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Tudo é divulgação científica!

O título acima, em toda a sua glória bombástica, foi a linha-mestra que norteou minha apresentação no Simpósio de Biodiversidade (SIMBIO) do campus de Rio Paranaíba da Universidade Federal de Viçosa. Participei de uma mesa sobre Divulgação Científica ao lado de Átila Iamarino e   Luiz Bento . Eu era o cara mais velho da mesa e o único sem PhD, duas constatações que  me puseram a pensar no que, exatamente, andei fazendo com a minha vida nos últimos 20 anos. Átila, com sua experiência no Scienceblogs Brasil e no Nerdologia, e Luiz, também do Scienceblogs Brasil e do Museu Ciência e Vida , falaram mais sob a perspectiva do cientista que se propõe a estabelecer um canal de comunicação com o público, que público é esse, como fazer isso, quais as armadilhas que se encontram pelo caminho e por que isso é legal. Já a minha apresentação, temo, foi um pouco mais evangelizadora -- ou diria eu, estridente? -- no seguinte sentido: tentei incutir, na plateia de estudantes e futuros pes...

Os números não mentem

Muitos anos atrás, militando no jornalismo diário, conheci um editor que era profundamente alérgico a estatísticas. “Se um rico come um frango inteiro, e um pobre não come nada”, argumentava ele, “estatisticamente, cada um comeu meio frango!”. O importante, insistia, eram as histórias humanas: mais relevante que a média dos frangos era a dura vida do sujeito sem frango nenhum. Mas mesmo sabendo que estatísticas podem ser (mal) usadas, sempre desconfiei mais de seu oposto: exatamente das tais histórias “humanas” que o editor preferia. Leia a coluna completa na Revista Galileu .

Sherlock Holmes e rock'n'roll!

Semana passada, participei de um evento sobre divulgação científica no campus de Rio Paranaíba da Universidade Federal de Viçosa. Ao lado dos biólogos Átila "Nerdologia" Iamarino e Luiz Bernto, do Museu Ciência e Vida , falei sobre a importância dos cientistas não se furtarem a usar, não só seus conhecimentos, mas também o senso crítico afiado pelo uso constante do método científico, para contribuir com o debate público. Meu grito de guerra foi "Tudo é divulgação científica!" , algo que pretendo explicar melhor numa postagem futura. Esta aqui é para tratar de outra coisa que fiz em Rio Paranaíba. Quem está por dentro da cultura dos podcasts nacionais talvez saiba que a UFV de Rio Paranaíba é também a sede do Rock com Ciência , programa capitaneado pelo professor Rubens Pazza que discute temas científicos ou culturais que, de algum modo, têm interseção com a ciência, num papo entremeado por faixas musicais de rock'n'roll. Eu já havia participado, via skype...

Lendo intenções diretamente no cérebro

Pesquisadores ligados à Universidade do Sul da Califórnia e ao Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) descrevem, na revista Science, como um implante de eletrodos no cérebro de um paciente tetraplégico registrou as intenções de movimento do voluntário, e transferiu essa informação para um braço robótico. Leia a nota completa, e outras, no Telescópio do Jornal da Unicamp .

A biblioteca de Bin Laden

Já tem gente nas redes sociais tirando onda com o fato de que dois livros de Noam Chomsky foram encontrados na biblioteca pessoal de Osama Bin Laden , mas devagar com o andor: como todo fã de heavy metal, histórias em quadrinhos e role-playing games sabe, a associação entre ícones e hábitos culturais e o comportamento de seus fãs psicóticos é geralmente injusta, frequentemente penosa e, quase sempre, só vale para o “outro”. Um leitor habitual de Chomsky pode achar um absurdo óbvio que se veja na retórica do autor um estímulo ao terrorismo islâmico, mas talvez não relute tanto em fazer ilações a respeito da presença de um livro de Reinaldo Azevedo na estante de algum pitboy espancador de homossexuais. Leia o artigo completo na Revista Amálgama .

Ceticismo, em três princípios simples

Edição recente da revista Skeptical Inquirer , talvez a mais antiga publicação sobre ceticismo em circulação no mundo, traz um artigo do professor de Filosofia Stephen Carey com o seguinte título: “Yes, but how do you explain this?” (“Tá legal, mas como é que você explica isso?”). Carey relata como encontrou uma espécie de “resposta padrão” para essa indagação, em três partes. São elas: seu caso não é especial; o que você vê não é toda a verdade; tudo funciona. Leia mais sobre isso no Olhar Cético .

Redução científica da pobreza

Como medir a eficácia de uma ação de redução da pobreza? A revista Science traz artigo que descreve o resultado de um experimento de intervenção em algumas das comunidades mais miseráveis do mundo, modelado nos estudos sobre saúde, em que grupos “de intervenção” são comparados a grupos “de controle”, e os resultados recebem análise estatística. No caso, algumas das famílias mais pobres de seis países – Etiópia, Gana, Honduras, Índia, Paquistão e Peru – foram incluídas num programa chamado “Graduation” (“Formatura”), criado por uma ONG de Bangladesh. O programa durou dois anos, com mais um ano extra em que as famílias foram acompanhadas, após o fim do apoio externo, para testar a sustentabilidade e durabilidade dos benefícios. Leia mais na coluna Telescópio .