso não precisa ser nenhum PHD para saber, quando você nasce você é o sexo masculino ou feminino, a homossexualidade, não é uma opção, como querem que seja, pois ai virará modismo ser gay, biologicamente todos nascemos macho ou fêmea, enquanto crescemos nosso corpo vai dizer, se somos heterossexuais, homossexuais ou bissexuais.
    agora não concordar com alguma coisa, querer transformar em homofobia é retrocesso, ninguém é obrigado a concordar com nada, já acabou a ditadura onde as pessoas não podiam expressar sua opinião, isso é modismo gay o que está acontecendo hoje no Brasil.

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  102. Não existe limites para a ignorância do ser humano, meu deus, vocês não entendem? Os gays não querem entrar na igreja de véu e grinalda, eles querem os direitos legais que vem junto com o casamento, direito a pensão para o parceiro, divisão de bens, acordem, parem de pensar na porcaria da religião.

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  103. Esses “jornalistas” com seus textos inflamados e bizarros... Quanto rancor, quanta raiva no coração. Deve ser falta de espinafre na dieta!

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  104. Andrei Rosa, sei que talvez seja difícil para um ignorante como você compreender, mas orientação sexual é uma coisa e gênero é outra coisa diferente. Um gay não deixa de ser homem nem uma lésbica deixa de ser mulher. Esse argumento clichê é tão ou mais ridículo do que as ideias cretinas expostas pelo autor de Veja. E a homossexualidade, assim como a heterossexualidade ou a bissexualidade, é uma condição inata ao indivíduo e não tem nada de opção. Se houvesse opção, então você fatalmente se lembraria de quando e como "escolheu" ser hetero, não é mesmo? A Psicologia e a Psiquiatria repudiam essa noção reducionista e mentirosa de "opção" assim como qualquer coisa ligada a "transtorno". Homossexualidade é uma orientação sexual, um dado natural da sexualidade humana, apenas sendo minoritário, assim como uma pessoa canhota o é em relação aos destros. Você discordar de um gay por ser gay faz tanto sentido quanto você discordar de um negro por ser negro. É um belo e acabado produto da ignorância e da intolerância. Pelo visto J.R. Guzzo fez escola com muita gente.

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