Inundação na Terra, raios de antimatéria no espaço



Nuvens carregadas não despejam apenas chuvas torrenciais na cabeça dos terráqueos: também enviam partículas de antimatéria para o espaço, de acordo com resultados recentes do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi, da Nasa.

Os cientististas já sabiam que algumas tempestades produzem flashes de raios gama, associados aos relâmpagos, mas a antimatéria nunca havia sido detectada.

Agora, acredita-se que ela surja nessas breves explosões de radiação. Os flashes de raios gama são produzidos quando elétrons altamente energéticos, acelerados pelos campos elétricos da tempestade, são repelidos pelas moléculas do ar.  

Alguns raios gama acabam dando origem a um par de partículas, uma de matéria e outra, de antimatéria. São essas partículas que atingem a órbita terrestre.

De acordo com a Nasa, estima-se que cerca de 500 flashes de raios gama associados a raios ocorram diariamente em todo o mundo.

O Fermi não detecta a antimatéria diretamente, mas sim os raios gama produzidos quando matéria e antimatéria entram em contato e se desintegram.

O telescópio nem precisa estar diretamente sobre a tempestade elétrica para detectar a antimatéria que ela cria: as partículas geradas não lançadas nas linhas de força do campo magnético terrestre, e podem acabar chegando ao observatório depois de viajar grandes distâncias.

Num caso citado pela Nasa, a tempestade ocorria sobre a Zâmbia e foi detectada quando o Fermi se encontrava acima do Egito, a milhares de quilômetros dali.

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