Quando, no meu Livro da Astrologia, refiro-me à prática astrológica como uma "superstição socialmente sancionada", eu estava me referindo a coisas assim (recorte da coluna de Sonia Racy do último domingo):
Muita coisa já foi escrita sobre o artigo de JR Guzzo , publicado na edição desta semana da revista Veja , argumentando, em linhas gerais, que as estratégias e demandas do movimento gay acabam atraindo sobre os homossexuais exatamente o mesmo opróbio e a mesma antipatia do público que o movimento deveria lutar para destruir. Não há nada de obviamente errado (ou certo) nessa proposição. Supondo que Guzzo esteja correto, não seria a primeira vez que, no afã de combater uma injustiça, um grupo acaba perpetrando outras. Mas a proposição, em si, deve cair ou se sustentar com base em evidências (que o artigo não apresenta, exceto por um dois casos em que o adjetivo "homofóbico" parece ter sido usado de modo injusto) e argumentos, e é na parte argumentativa que eu gostaria de me concentrar, porque tenho a impressão de que o preclaro articulista inventou um novo tipo de falácia. Quem acompanha o blog sabe que ciência, lógica e retórica são temas caros por aqui, então, antes de en...
O físico brasileiro Gabriel Guerrer alcançou alguma notoriedade com a promoção de sua campanha no Catarse para financiar um estudo sobre a capacidade da mente humana de influenciar a trajetória de um feixe de raios laser. Segundo Guerrer, essa capacidade, se comprovada, de algum modo levaria a "uma revolução científica e cultural", permitindo "questionar se a consciência ao invés de produto final, não seria o próprio motor da evolução biológica", gerando indícios de que "não estamos limitados aos contornos do corpo humano e que em um certo sentido, o mundo de fora é uma extensão de nós mesmos". O modelo do experimento proposto pelo brasileiro é uma série de trabalhos realizada pelo parapsicólogo americano Dean Radin: parte do dinheiro requisitado por Guerrer tem por objetivo financiar um estágio no laboratório do americano. Em 2012, Dean Radin publicou, no periódico Physics Essays, uma série de seis testes em que voluntários tentavam usar o poder da...
O pó produzido na USP de São Carlos, encapsulado e distribuído como "fostoetanolamina sintética" para pacientes de câncer, contém no máximo 32% da molécula pura; e essa molécula é completamente inútil, mesmo em testes in vitro , contra tumores de pâncreas e melanoma. As conclusões estão em relatório publicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MCTI e que, temo, será ignorado pelas vítimas do verdadeiro culto que se formou em torno da substância, e pelos abutres, de diferentes plumagens, que esperam transformar o desespero dos doentes em votos ou dinheiro. Os testes que produziram os resultados desapontadores -- mas não inesperados -- foram conduzidos como parte da iniciativa desencadeada ano passado, em resposta ao forte lobby pró-liberação da "fosfo", formado depois que uma combinação de jornalismo irresponsável, pusilanimidade oficial, ignorância e populismo criou o mito de que a a substância seria uma espécie de cura milagrosa para qualquer ...
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