Teorias da conspiração

A reportagem de capa da Galileu de julho é de minha lavra (ainda se usa isso, "minha lavra"?), e trata de teorias da conspiração. Além de apresentar e explicar dez das teorias mais populares no mundo atual -- dos reptoides de David Icke ao Climategate -- também discuto um pouco da psicologia por trás das formulações conspiratórias e, algo especialmente relevante no Brasil atual, dos efeitos sociais que essas teorias têm quando ganham livre curso na sociedade.

Teorias da conspiração são daninhas porque corroem as ferramentas fundamentais da democracia, que são a negociação e o diálogo. Se o "outro" é um conspirador, então nada do que ele diz é verdade e suas intenções não são realmente as que ele apresenta: a única forma de lidar com ele é pelo confronto.

Ao eliminar a possibilidade  de discordância honesta, a visão conspiratória divide os adversários em inimigos e inocentes úteis, com quem não tem conversa respeitosa, mas apenas ódio (para os primeiros) e desprezo (para os segundos). É por isso que toda vez que ouço alguém falar em "PiG" ou "Ditadura Gayzista", sinto um frio na espinha.

Da obra de Michael Shermer (que também me concedeu uma breve entrevista por e-mail), saem algumas dicas para distinguir conspirações reais -- que existem, e também prejudicam a sociedade -- das formulações fantasiosas.

Enfim: como já deve ter dito algum publicitário por aí, mais informação nas bancas!

Comentários

  1. tenta ridicularizar as teorias por acreditar em aliens no poder mas acredita que o avião que caiu no pentágono fechou as asas antes do mergulho??

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    1. Oi, Kleber! Acho que você está se referindo à suposta discrepância entre o buraco no muro do Pentágono e a envergadura do jato 757, é isso? Bom, existem três coisas a levar em consideração nesse caso: a primeira, que deveria ser óbvia, é a de que aviões de verdade não são como personagens de desenho animado, que quando passam através de paredes deixam um buraco com a forma exata de suas silhuetas. A segunda é o fato de que as ponta das asas fica afastada da fuselagem principal, e por isso é menos rígida e mais frágil. A terceira é que as asas do avião já tinham sido muito danificadas antes do impacto final com o corpo principal edifício, colidindo com estruturas externas, como um gerador de eletricidade; uma das asas pode ter tocado o chão. Em resumo, boa parte das asas já havia sido arrancada antes do impacto principal.

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