Você acredita em tudo que vê?

Sempre fui um fã do trabalho de Richard Wiseman, psicólogo britânico especializado no estudo do que poderíamos chamar de enganação -- ou, mais especificamente, das peculiaridades psicológicas e sensoriais que nos tornam vulneráveis a coisas como truques de mágica e contos do vigário. Já há alguns anos, ele vem exemplificando os efeitos que estuda por meio de uma série de vídeos postados no YouTube. 

O vídeo mais famoso provavelmente é o da Carta Que Muda de Cor, que vou colar no rodapé da postagem, mas hoje queria chamar atenção para este aqui embaixo. Até a metade, trata-se da apresentação de um truque de mágica aparentemente banal; do meio em diante, ele mostra como o truque foi executado. É, no mínimo, uma boa lição de humildade epistemológica.

Chama-se A Bola.






E agora, como prometido, o clássico da Carta que Muda de Cor:


Comentários

  1. Muito interessante.

    Lembrei do experimento que ficou famoso ao ser veiculado pelo Fantástico na Tv, em que um time de basquete ficava passando a bola entre si e o espectador tinha que contar quantas vezes a bola havia sido passada.

    Durante os passes, um gorila passeava pelo meio do time e ninguém percebia, porque estávamos todos focados na contagem dos passes.

    Acabei de ler um livro que aborda esse tema, entre outros. É o Subliminar, de Leonard Mlodinow.

    Pode parecer uma falha da nossa percepção, mas na verdade é uma vantagem do nosso cérebro. Se funcionássemos de forma a perceber conscientemente todas as pequenas mudanças que ocorrem, os fatos importantes ficariam perdidos no meio de milhares de fatos insignificantes.

    Imagine se quando um leão faminto se aproximasse de nós, isso chamasse tanta atenção quanto a quantidade de folhas na árvore logo atrás dele, ou do bando de pássaros voando logo acima. Até processarmos tudo e darmos conta do perigo, já teríamos sido devorados.

    Excelente postagem,
    Abraços.

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